8 de junho de 2026

Transportes foi o vilão do IPCA de janeiro, por Luís Nassif

Quando se aprofunda nos dados, percebe-se alguns eventos pontuais. Houve uma redução boa na conta de energia graças ao “bônus de Itaipu”.
Marcelo Camargo - Agência Brasil

Vamos entender melhor o IPCA de janeiro. Ele foi de 0,16%, o menor da série para o mês de janeiro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Além disso, aproximou-se da meta, de 4,5% em 12 meses – 3% mais uma margem de 1,5%.

Quando se aprofunda nos dados, percebe-se alguns eventos pontuais. Houve uma redução boa na conta de energia elétrica graças ao chamado “bônus de Itaipu”.

O bônus surge do saldo positivo da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu, gerido pela ENBPar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional). Esse saldo é formado pela diferença entre a receita da venda de energia e os custos operacionais da usina 2612.

Quando se analisa o IPCA por grupos, o de maior impacto negativo foi justamente Habitação.

A influência de Habitação sobre o resultado fiona foi de 0,464 pontos.

Vamos decompor o índice para analisar melhor. Sem a redução de Habitação, o IPCA seria de 0,62%. Se tirássemos Habitação, calculássemos o peso dos grupos restantes e distribuíssemos o peso, o IPCA seria de 0,957%.

Analisando os itens que compõem Habitação, o jogo ficaria assim.

Repare que a queda em Energia Elétrica foi de 14,2% no mês.

Na outra ponta – dos fatores de pressão do IPCA – entra Alimentação e Bebidas. Sem esse grupo o IPCA seria de -0,052% ou, se montássemos um novo índice, sem Alimentos e Bebidas, seria de 1,040%. O que mostra que há outros fatores pressionando o IPCA.

Em relação às maiores altas de Alimentos, o que fizemos foi calcular o índice mensalizado das principais altas. O que se observa é que, no últimos mês, o aumento da carne ficou bem abaixo do índice mensal dos últimos 3, 6 e 12 meses.

Repare que, na curva de longo prazo, ele parou de subir. O gráfico se refere ao acumulado de 12 meses.

Outro dado curioso. Vali-me da dívida feita pelo economista Francisco Lopes, entre os grupos mais suscetíveis de influências de Não Duráveis, Serviços, Transporte e duráveis.

Por essa subdivisão, em dados anuais, a maior alta foi de Não Duráveis e a menor alta foi de Serviços.

O GGN vai produzir um novo documentário sobre os crimes impunes da Operação Lava Jato. Clique aqui e saiba como apoiar o projeto!

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Dilson Campos de Oliveira

    12 de fevereiro de 2025 2:12 pm

    Para uma variação somente de 0,96% nos preços dos alimentos, então, em várias cidades brasileiras o índice de preços da alimentação deve ter ficado negativo, pois em Belo Horizonte os preços nos supermercados subiram bastante e isso foi doloroso para nossos bolsos. Procure verificar essses indicadores do CEPEAD/UFMG e dados do site Mercado Mineiro.

Recomendados para você

Recomendados