4 de junho de 2026

Defesa de Silveira emite petição que peca na gramática e na interpretação de texto

Embora afirme que Alexandre de Moraes não conheça língua portuguesa, advogado comete equívocos na interpretação de decisão judicial
Foto de Nothing Ahead via pexels.com

O advogado de defesa do ex-deputado Daniel Silveira, que voltou à prisão recentemente por descumprir as condições de liberdade condicional, enviou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) criticando o ministro Alexandre de Moraes.

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No documento em questão, a equipe de defesa de Silveira alega que seu cliente não descumpriu as regras de uso de tornozeleira eletrônica, e que as acusações de violações no monitoramento são “falsas e levianas”.

Um dos pontos diz respeito ao horário de recolhimento do ex-deputado, onde diz não existir “nenhuma indicação” de proibição de circulação de seu cliente.

Porém, o texto do STF indica que Silveira estaria proibido de “ausentar-se da Comarca, bem como nos sábados, domingos e feriados, e obrigação de recolher-se à residência no período noturno, das 22h00 às 6h00”. Ou seja: Silveira deveria cumprir prisão domiciliar aos sábados, domingos e feriados.

Além disso, ao afirmar que Moraes faz “péssimo entendimento” e “deplorável aplicação” da forma correta da língua portuguesa, o advogado e jornalista Paulo Faria comete diversos erros ao longo do texto, e a divulgação da petição na íntegra gerou repercussão nas mídias sociais.

“O advogado de Daniel Silveira foi ao STF, alegando que o ministro Alexandre de Moraes não conhece a língua portuguesa. Porém, a primeira página da petição tem quase 10 erros de português. O que você acha disso?”, questionou o advogado Agassiz Almeida Filho, que inclusive apontou alguns dos erros cometidos.

Leia abaixo a íntegra da petição divulgada pelo advogado e jornalista Paulo Faria em defesa do ex-deputado Daniel Silveira.

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    28 de dezembro de 2024 10:58 pm

    Se o nobre causídico pretendia desestabilizar o magistrado, a resposta do Juízo sequer entrou no mérito do insulto. O ministro fez menção à ignorância crassa do advogado enquanto profissional, assinalando que ele, além de não atentar para jurisprudência corrente, não teria intimidade com a regras do direito processual penal e nem estaria qualificado para a interpretação de um texto jurídico. Ficou chato. Tomara que ele perceba.

  2. AMBAR

    28 de dezembro de 2024 11:39 pm

    A maravilha do bolsonarismo é que seus membros não se contentam com a mais pura e natural ignorância com que são agraciados: eles a reafirmam com orgulho e convicção.. É notável o empenho com que o advogado se desdobra para demonstrar a sua estupidez interpretativa. Ele parece ser sincero. Realmente os bolsonaristas ou vivem num mundo paralelo ou têm interpretação paralela do mundo real. Os erros da petição do advogado são de toda ordem, porém o mais doloroso não provém da gramática, a falha está evidente na inversão da lógica interpretativa da ordem judicial. Se o nobre causídico estava representando o papel de estúpido ele é digno de calorosas congratulações. (Mas, cá pra nós, insultar o juiz ajuda a conseguir benefícios para o réu?)

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