Nos últimos meses têm surgido na mídia internacional alguns juízos apressados e superficiais sobre um inevitável declínio econômico dos chamados países emergentes e a sua suposta “fragilidade”.Os que pensam assim não compreendem o alcance das transformações que o mundo viveu nas últimas décadas e o verdadeiro significado do salto histórico que deram países como a China, a Índia, o Brasil, a Turquia e a África do Sul, entre vários outros. Não percebem que a economia desses países, além de crescer de modo extraordinário, passou também por uma mudança de qualidade. Tornou-se mais diversificada, eficiente e profissional. E muito mais rigorosa e prudente do ponto de vista macroeconômico, sobretudo no que se refere às políticas fiscal e monetária. Não levam em conta que os países emergentes, com tremendo esforço e determinação, reduziram sistematicamente a sua vulnerabilidade interna e externa e agora estão muito mais aptos a enfrentar as oscilações econômicas globais. Por isso, quem os avalia por critérios superados, de décadas atrás – os estereótipos sobre as eternas mazelas do “terceiro mundo”– acaba subestimando a sua solidez e o seu potencial de crescimento.
Até pelos erros de avaliação cometidos na véspera da crise de 2008, quando grandes empresas norte- americanas e europeias à beira da falência eram consideradas por muitos analistas como modelo de solidez e competência, penso que seria recomendável maior objetividade nos diagnósticos e, principalmente, nos prognósticos.
Um dos principais ensinamentos a tirar da crise, que não surgiu nas nações em desenvolvimento, mas nos países mais ricos do planeta, é que as opiniões sobre as economias e o destino dos países devem evitar tanto o elogio inconsistente quanto o alarmismo sem fundamento. A busca equilibrada da verdade é sempre o melhor caminho. E isso supõe examinar de perto, meticulosamente, sem preconceitos nem velhos clichês, a economia real de cada país.
Os países emergentes, obviamente, não estão nem nunca estiveram isentos de desafios. Integrados ao mercado mundial, tem que lidar com as consequências de um maior ou menor dinamismo da economia global. Mas hoje não dependem exclusivamente das exportações que, apesar da crise, mantiveram um volume muito expressivo. Os países emergentes criaram fortes mercados internos, ainda com enorme horizonte de expansão. A retomada dos Estados Unidos e da Europa não torna essas economias menos atrativas para o investimento estrangeiro, que continua a chegar em grande quantidade. As economias desenvolvidas precisam, mais do que nunca, de mercados ainda elásticos para a sua produção, e esses mercados estão principalmente na Ásia, na América Latina e na África. Sem falar que o crescimento norte-americano e europeu tende a favorecer o conjunto do comércio mundial.
A queda no ritmo de crescimento dos emergentes costuma ser exemplificada com a situação da China, que chegou a crescer 14 por cento ao ano e hoje cresce em torno de 7%. É evidente que, com a desaceleração dos países ricos, a China não poderia manter a mesma velocidade de expansão. O que se esquece, porém, é que 10 anos atrás o PIB da China era de cerca de 1.6 trilhão de dólares e hoje é de quase 9 trilhões de dólares. A taxa de crescimento é menor, mas sobre uma base muitíssimo maior. Além disso, deixou de ser um país quase que exclusivamente exportador, para desenvolver também o seu mercado interno, o que demanda novas importações. Por outro lado, graças à imensa poupança e acúmulo de reservas, a China passou a ser uma importante fonte de investimentos externos na Ásia, na África e na América Latina.
Embora sejam economias menores do que a China, os outros emergentes, com diferentes ritmos de crescimento – mas sempre crescendo – também apresentam boas perspectivas.
É o caso do Brasil, que está sabendo ajustar-se ao novo cenário internacional e tem condições concretas não só de manter as suas conquistas econômicas e sociais, mas de continuar avançando.
Os dados da economia brasileira falam por si. No último decênio, o Brasil conseguiu tornar-se em vários aspectos um novo país. O PIB, que em 2003 era de 550 bilhões de dólares, hoje supera os 2.1 trilhões. Somos hoje a sétima economia do mundo. O comércio externo passou de 119 bilhões de dólares anuais em 2003 para 480 bilhões em 2013. O país tornou-se um dos seis maiores destinos de investimento externo direto, recebendo 63 bilhões de dólares só no ano passado, de acordo com as Nações Unidas. É grande produtor de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; e líder mundial em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.
