4 de junho de 2026

2024 teve o maior número de alertas por desastres climáticos

Dentre essas tragédias causadas pelas mudanças climáticas, podemos citar: enchentes, enxurradas, deslizamentos de terra e até mesmo mortes
Forte chuvas e ventos causam transtornos no centro do Rio. Crédito: Tânia Rego/ Agência Brasil

Nos últimos 14 anos, 2024 foi o que mais se destacou pelo alto índice de alertas de desastres emitidos no Brasil.

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Em caso de alerta, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que atua para avisar os riscos de possíveis tragédias causadas por conta das mudanças climáticas, é acionado. Isso pode ocorrer em caso de enchentes, enxurradas, deslizamentos de terra e até mesmo mortes.

O índice de alerta está em linha crescente desde de 2016, com um aumento de 49%.

Desde o início do Cemaden, em 2011, até 2024, a lista de cidades monitoradas também aumentou em 8%, enquanto os alertas de desastres, tiveram um salto de 83%.

De acordo com informações do portal G1, no ano passado as cidades com mais registros desses alertas foram São Paulo, Salvador e Petrópolis.

Rafael Luiz, um dos geógrafos do Cemaden tem duas possíveis explicações para esse aumento.

“Aumento do número de eventos extremos de chuva, associado também ao constante processo de vulnerabilização da população urbana. É o aumento do número de pessoas morando em áreas de risco”, afirma Rafael.

Exemplo desse tipo de situação é o córrego Beira Rio, ao lado da comunidade Fazendinha, na Brasilândia, localizado na Zona Norte de São Paulo. De acordo com moradores, basta chover um pouco mais forte que parte do barranco desaba, fazendo com que a água invada as casas. A força da água é tanta que consegue arrastar o que estiver pela frente. Recentemente, uma casa desabou e uma escola precisou ser interditada.

Rafael Luiz alerta que medidas precisam ser tomadas urgentemente para evitar tragédias.

“Infelizmente, se nada for feito a médio e curto prazo em termos de políticas habitacionais e políticas sociais que promovam segurança dessa parcela da população, a gente vai ver cada vez mais pessoas sofrendo impactos, sejam eles diretos ou indiretos. E, infelizmente, mais pessoas morrem em virtude dos desastres”.

A Prefeitura de São Paulo se pronunciou sobre o assunto, e afirmou que até março deste ano, uma licitação será movida para que as obras de canalização e contenção de encostas do córrego sejam realizadas devidamente.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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