5 de junho de 2026

Advogado da Meta abandona defesa e chama Zuckerberg de “aspirante a Musk”

Ao abandonar o processo, o advogado alegou que a intenção de Zuckerberg é "abraçar a masculinidade tóxica e a loucura neonazista"
Foto: Flickr

O advogado do bilionário Mark Zuckerberg, Mark Lemley, abandonou o processo no qual representava a Meta, uma das empresas de seu cliente.

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Ao deixar o caso de propriedade intelectual da Meta, o advogado alegou que a intenção de Zuckerberg é “abraçar a masculinidade tóxica e a loucura neonazista”. A informação é do portal UOL.

Em sua declaração nas redes, o advogado e professor de direito na Universidade de Stanford chamou Zuckerberg de “aspirante a Musk” e que, por isso, desativou a sua conta no Threads.

Ainda, o advogado salientou que não mais fará compras através de anúncios que lhes são apresentados pelo Facebook ou Instagram: “Irei separadamente ao site para garantir que o Facebook não receba nenhum crédito pela compra“.

“Eu demiti a Meta como cliente”, concluiu o ex-advogado da empresa, que não deixou de dizer que, embora ache que eles estão do lado certo na disputa de direitos autorais da IA, na qual os representou, não poderá mais, em sã consciência, atuar como seu advogado.

Zuckerberg e a aliança com Trump

Em sua coluna da quinta (16), Jamil Chade relembrou que Donald Trump, suspenso das redes da Meta em 2021 por elogiar a invasão ao Capitólio e readmitido depois, acusou Zuckerberg de agir contra ele nas eleições de 2020.

No entanto, após sua reeleição, a Meta doou US$ 1 milhão para seu fundo de posse e nomeou aliados do ex-presidente para posições estratégicas, incluindo Joel Kaplan, crítico de suposta censura a conservadores.

A decisão do advogado da Meta ocorre em meio à nova política de Mark Zuckerberg, anunciada na semana passada, na qual o empresário divulgou o fim da checagem de fatos e a flexibilização de regras sobre conteúdo considerado ofensivo, substituindo por “notas da comunidade”.

Após o anúncio, novas mudanças passaram a ocorrer nas redes, como a troca de temas do aplicativo Messenger que faziam referência à comunidade LGBT+, e a eliminação de restrições a conteúdos ofensivos sobre mulheres, imigrantes e transgêneros. Além disso, Mark assumiu, publicamente, que o ambiente corporativo carece de energia masculina.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    19 de janeiro de 2025 7:01 am

    O que o Tesla faria se ele tivesse a fortuna do Elon Musk? Apoiaria um golpe na Bolívia? Ficaria à sombra do Trump, na esperança de recolher as migalhas do banquete dos poderosos, ou faria invenções fantásticas?
    Mas, como diriam, Deus não dá asas a cobras. Há apenas algumas cobras que planam. E Musk continua com seus vôos de galinha.

  2. Rui Ribeiro

    20 de janeiro de 2025 8:28 am

    Zuckerberg é exclusivista: não aceita fêmeas concorrendo (ou cooperando) com os machos da sua empresa.

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