Baixamos a inflação de 12.5 por cento em 2002 para 5.9 por cento em 2013. Há dez anos consecutivos ela permanece dentro dos limites estabelecidos pela autoridade monetária, mesmo com a aceleração do crescimento. Reduzimos a divida pública líquida praticamente à metade; de 60.4 por cento do PIB para 33.8 por cento. Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2.5 por cento, o melhor desempenho entre as grandes economias. E a Presidenta Dilma Rousseff anunciou o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da divida em 2014.
Com 376 bilhões de dólares em reservas, dez vezes mais do que em 2002. Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas ajustando o câmbio sem turbulências nem artifícios.
Esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do FED. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil cresceu 2.3 por cento no ano passado, um dos melhores resultados dentre os países do G-20 que já divulgaram os indicadores de 2013.
O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo, segundo a OIT, destruiu 62 milhões de empregos, o Brasil criou 10.5 milhões de novos postos de trabalho. A taxa de desemprego é a menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.
Há uma década o país trabalha ativamente para ampliar e modernizar a sua infraestrutura. Aumentamos a capacidade energética de 80 mil MW para 122 mil MW e estamos construindo três hidrelétricas de grande porte. Além disso, o governo lançou um vasto programa de concessões de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e distribuição e geração de energia no valor de mais de 170 bilhões de dólares.
Recentemente estive com investidores globais, em Nova Iorque, mostrando como o Brasil se prepara para dar passos ainda maiores na nova etapa da economia mundial. Pude comprovar que eles tem uma visão ao mesmo tempo realista e positiva do país e do seu potencial de crescimento. Seguirão investindo no Brasil e, com certeza, terão bons resultados, crescendo junto com o nosso povo.
O novo papel que os países emergentes assumiram na economia global não é algo efêmero, transitório. Eles vieram para ficar. A sua força evitou que o mundo mergulhasse, a partir de 2008, numa recessão generalizada. E não será menos importante para que a economia global volte a ter um ciclo de crescimento sustentado.
(Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com Instituto Lula e pode ser seguido em facebook.com/lula).
wendel
4 de abril de 2014 6:07 pmSempre o Lula…….
É isto aí Lula, continue vendendo o Pais aos investidores, pois não temos poupança interna e precisamos de invetimentos externos, muito embora não seja o ideal ainda!!!!
Vá em frente, e apesar deles, somos maiores que eles, pois amamos o Brasil!!!!!!
Maria Helena Correa
4 de abril de 2014 8:17 pmprecisamos de investidores externos
Sim, infelizmente os capitalistas brasileiros (aqueles que se reuniram para ouvir do candidato Aécio e de seu “segundo”. o Arminio Fraga, promessas de eternas benesses) preferem colocar todo seu dinheiro no exterior, em paraísos fiscais, para depois reinvestir aqui em segurança somente em titulos da divida pública ou nas especulações de alta rotatividade. São eles que pressionam o governo para lhes pagar mais e mais juros, usando para isso “especialistas” cujos nomes nem preciso citar aqui e que usam o espantalho da inflação para nos assustar. Existe aquela teoria segundo a qual os mais ricos tem maior propensão a poupar (=investir) porque os mais pobres vivem da mão para a boca, literalmente. Só que isso não funciona no mundo real brasileiro, onde o lucro não fica reinvestido aqui. Além disso, temos cada vez mais empresas sendo alienadas para multinacionais cujas decisões de investir obedecem a lógicas de suas matrizes. Eu só fico imaginando o duro que o governo precisa dar para neutralizar essa maré entreguista. E ainda temos de ler essa pataquada toda dos especialistas bem pagos para travar o desenvolvimento do país!
Itamar Branco
4 de abril de 2014 6:22 pmConteúdo interessante.
Conteúdo interessante. Perfeito na forma e no estilo literário. Leitura agradável, sem ranço acadêmico. Parabéns ao ghost writer.
tiosilvano
4 de abril de 2014 7:21 pmA inveja é foda.
A inveja é foda.
Ivan de Union
4 de abril de 2014 7:24 pmEh, mas ninguem te
Eh, mas ninguem te perguntou. Ce ta pensando que isso aqui eh casa da sogra agora?
