21 de maio de 2026

Os golpes digitais que vêm da Ucrânia e Tel Aviv, por Luís Nassif

Mas não podem extorquir norte-americanos, porque aí seriam proibidas de operar no sistema Swift e ficariam alvo do Departamento de Justiça.

A explosão dos golpes digitais no Brasil tem, pelo menos, três origens criminosas: Ucrânia, Israel e Jamaica. A informação é de um brasileiro que atua na Ucrânia, negociando ouro.

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Segundo ele, a grande fonte de renda da Ucrânia, atualmente, é o crime de extorsão, através de meios digitais. Tanto lá quanto em Israel, golpistas fingem-se de empresas de investimento forex e moedas, imitando as empresas que operam nos mercado legais, seguradores e fundos.

A única regra: não podem extorquir norte-americanos, porque aí seriam proibidas de operar no sistema Swift e ficariam alvo do Departamento de Justiça.

Há duas vertentes dessas máfias.

A primeira, é a própria máfia israelense, concentrada em Tel Aviv. A segunda é a máfia georgiana, expulsa de lá após a queda do primeiro-ministro e que se distribui por vários países, França, Espanha e Ucrânia.

Na Ucrânia, o grupo é comandado pelo rabino Mordechai e Sara Bald. Sua base é uma sinagoga de Liv.

Segundo dados do portal israelagora.com, a sinagoga trabalha no atendimento ao cliente da empresa de comércio eletrônico Wiserbrand, com sede em Nova York. E atende a judeus pobres.

A máfia de Israel se concentra em um local chamado Distrito dos Diamantes, com prédios imponentes que usam serviços de 5 mil a 10 mil pessoas. Estima-se que movimentam golpes na casa do bilhão de dólares.

O Distrito dos Diamantes, que conecta comerciantes de todo o mundo, com presença de compradores e vendedores de países como Estados Unidos, Índia, Bélgica, Rússia e China. A área inclui bancos, seguradoras, escritórios de transporte e serviços de courier especializados no setor de pedras preciosas. E também Israel Diamond Exchange (IDE), que é uma das maiores bolsas de diamantes do mundo.

Os golpes começam em call centers, com listas de contatos. Depois do primeiro contato, começa o golpe da pirâmide, crescimento dos investimentos em um primeiro momento para estimular a vítima a investir mais.

Um dos golpistas, investigado em documentário na National Geographic Brasil, diz que o início da pesquisa é através do Google. Depois, dependendo da nacionalidade, são encaminhados para operadores que dominam a sua língua.

Estudantes que chegam do exterior, têm bolsas pagas e preço barato. Professores cobram para corrigir provas. Ficam desesperados atrás de dinheiros e são cooptados pela máfia, usando idiomas dele. Grande parte dos brasileiros que seguiram para combate na Ucrânia estão em escritórios em Kiev fazendo estelionato

O golpe é a tradicional pirâmide. No início, devolvem um bom dinheiro ao investidor, a título de rentabilidade. Aí ele vai aumentando os investimentos. Em determinado dia, informam que houve uma má aplicação e todo dinheiro foi perdido.

O brasileiro com quem conversei traz outra informação polêmica. Ficou amigo de um judeu senegalez, que o apresentou a um membro do Mossad, que o levou para conversar com o próprio Mordechai e um traficante de armas bastante conhecido.

Queriam ouro, que não fosse regularizado. Seu esquema consiste em vender armas, receber ouro que é vendido para joalherias, para esquentar os valores.

Tinham bom estoque de armamentos que estavam vendidos para a Ucrânia, nos preparativos para o início da guerra, principalmente armas de artilharia e  incluindo o sistema de monitoramento que Carlos Bolsonaro pretendia adquirir de Israel.

A dúvida do colega era saber como era o processo de licitação no Brasil. Estavam interessados devido a uma agitação no mercado de armas, nas vésperas de 7 de setembro de 2021. Tinham vendido armas ilegais para diversos CACs, sendo pagas com ouro extraído ilegalmente da Amazônia.

Por alguma razão, as vendas não deram certo.

PS – Atenção Conib. Existem organizações criminosas em todos os países, Estados Unidos, Rússia, China, Brasil e Israel. Portanto, não venham utilizar esse artigo para sustentar seu modo de vida: denunciar o antissemitismo onde não existe.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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3 Comentários
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  1. Ricardo Fernandes

    27 de janeiro de 2025 12:46 pm

    A Conib não deve perder a oportunidade de faturar em cima do “antissemitismo”, portanto, boa sorte. Parabéms pela coragem de enfrentar o império, e seus sátrapas.

  2. GalileoGalilei

    27 de janeiro de 2025 3:19 pm

    Segundo dados do portal israelagora.com, a sinagoga trabalha no atendimento ao cliente da empresa de comércio eletrônico Wiserbrand, com sede em Nova York. E atende a judeus pobres.

    O link para esse portal israelagora.com não leva a lugar nenhum.

  3. Volnei Batista de Carvalho

    28 de janeiro de 2025 1:53 am

    Com a globalização o crime organizado em corporações do crime em rede globalizada mundial. O crime saiu do submundo para o mundo, como em Gaza. O crime organizado se infiltrou nas instituições políticas dos Estados, ganhando o poder legitimo de governar povos. São crimes hediondos de extrema barbárie. “Civilização ou barbárie”. “A luta entre bem e o mal”. “O confronto entre razão e a ignorância”. Tem sido um martírio aos que lutam pela civilização, pela razão humanistas. Esses mártires sucumbem aos montes É preciso bravura de lutar pela sobrevivência digna de todos. E o jornalismo é uma dessas frente luta importantíssima. O jornalista Luís Nassif vem de uma geração de jornalistas garimpeiros da verdade dos fatos segundo as regras do verdadeiro jornalismo. Seus inúmeros prêmio na carreira demonstram seu perfil de jornalista, intelectual e artista, qualidades que o qualifica à ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Parabém Nassif por mais uma de suas investigações jornalísticas.

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