10 de junho de 2026

Anielle lembra carnaval com Marielle Franco em Salvador e importância da cultura negra

"O Carnaval é uma festa negra, a gente sabe, majoritariamente", destacou a ministra de Igualdade Racial, em Salvador.
Foto: Rithyele Dantas/MIR

A última vez que Anielle Franco, atual ministra da Igualdade Racial, esteve no carnaval de Salvador, estava ao lado de sua irmã, Marielle Franco, “quando ela ainda estava viva”.

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A ministra compartilhou suas memórias ao lado de Marielle, no carnaval em Salvador, Bahia, neste final de semana. A ministra ressaltou a importância da luta negra nessa festa popular.

“O último Carnaval que eu passei com a minha irmã, eu passei aqui. E ter pisado aqui, só de falar isso eu arrepio”, disse Marielle, em fala ao portal Terra. “O Carnaval é uma festa negra, a gente sabe, majoritariamente. A gente tem que cuidar dessa galera”, completou.

Em entrevista ao jornal local Bahia.ba, Marielle também falou sobre a importância dos 40 anos do axé, um ritmo do povo negro.

“Sempre digo isso: nós, povo negro, nos representamos e nos fortalecemos em vários lugares. O Axé fez e ainda faz parte da minha vida. O povo negro está pronto para chegar e permanecer onde quiser. Se você não nos encontra na política, é porque precisamos protagonizar e ocupar esse espaço. Então, que venham mais 40 anos de Axé! Viva o Axé!”.

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2 Comentários
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  1. Baco.

    3 de março de 2025 7:27 am

    O mesmo roteiro de sempre.

    “Delegado Chico Palha não quer samba, nem curimba na sua jurisdição…ele não prendia, só batia.”

    Depois da perseguição, vem a apropriação, que industrializa a manifestação, mas sem dar aos proprietários a justa recompensa.

    Uma minoria sobe aos palcos, só para não subtrair de todo a simbología que sustenta a farsa.

    Samba incorporation e Axé incorporation.

    Negros lavando banheiros químicos, segurando cordas ou empunhando cassetetes

    As “musas” e rainhas, todas brancas, ivetes, cláudias e danielas, tem até axé gospel.

    Como é que a Globo vai colocar uma negra como Margarete Menezes na frente, não é?

    Aquelas feições africanas não atendem ao padrão global de Eugenia cultural.

    Se ela ainda se parecesse com a Isa, ainda dava.

    Mas a moça irmã da outra que morreu, e a própria Margarete vão sorrir agradecidas.

    Já não dormem na senzala, mas nas “dependências” do poder e do palácio do Planalto.

  2. Emerson Rodrigues de Souza

    3 de março de 2025 10:00 am

    Ainda não demitiram essa ministra que NÃO se garante?

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