João Alexandre
4 de abril de 2014 7:51 pmDesconhecimento
Somente a absoluta ignorância a respeito de quem realmente é a pessoa de Lula explica o fato de (ainda) levantarem dúvidas sobre a autoria de um texto como esse.
Aroeira
4 de abril de 2014 7:02 pmGhost writer ou evolução natural de um líder?
“Lula deve ter um ghost writer que escreve essas coisas difíceis para ele”, comentou um amigo meu a propósito de uma outra matéria que deve ter sido escrita pelo Lula.
E eu disse para ele: “mas eu não sei porque o Lula, depois de tantas leituras diárias de jornais e de biografias de lideranças famosas não conseguiria escrever uma matéria clara e objetiva como esta que se encontra acima.
O Lula, depois que se recuperou do câncer, deixou de beber cachaça; se fumava, deve ter deixado de fumar. E, como todos nós sabemos, a gente aprende a ler, lendo; a comer, comendo; a votar, votando. E o homem está falando cada vez melhor, como mostra alguns vídeos onde ele discorre sobre diferentes temas. E é com muito prazer que eu vejo o ex-sapo barbudo se preparando para um possível terceiro mandato. Mas quando, em 2014 ou 2018? Bom, deixa ver como é que fica essa tal de CPI da Petrobras.
Mas ninguém sabe até agora se esta CPI vai seguir carreira solo ou se vai englobar o trensalão tucano de São Paulo, passando pelo porto de Suape de Eduardo Campos e com escala nas Minas Gerais, neste último caso com o envolvimento do candidato do helicóptero cheio de Branca de Neve.
E então, vamos ou não passar o Brasil a limpo, PSDB?
Angelo G Frizzo
4 de abril de 2014 8:36 pmLULA
Imagino, Aroeira, o ódio que esses seu amigo tem por Lula. Ha MUITO tempo que ele fala e escreve melhor que 99% desses “especialistas” de política e economia. Tanto que, os especialistas do MUNDO querem ouvir Lula e não esses babacas.
Angelo G Frizzo
4 de abril de 2014 8:43 pmLULA
Isso é que é falar CLARO. Com palavras simples e fáceis de entender, explica o que REALMENTE está acontecendo. Nós que temos que ouvir/ler babacas “especialistas” de economia e política dizendo bobagens CONTRATADAS pelos poderosos (via imprensa golpista ) temos que agradecer uma leitura desse quilate: CLARA , SIMPLE E CONCISA.
Klaus BF
4 de abril de 2014 8:46 pmPobre!
Eu acho muito pobre conjecturar se foi o Lula ou não que escreveu o artigo. Qualquer artigo passa por uma revisão. No meu trabalho, os documentos expedidos passam por vários olhos e correções. Sem trauma. Única e exclusivamente para garantir o inteiro teor destes, até porque geralmente lidam com liberação, ou não, de recursos públicos. O que vale é o conteúdo! A essência!
Lucinei
4 de abril de 2014 11:49 pmO Lula falou de improviso. O
O Lula falou de improviso, Klaus. O ghost writer gravou e digitou, só isso.
Assis Ribeiro
4 de abril de 2014 8:53 pmO academicismo é uma doença
O academicismo é uma doença séria.
Inflaram a noção de “excelência” para garantir o emprego dos jovens ricos saindo de universidades.
Digo isso para afirmar que ainda não li do nosso “intelectual” acadêmico FHC um artigo com a consistência dos de Lula.
C. Acácio
4 de abril de 2014 10:16 pmUma aula de Brasil …
Uma aula de Brasil …
hc.coelho
4 de abril de 2014 10:17 pmO Lula vende o Brasil
Enquanto o Lula de maneira magistral vende o Brasil, outros tentam destruir a petrobrás com o intuito de depois doá-la a amigos ricos. Enquanto o Lula é brasileiro, outros são “do mercado”, como o pig e seus asseclas.
Mais uma vez brlilhante. Uma estrla que não perde o brilho.
É um prazer ouvi-lo.
Obrigado, Lula. Te devo mais uma, entre mil outras.
