4 de junho de 2026

A questão da política de bônus para os professores em SP

Por Pedro Ramos de Toledo

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A política de bônus do Estado de SP e as agruras do sindicalismo

Muito se discutiu sobre o bônus distribuído aos professores no final deste mês. Discussões, aliás, bastante apaixonadas, contra e a favor. Acompanhei o debate em silêncio, apreensivo que tal tema tenha ganhado tamanha prioridade em nossas vidas. Alguns defendiam o mérito que o bônus tenta identificar e recompensar. Outros apontavam para o caráter diversionista da política de bonificação, criada para dividir a categoria e mascarar as condições medonhas de trabalho em que vivemos. Agora que a Inês já está morta, gostaria de fazer algumas colocações.

O Bônus é excrecência de um modelo que fracassou miseravelmente no mundo todo. Este modelo, criado nos Estados Unidos na gênese da hegemonia neoliberal e exportado para o mundo todo, baseou-se na estandatização curricular imposta de cima para baixo; na imposição de testes padronizados; na responsabilização da categoria docente pelo fracasso escolar; na utilização de um sem-número de avaliações externas que serviram para estabelecer valores de bonificação aos funcionários do sistema educacional; na planificação grosseira dos resultados escolares; e no enfraquecimento sistemático dos sindicatos. Vinte anos se passaram e a única conquista desse modelo já não tão novo foi possibilitar a infestação de Charter Schools, escolas fundacionais alimentadas com o dinheiro público.

Diane Ravich esteve na vanguarda desse processo, como secretária assistente da Educação do EUA e, por vinte anos, o defendeu ardorosamente. No ano passado, publicou um livro obrigatório para todos os que refletem sobre os rumos das políticas educacionais: “The Death and Life of the Great American School System: How Testing and Choice Are Undermining Education”. Em sua obra, Diane faz uma “mea culpa” sobre sua atuação à frente da reforma educacional neoliberal, admitindo que o sucesso escolar vai muito além do esforço economicista e da neurose estatística que tomou os especialistas em educação pública. Não contente, a autora denuncia os crimes cometidos pela imposição desse modelo ao sistema educacional americano que, após vinte anos, não impediu que os EUA, cujas escolas encontram-se em estado de abandono material, amargassem uma das últimas posições entre os países desenvolvidos.

 O que assusta não é o arrependimento tardio de Ravich. Antes tarde do que nunca. O que assusta é saber que tal modelo entranhou-se de tal forma no sistema educacional brasileiro que rompeu todas as barreiras ideológicas e partidárias. Não há diferença ALGUMA entre as políticas educacionais implementadas pelos governos do PSDB e PT, seja na prefeitura de São Paulo, seja no governo do Estado mais rico da Federação. Na rede municipal somos assediados com o desconto do PDE em caso de licença médica e abonadas. No Estado, somos obrigados a nos digladiar pelo malfadado bônus. Provas Brasil, São Paulo, Saeb, Saresp e outras são aplicadas obsessivamente, não importando a sigla da vez que governa. Do PSDB, já esperava. O fetichismo Ianque está no DNA dessa gente. Mas me entristece saber que o PT que abrigou Paulo Freire como secretário da Educação faz hoje política educacional como Paulo Renato.

E quanto ao Bônus? Como professor, sou radicamente contrário à sua implementação. Gostaria aqui de enumerar as razões:

1 – O IDESP, índice que orienta o pagamento de bônus, é incapaz de determinar mérito. Sob o pretexto de selecionar os “melhores” grupos escolares, o IDESP desqualifica a diversidade pedagógica das escolas. As boas escolas deixam de ser aquelas que educam para a formação crítica, para o respeito à diversidade, para o crescimento emocional das crianças, para a formação Iluminista. As escolas que atuam por meio de projetos pedagógicos criativos e interdisciplinares e que por isso são amadas por seus alunos, também desaparecem no IDESP. No IDESP só aparecem as escolas que massacraram seus alunos durante um ano com a aplicação torturante da péssima apostila do Estado ao ponto de fazerem as crianças decorarem a maldita. Não importa que as crianças se sintam queridas em um espaço seguro. Não importam os diversos projetos bem-sucedidos que tomam centenas de horas não pagas de seus professores. O que importa para o IDESP é a decoreba da apostilinha.

