10 de junho de 2026

Israel acompanha EUA e se retira do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Israel alega sofrer preconceito institucional implacável desde 2006 e que ataques são proteção de legítimos interesses de segurança na Cisjordânia e em Gaza
ONU. Foto: Pixabay
ONU. Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (06) foi anunciado que Israel deixará o Conselho de Direitos Humanos da Organização da ONU. A informação foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, e divulgada nas redes sociais por Jorg Lauber em uma publicação na rede social X.

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“A decisão foi tomada à luz do preconceito institucional contínuo e implacável contra Israel no Conselho de Direitos Humanos, que tem sido persistente desde a sua criação em 2006”, dizia na carta do chanceler ao presidente do conselho.

Israel está seguindo os passos dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump assinou, na última terça-feira (4), o despacho para que a participação dos EUA na organização fosse interrompida, além de manter o corte nos financiamentos destinados à UNRWA, agência da ONU de assistência aos palestinos.

Diante a essa decisão, a relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, declarou que a decisão de Israel de se retirar do Conselho de Direitos Humanos da ONU é “extremamente séria”.

“Isso mostra a arrogância e a falta de percepção do que eles [Israel] fizeram. Eles insistem na autojustiça, que não têm nada pelo que serem responsabilizados, e estão provando isso para toda a comunidade internacional”, afirmou Francesca à Reuters, que também teme que “o genocídio de Israel contra os palestinos se expanda e se intensifique na Cisjordânia”.

Após essa declaração, Israel voltou a se defender e negou todas as acusações de que o país estaria cometendo genocídio. Em vez disso, declara que está protegendo seus legítimos interesses de segurança tanto na Cisjordânia, quanto em Gaza.

“O norte [da Cisjordânia] está sendo atacado principalmente por soldados. O sul foi atacado principalmente por colonos [israelenses], e você pode ver isso como um ataque ao povo palestino como um todo”, ressaltou Albanese.

*Com informações da Reuters e CNN

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    6 de fevereiro de 2025 6:33 pm

    Aonde o boi vai, a vaca vai atrás. Já, já, o idiota Milei segue o rebanho e também retira a Argentina

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    7 de fevereiro de 2025 7:14 am

    Finalmente podemos elogiar a saida de Israel do conselho dos direitos humanos, não fazia sentido continuar num orgão que cuida dos direitos humanos, sendo um país genocida.

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