Durvaldisko
4 de abril de 2014 10:47 pmBom,ghost writer, até
Bom,ghost writer, até presidente da academia de letras tem. Importa é que contenha o pensamento do subscritor da matéria. Desconhecer isso, é ignorar como funciona esse antigo mecanismo de comunicação. Roberto Marinho, jamais escreveu uma linha,teve os melhores intelectuais a seu serviço para redigir seus editoriais. O que importa é quem assina, confirma e se responsabiliza pelo texto
lenita
5 de abril de 2014 1:37 amComo o ex presidente Lula
Como o ex presidente Lula ainda causa inveja e dor de cotovelo em tanta gente ! São pessoas tão ignorantes que imaginam não ter todos os homens públicos, pessoas escaladas p/ escrever seus discursos seguindo suas diretrizes e idéias. Isto me cansa !
Chico Pedro
5 de abril de 2014 3:41 amO debate reduzido a
O debate reduzido a crescimento econômico, números, índices, taxas e comparações um tanto superficiais.
Se os europeus ou norte-americanos não são sucesso de “crescimentos” também se pode dizer que conseguem manter um padrão de vida digno e uma estrutura de estado social anos-luz do que temos e já nem sonhamos.
A coisa está tensa – ainda mais num ano eleitoral – e não custa lembrar para os espíritos de porco: sim, é verdade, estamos numa situação melhor que vinte anos atrás porque tem seus méritos em muitos campos.
De uma forma geral, todavia, tem coisa DEMAIS para fazer e aí entra o que realmente importa: a solução de problemas sociais gravíssimos.
Então, logicamente, podemos trazer números europeus ou norte-americanos na educação, ciência, tecnologia, infra-estrutura, turismo, esporte, lazer, justiça, previdência…
O discurso – voltemos a ele: pobre, maçante, minúsculo. Então, deixe pra lá.
Avançamos no campo econômico, há um fosso que o separa do cultural.
Ana Iag
5 de abril de 2014 4:42 amComo você vê a articulação
Como você vê a articulação programática do Aécio tendo como mentor Armínio Fraga e toda a volta da política neoliberal em um suposto governo Aecista?
Chico Pedro
5 de abril de 2014 12:03 pmNo mapa ideológico me situo
No mapa ideológico me situo bem à esquerda do que hoje é o PT, para início de conversa.
Se é assim, não é preciso comentar o que penso sobre um futuro governo do Aécio.
O problema aqui é de ponderação.
Vocês estão cegos.
E o blog acabou…, perdeu a graça.
JB Costa
5 de abril de 2014 1:59 pmNão entendi, Chico Pedro: só
Não entendi, Chico Pedro: só a “graça” advém apenas de números catastróficos, de pessimismos, de autodepreciação?
A que ponderação tu te referes? Os números estão aí; são indesmentíveis. O país efetivamente deu um salto de qualidade.
Vale, sim, contrapor que há ainda muito por fazer. Mas aí a discussão é noutra seara. Mesmo porque ninguém em sã consciência ou com honestidade intelectual afirma, ou afirmará, que não houve erros, excessos e omissões. Houve, SIM!
Acontece, caro, que não é por aí que este escriba(não tenho o direito de escrever por outros) faz as ponderações por ti aludidas. Falo com isso com conhecimento de causa; de quem vivenciou aqueles tristes tempos de FHC.
Reconheço o direito de crítica e até mesmo o de ser contra por ser contra mesmo. O que não aceito é – repito isso pela enésima vez – é o niilismo hipócrita e encobridor de anseios políticos-eleitorais(não é exatamente o teu caso).
Defender um governo, ou uma filosifia de governo, não implica em passar “recibo em branco” para o mesmo.
A Política, dadas as suas peculariedades dentre as quais se destaca a busca muitas vezes insana pelo Poder, quando é avaliada por “excelencia”, pelo fator “pureza” e “bom mocismo” é apenas contrafação.
Não tem jeito: a escolha é entre o pior, o inaceitável, e o menos pior. Quando muito, do “mais ou menos”.
Chico Pedro
5 de abril de 2014 2:45 pmO seu modo de agir e pensar
O seu modo de agir e pensar não é o que prepondera aqui, JB. Simples assim. Há uma postura evidentemente maniqueísta que orienta a discussão o tempo todo. Furada, epidérmica, cansativa…
Perdoe a vulgaridade: é um saco.
Essa muitas vezes falsa dicotomia PT x PSDB força o debate para dentro dos limites de um aquário.
