16 de junho de 2026

Governo federal lança programa para valorização dos professores

Iniciativa reúne ações integradas para promover qualificação dos docentes da educação básica, além de atrair novos profissionais
Foto de Pixabay

O governo federal lançou nesta terça-feira (14/01) o programa Mais Professores para o Brasil, um conjunto de ações que buscam promover a valorização e a qualificação dos professores da educação básica, além de incentivar a docência.

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Para melhorar a qualidade da formação, estimular a realização de concursos públicos e induzir o aumento de professores nas redes públicas de ensino, a Prova Nacional Docente (PND) será realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Estados e municípios poderão utilizar a PND em seus processos de seleção de professores. Professores interessados se inscrevem diretamente no Inep.

Além disso, o Ministério da Educação (MEC) estruturou parceria com outras pastas e bancos para promover a valorização do professor – aos docentes correntistas do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, serão oferecidos benefícios exclusivos, como um cartão de crédito sem anuidade.

Ao mesmo tempo, uma parceria com o Ministério do Turismo vai permitir que os professores tenham direito a descontos de até 10% em diárias de hotéis, inclusive em períodos de grandes eventos ou feriados. Também será criada a Carteira Nacional Docente.

Programa para licenciaturas

Para atrair novos professores, o Governo Federal criou o Pé-de-Meia Licenciaturas, um apoio financeiro para fomentar o ingresso, a permanência e a conclusão das licenciaturas por estudantes com alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Neste programa, o participante recebe mensalmente R$ 1.050 durante o período regular de integralização do curso. Desse total, o estudante pode sacar imediatamente R$ 700, enquanto os outros R$ 350 são depositados como poupança e poderão ser sacados após o professor recém-formado ingressar em uma rede pública de ensino em até cinco anos após a conclusão do curso.

Ao mesmo tempo, também foi lançado o Bolsa Mais Professores, para incentivar o ingresso de docentes nas redes públicas de ensino da educação básica e aumentar a atuação em regiões com carência docente.

O participante receberá uma bolsa mensal no valor de R$ 2.100, além do salário do magistério, pago pela rede de ensino que está vinculado. Além disso, durante o período da bolsa, o professor cursa uma pós-graduação lato sensu com foco em docência.

Para a formação de professores e fortalecer o desenvolvimento profissional, o MEC desenvolveu um portal com informações sobre cursos referentes às formações inicial e continuada, bem como às pós-graduações ofertadas pelo MEC e por instituições parceiras.

O investimento leva em consideração que os professores constituem o fator intraescolar que mais impacta a aprendizagem dos estudantes: estudo de 2024 da Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirma que o professor é responsável por 65,7% do resultado de aprendizagem no ensino fundamental e por 47% no ensino médio. Dessa forma, com a iniciativa, 47,3 milhões de estudantes serão beneficiados.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. grevista

    15 de janeiro de 2025 1:11 pm

    Há um programa de valorização dos professores: melhores e mais dignos salários, melhores e mais dignas condições de trabalho, carreira docente nacionalmente unificada. Como no caso dos Mais Médicos, bolsas, valores temporários por definição, não atraem e não levam a efetivas e duradouras melhorias. A realidade efetiva são docentes com três turnos de carga horária, muitos com até 60 horas de carga horária semanal em sala de aula. Não há discussão a respeito de dedicação exclusiva de docente a uma escola, estabelecendo vínculo efetivo de trabalho. A mídia nacional, fazendo o seu trabalho na luta de classes cotidiana, apresenta a avaliação de Cláudia Costin e de Priscila Cruz a respeito de quaisquer temas envolvendo educação pública.

  2. grevista

    15 de janeiro de 2025 1:18 pm

    Ah! Esqueci de dizer: não temos ministro da educação. Faz tempo. O atual não tempo para se ocupar disso. O Ceará e sua disputa de clãs é mais importante. Além disso, é sintomático que a liderança da representação de Jorge Paulo Lemman no ministério, quando da posse, tenha sido derrotada na sua tentativa de voltar à prefeitura de Sobral.

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