2 – O bônus promove a corrupção e o desvio moral dentro das escolas. Desesperados pelo bônus, não é incomum que equipes escolares realizem a prova junto aos seus alunos. Também é comum a aprovação arbitrária em Conselho de alunos evadidos para evitar a redução da nota geral. Diversas escolas promovem “suspensões” em massa, para impedir que alunos com déficit compareçam no dia da Aplicação. A situação acomete mesmo supervisores que, pressionados pelos Dirigentes, acabam por rematricular à revelia alunos evadidos de diversas escolas em uma única escola, cujo IDESP vai à zero e poupa as outras unidades, servindo de bode expiatório no Holocausto Educacional do ranqueamento. Como cobrar compromisso ético de nossos alunos se o sistema educacional privilegia o desvio dos agentes educacionais?

3 – O bônus sustenta a política de arrocho salarial que vivenciamos há décadas. O apoio desesperado que alguns educadores dedicam á defesa do Bônus evidencia a carência privada sobre a necessidade pública. Somos uma categoria pauperizada. Somos a profissão mais mal paga entre as atividades que requerem curso superior. Para aqueles que dependem do salário, a manutenção de um custo de vida pouco acima da linha da pobreza resume-se em uma única palavra: Dívidas. Somos uma categoria endividada. Não raro, o bônus serve como uma tragada de ar para o afogado. Com o bônus, muitos professores conseguem uma folga financeira que sinaliza a possibilidade de mais dívidas até o próximo bônus. O Governo do Estado de São Paulo conta com a nossa miséria para perpetuar tal política. O Bônus, em suma, torna particular um problema que exige uma resposta pública.

4 – O Bônus esconde o descalabro da Educação Pública ao creditar para os professores o protagonismo singular para o sucesso escolar das crianças. Resume-se o fracasso escolar a “bons” ou ‘maus” professores, escamoteando a infra-estrutura precária, a falta de laboratórios, as bibliotecas esvaziadas, as salas de informática fechadas, a quantidade insuficiente de livros didáticos, as “saunas” de aula, a superlotação, a violência deflagrada entre professores e alunos, a gestão escolar incompetente, aos conselhos escolares vazios, ao entorno escolar degradado, a falta de segurança, etc, etc, etc… fatores que vão muito além do chão da sala de aula e que exigem medidas drásticas e eficazes, medidas que necessitam de uma coragem que inexiste no comando do Governo Estadual.

5 – O Bônus afasta os bons professores das escolas que mais precisam deles: as escolas prioritárias da Periferia. Uma rápida passada de olhos no topo da lista do IDESP, mostra que as escolas  que ali figuram encontram-se todas em regiões centrais e bairros nobres da cidade de São Paulo. Atrás apenas das ETECs mais tradicionais figura a Escola de referência em Ensino Integral Prof. Antonio Alves Cruz, melhor escola estadual regular de SP, localizada entre Alto de Pinheiros e Perdizes. Como as Escolas de Ensino Integral selecionam seus professores por perfil, fica claro que para ali vão os melhores e mais experientes, criando assim um círculo vicioso: as escolas mais carentes tornam-se lugares malditos para a maioria dos professores, sofrendo com a carência de professores de Português, Geografia, Matemática, Física e Química, justamente as matérias que são mais cobradas na prova do Saresp.