E o que o Lula tá aí fazendo não vai além dessa perspectiva: dados econômicos melhores que no passado.
Ora, embora soe ordinário dizer, fazemos parte de um sistema global de produção.
Justamente na gestão Lula o mundo avançou a pleno vapor.
Qualquer outro no lugar dele, digo QUALQUER OUTRO no lugar dele, teria vantagens da circunstância favorável.
Por que então enche o peito para dizer que os números estão aí.?
Teve méritos o Lula.? Muitos… Longe de sensacionais, todavia.
E aí, ao contrário do que você diz, NÃO HÁ DE MODO ALGUM senso crítico, uma boa base para reflexão, pontuações equilibradas. Vivemos um confronto de números.
E daqui pra frente, meu caro.?
E a precaríssima infraestrutura urbana, as complicações vultosas das metrópoles, os assissinatos em massa, a falta de recursos para a saúde, o desinteresse pelo magistério, o atraso científico e tecnológico…
“Ah mas isso aí é o que falei do pessimismo!”
Não, JB… Ruim mesmo está a ausência de crescimento ECONÔMICO da europa.
Ulisses s
5 de abril de 2014 8:32 pmHipocrisia
Tu é sempre o maior defendor do governo Aécio aqui. Agora cospe no prato que come? Por que comenta um governo que o principal opositor ao governo Dilma? Corremos o risco de, por uma loucura de uma sociedade ignorante politicamente, voltarmos ao retrocesso de um governo neoliberal e com as mesmas figuras carimbadas do governo PSDB. Se você está a tal esquerda do PT, já fez uma curva de 180 graus e bateu na direita de novo. Olhe o PSB e PSOL onde estão! Há, se este blog já está chato para você, ótimo! Não espere choro e ranger de dentes por que se vai. Não espere versos tipo Jane e Herondy como “Não se vá”. Aqui ninguem sentirá sua falta!
Ulisses s
5 de abril de 2014 10:07 amMelhor que a vinte anos atrás? Doze anos quer dizer!
Estes PSDBistas ficam tentanso empurrar o abacaxi para antes deles. Não leu o texto não? Não é uma comparação com 1994. É uma comparação com 2002, finasl de governo trágico FHC!. E não compare socialmente com uma Europa e EUA que tiveram um crescimento social espetacular após a 2º guerra mundial. Isto é, 69 anos atrás! O governo PT tem apenbas 12 anos. Seu pensamento é simplorio e ignorante historicamente.
JB Costa
5 de abril de 2014 1:54 pmAvançamos no campo econômico,
Avançamos no campo econômico, há um fosso que o separa do cultural.
O que significa mesmo essa frase de efeito? A que “cultura” tu te reportas?
Chico Pedro
5 de abril de 2014 2:43 pmCorrosão do tecido social,
Corrosão do tecido social, esgarçamento dos valores, baixo nível de instrução, precariedade da estrutura moral e cívica, capital social calcado no narcisismo hedonista…
JB Costa
5 de abril de 2014 5:43 pmRetórica, apenas
Retórica, apenas retórica.
Corrosão do tecido social: como se aquilatar essa corrosão? Como os governos do PT contribuíram para ela? Se entendermos tecido social, lato sensu, como a sociedade se organiza, se “vê”(autoestima), projeta seus horizontes, essa alegativa de corrosão é falsa. Um corolário acerca do fortalecimento desse tecido social, e não sua corrosão, é a própria redução do hiato social. E não é essa a maior façanha do Lula?
Esgarçamento de valores: valores são valores. Outra apelação. Como se esgarça valores? Valores são inelásticos. O que o comentarista quis escrever apreendo como apenas uma parte de um Todo bem mais amplo e complexo. No caso, o exercício de uma práxis política que de resto sobrevive e prospera no país desde 1500. O que mudou foi a percepção e a visão unilateral de vezo apena político. E, claro, sempre por parte dos contrários.
Baixo nível de instrução: a que país o Chico Pedro se refere? Qual a idade do Chico Pedro? Em que país o Chico pedro viveu, ou vivia, para verberar isso?
