4 de junho de 2026

AGU fecha acordo para agilizar demandas de anistiados políticos

Acordo com escritório do Nordeste vai favorecer anistiados da região; modelo pode ser replicado em todo Brasil
Foto: Arquivo Nacional/Correio da Manhã

A Advocacia-Geral da União (AGU) fechou acordo com um escritório de advocacia do Nordeste que vai permitir a análise extrajudicial das solicitações de reparação por danos morais a anistiados políticos. O objetivo é prevenir litígios e dar celeridade aos processos de apreciação de demandas de pessoas que tiveram a condição de anistiado político reconhecida pela União.

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O acordo foi celebrado pela Coordenação Regional de Negociação da 5ª Região, com jurisdição em seis estados do Nordeste, com um escritório que representa dezenas de anistiados residentes naquela região.

O termo consensual estabelece, entre outras medidas, a forma como as pretensões devem ingressar para análise nas unidades da AGU, os documentos a serem apresentados e um breve relato sobre a situação que gerou o reconhecimento da anistia.

“O objetivo é prevenir litígios e dar celeridade aos processos de apreciação de demandas de pessoas que tiveram a condição de anistiado político reconhecida pela União”, disse a AGU, em nota a respeito do tema.

Os acordos assinados pela União e as partes têm o potencial de queimar etapas e permitir que demandas judiciais tramitem em prazos e com custos menores em relação ao rito processual normal.  No caso da tramitação extrajudicial as peças são levadas a juízo apenas para fins de homologação e para a expedição da requisição de pagamento.

A AGU tem apurado de forma contínua processos para verificar a possibilidade de acordos nas ações contra a União. Este trabalho já entregou à sociedade 31 Planos Nacionais de Negociação sobre diversas matérias em que a União prioritariamente deve oferecer proposta de acordo.

O tema Anistia Política é tratado no Plano Nacional de Negociação nº 23, que foi aprovado em 2023. Até o momento já foram celebrados 1.228 acordos em processos judicializados, com o pagamento de mais de R$ 100 milhões de reais. Agora, além de encerrar litígios, o objetivo do governo é preveni-los a partir do entendimento entre as partes.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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