    Poderia continuar listando motivos: afastamento de alunos pró-ativos, assédio moral por parte da gestão, etc. Mas o que me interessa mesmo é entender os efeitos dessa política sobre a nossa categoria. Para começar, devemos reconhecer que essa situação tem dinamitado nosso sindicato, controlado por um grupo que coloca os interesses partidários do PT à frente das necessidades de nossa categoria. Ora, como confrontar o Governo Tucano do Estado de São Paulo, se a menina dos olhos de nosso partido faz a mesmíssima coisa na Prefeitura? Além disso, assistimos hoje a um hiato abismal entre a diretoria burocratizada do nosso sindicato e a base dos professores. É desanimador perceber que as eleições sindicais que se avizinham foram fortemente preteridas em favor do Bônus no debate cotidiano. Eu credito isso ao enfraquecimento da imagem do nosso sindicato junto aos professores, que não enxergam na direção colegas de categoria e com uma boa razão: A maioria não sabe o que é pó de giz há muito tempo. 

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15 Comentários
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  1. Avelino de Oliveira

    31 de março de 2014 4:15 pm

    Caro Nassif e demais

    Caro Nassif e demais

    Só título dessa reportagem, me revira o estomâgo.

    Saudações

  2. Frederico69

    31 de março de 2014 4:58 pm

    na minha humilde visão

    os salários de professor não são atraentes para a grande maioria. desse modo os profissionais mais competentes e preparados acabam em outras áreas. posso citar de cara o exemplo da minha família, eu técnico de nível médio ganho o mesmo que minha uma irmã que é professora com pós graduação e anos de dedicação ao estudo.

    a solução é pagar bons salários, realmente atraentes!!

  3. mcn

    31 de março de 2014 5:39 pm

    Pedro: sim e não

    Pedro: sim e não.

    Concordo quando vc diz que o bônus é uma excrescência. É mesmo, embora existam estudos que comprovem o contrário, nos EUA (link). Aqui, esse modelo só produziu distorções e injustiças. Sou contra, portanto.

    Concordo também quando vc diz que a experiência de educação integral é limitada. Só discordo com a postura, que vejo em muitos professores da rede, de destruir uma das poucas coisas que o Estado de SP acertou a mão. É uma experiência-piloto bem sucedida. Serve para isso: refletir sobre aprendizados e extrapolar para outros contextos.

    Agora, discordo frontalmente quando vc mistura Prova SP, Prova Brasil e Saresp com a política de bônus. Avalições externas não foram feitas para premiar ou punir professores, nem para ranquear escolas. Elas existem para a sociedade aferir a qualidade da educação oferecida em escolas e redes, inclusive a rede privada. Qualidade educacional é direito constitucional. É obrigação do Estado aferir seu cumprimento.

    Qualidade do ensino é uma coisa muito simples: significa aprendizagem. Escola boa é aquela em que o aluno é capaz de aprender. E o aluno só aprende  se desenvolveu competências que o permitam ler e participar criticamente da sociedade contemporânea. Por isso, essas avaliações aferem competências cognitivas por meio de situações-problema, e não conteúdos curriculares memorizados. Conteúdos são meios para desenvolver competências e não o fim da educação.

    Se os alunos não têm bom desempenho numa avaliação deste tipo, que mede a capacidade de raciocínio crítico, infelizmente, a escola não tem qualidade. E a sociedade precisa saber e tomar providências.

    Assim, vergonha e excrescência não é só a política de bônus, mal menor, mas a nota 1,83 do Ensino Médio público, no último Idesp (link). Repito: 1,83. E REPITO DE NOVO, GRITANDO: 1,83, em queda, numa escala de 0 a 10!!!

    Não vi isso em manchete alguma. Nem vi nenhuma CPI sendo cogitada a respeito. Isso, sim, é descalabro e incompetência e mal uso de recursos públicos.

    E a culpa é não é só do Estado. Mas, também dos profissionais das escolas que não estão cumprindo com o seu papel social. Não há vítimas nessa história, a não ser os alunos. Não há desculpa para a média 1,83, no final do ensino médio. Não estamos falando de grotões, mas do Estado mais rico da Federação, onde qualquer pessoa ou grupo, a qualquer tempo, pode acessar informação qualificada e gratuita a fim de aprimorar o seu trabalho.