Tenho 59 anos de idade. Tempo suficiente para adquirir autoridade em termos de comparações. Deixo de fora o sentido estrito dessa alocução por razões óbvias: absoluta dissonância com a realidade. Nos seus aspectos amplos, ou seja, instrução como “conscientização” política, diria que houve, há, sim, retrocessos. O exemplo maior são pessoas, muito delas instruídas(não propriamente educadas), pedindo retorno de ditaduras. para que falta de instrução maior que o preconceito com minorias, para com os do escalão mais baixo da pirâmide? Frase símbolo dessa falta de instrução: “O bolsa-família sustenta vagabundos”.
Precariedade da estrutura moral e cívica: o que seria essa “estrutura moral e cívica”? Seria por acaso o sistema política sobre o qual se assenta a nossa práxis política? Ué, ele foi “inventado” em 2003? Antes Diógenes não precisava de sua lamparina para perscrutar pessoas honestas? Pergunto: que Moral e Cívica é essa de antanho que admitia um diapasão criminoso entre cidadãos de um mesmo país? Que pouco ou nenhuma chance oferecia a seus filhos, em especial as maiorias desgarraças(não brancos, sem “pedrigree”, de regiões historicamente esquecidas etc)?
Capital social: define-se capital social como a resultante da confiança e o espírito colaborativo entre os atores sociais, sendo estes todos aqueles sujeitos que exercem um papel social, seja um lixeiro ou um poderoso empresário. Onde entra o narcismo nessa estória? Pior: narcisismo hedonista, ou seja, nossas interações nesses novos tempos são lastreadas apenas em interesses pessoais, autoindulgências e que tais, visando apenas tirar/levar vantagens de cunho pessoal?(Estou querendo decifrar aonde o comentarista quer chegar).
Não vejo onde me inspirar para concordar com o articulista dada a sua obscuridade de estilo. Se remete ao corpo social modificado ou adaptado nos tempos “petistas”, incide numa grandiloquência absurdamente pedante, sem prejuízo de ser também racional válida porque subjetiva por essência.
Seria o caso dele primeiro ir auscultar ao povo antes de se antecipar nessa análise política-sociológica-psicológica.
João Maria Fernandes de Sousa
5 de abril de 2014 12:32 pmComo um(a) “especialista”
Como um(a) “especialista” (Mirian Leitão, Sardemberg, Madame Massa Cheirosa…) tenta provar por A + B + Z que o Brasil (e os BRIC’s por extensão) está à beira de um precipício desde Janeiro de 2003:
Ou, sendo um pouquinho mais atencioso e “crânio”..
“Alguns defensores da idéia das variáveis ocultas preferem aceitar a opinião de que estes experimentos são controlados de fora por variáveis ocultas locais. Eles estão prontos para abrir mão da localidade, explicando a violação da desigualdades de Bell por meio de uma teoria de variáveis ocultas não locais, na qual a partículas trocam informação a respeito de seus estados. Esta é a base do interpretação de Bohm da mecânica quântica. Isto entretanto, requereria que por exemplo, que todas as partículas do universo fossem capazes de instantaneamente trocar informações com todas as outras.
Finalmente, um sub-produto das conseqüências das desigualdades de Bell é a asserção contra-factual. Esta derivação refere-se a várias propriedade objetivas que não podem ser todas medidas para qualquer partícula dada, desde que a ação de realizar a medição muda o seu estado. Em relação ao realismo local esta dificuldade é prontamente transposta, tão logo se assuma que a fonte é estável, produzindo a mesma distribuição estatística de todos os estados para todos sub-experimentos. Se esta suposição é tida como injustificável, por conseqüência, podemos argüir que a desigualdade de Bell é não comprovada. Na interpretação de muitos-mundos de Everett, a suposição da asserção contra-factual é abandonada, esta interpretação assume que o universo se divide para muitos observadores diferentes, cada um dos quais realiza uma medição para uma observação diferente. Portanto a interpretação de muitos mundos pode ser aderente as propriedades do realismo filosófico e ao principio da localidade e não viola as condições de Bell.”
Lulão, como começou a entender de Economia e Geopolítica na viagem no Pau-de-Arara desde Garanhuns até Sampa e tem um pé sereno plantado na realidade dos que ralam desde as 5 da matina pra contribuir com nosso PIB, usa aritmética simples e sabedoria pra nos mostrar que continuamos no rumo correto.
Lula é o nosso Macunaíma e o nosso Darcy Ribeiro fundidos numa só aura.