O advogado do bilionário Mark Zuckerberg, Mark Lemley, abandonou o processo no qual representava a Meta, uma das empresas de seu cliente.
Ao deixar o caso de propriedade intelectual da Meta, o advogado alegou que a intenção de Zuckerberg é “abraçar a masculinidade tóxica e a loucura neonazista”. A informação é do portal UOL.
Em sua declaração nas redes, o advogado e professor de direito na Universidade de Stanford chamou Zuckerberg de “aspirante a Musk” e que, por isso, desativou a sua conta no Threads.
Ainda, o advogado salientou que não mais fará compras através de anúncios que lhes são apresentados pelo Facebook ou Instagram: “Irei separadamente ao site para garantir que o Facebook não receba nenhum crédito pela compra“.
“Eu demiti a Meta como cliente”, concluiu o ex-advogado da empresa, que não deixou de dizer que, embora ache que eles estão do lado certo na disputa de direitos autorais da IA, na qual os representou, não poderá mais, em sã consciência, atuar como seu advogado.
Zuckerberg e a aliança com Trump
Em sua coluna da quinta (16), Jamil Chade relembrou que Donald Trump, suspenso das redes da Meta em 2021 por elogiar a invasão ao Capitólio e readmitido depois, acusou Zuckerberg de agir contra ele nas eleições de 2020.
No entanto, após sua reeleição, a Meta doou US$ 1 milhão para seu fundo de posse e nomeou aliados do ex-presidente para posições estratégicas, incluindo Joel Kaplan, crítico de suposta censura a conservadores.
A decisão do advogado da Meta ocorre em meio à nova política de Mark Zuckerberg, anunciada na semana passada, na qual o empresário divulgou o fim da checagem de fatos e a flexibilização de regras sobre conteúdo considerado ofensivo, substituindo por “notas da comunidade”.
Após o anúncio, novas mudanças passaram a ocorrer nas redes, como a troca de temas do aplicativo Messenger que faziam referência à comunidade LGBT+, e a eliminação de restrições a conteúdos ofensivos sobre mulheres, imigrantes e transgêneros. Além disso, Mark assumiu, publicamente, que o ambiente corporativo carece de energia masculina.
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Rui Ribeiro
19 de janeiro de 2025 7:01 amO que o Tesla faria se ele tivesse a fortuna do Elon Musk? Apoiaria um golpe na Bolívia? Ficaria à sombra do Trump, na esperança de recolher as migalhas do banquete dos poderosos, ou faria invenções fantásticas?
Mas, como diriam, Deus não dá asas a cobras. Há apenas algumas cobras que planam. E Musk continua com seus vôos de galinha.
Rui Ribeiro
20 de janeiro de 2025 8:28 amZuckerberg é exclusivista: não aceita fêmeas concorrendo (ou cooperando) com os machos da sua empresa.