    Culpa também da sociedade brasileira, que parece ser indiferente ao destino das multidões de jovens pobres violentados por uma educação de qualidade medíocre que lhe é ofertada diariamente nas escolas de SP.

    1. Anarquista Lúcida

      31 de março de 2014 7:33 pm

      Nao é verdade o que vc diz sobre essas avaliaçoes

      Elas PRETENDEM verificar habilidades cognitivas, MAS NAO FAZEM ISSO. Tive uma orientanda que fez uma monografia de Mestrado sobre a prova Brasil. Ela mostrou claramente as divergências entre o que a prova alega ser e o que de fato é. E de qualquer forma como avaliar realmente habilidades cognitivas só com provas de múltipla escolha? 

      Além disso a existência desse tipo de avaliaçoes transforma as escolas em cursos de preparaçao para elas, e isso desde a escola fundamental. Essa é uma das principais deformaçoes do sistema. 

      1. mcn

        31 de março de 2014 9:00 pm

        Respeito sua opinião (se

        Respeito sua opinião (se puder, mande-me o link da monografia, tenho interesse em conhecer), mas penso diferente.

        As habilidades cognitivas avaliadas estão expressas em Matrizes de Referência, na forma de descritores (link). Por exemplo, em Língua Portuguesa: “D1 – Localizar informações explícitas em um texto”. E assim por diante.

        Estamos falando de coisas bastante objetivas e possíveis, sim, de serem mensuráveis por meio de testes de múltipla escolha. Naturalmente, há uma técnica para se fazer esse tipo de prova, com fundamentos científicos, referência em modelos internacionais, como a Pisa, pré-testagens etc. Segue referência sobre o assunto elaborada pelo novo presidente do Inep, Francisco Soares (link).

        A hipótese que sustenta esse tipo de avaliação é que qualidade é aprendizagem. Ou seja, a qualidade da educação se expressa no quanto o aluno aprendeu (e não no quanto o professor ensinou). E esse “quanto” de aprendizagem é mensurável.

        “Treinar” alunos para a Prova Brasil é uma bobagem. Algumas escolas “acham” que fazem isso. A única forma de desenvolver as competências que a prova avalia é ensinando conteúdos curriculares. Portanto, o aluno na escola tem que ter aula e tem que aprender. Esse é o desafio.

        De todo modo, qualidade também é direito. E essas avaliações em larga escala são uma forma de aferir seu cumprimento, além de subsidiar com informações objetivas o planejamento de gestores públicos e escolas. Esse tipo de política pública é um consenso. Todo mundo faz, independente do partido ou da ideologia.

        1. Ivan de Union

          31 de março de 2014 9:21 pm

          “A única forma de desenvolver

          “A única forma de desenvolver as competências que a prova avalia é ensinando conteúdos curriculares. Portanto, o aluno na escola tem que ter aula e tem que aprender. Esse é o desafio. De todo modo, qualidade também é direito. E essas avaliações em larga escala são uma forma de aferir seu cumprimento, além de subsidiar com informações objetivas o planejamento de gestores públicos e escolas”:

          Nao tenho objecao desde que o governo tenha hombridade o bastante pra dizer pros professsores que  O  SALA RIO  deles depende do quanto OS ALUNOS DELES APRENDERAM.

          Meritocracia salarial eh golpe -eh a forma de favelizar os professores que os neolibs arranjaram.  Nao ve quem nao quer.

          Nao, a esse ponto eu nao me importo em nem sequer um pingo no i se os alunos estao “aprendendo” ou nao estao.

          Salarios de professores primeiro.

        2. Anarquista Lúcida

          31 de março de 2014 9:23 pm

          Em termos abstratos, você tem razao

          A questao é que as provas nao fazem o que dizem que fazem. Infelizmente nao posso te dar as indicaçoes da monografia, pois isso me identificaria. Mas o que minha orientanda mostrou é que as questoes nao medem o que dizem medir (entre outras coisas). 

          E essa história de “métodos científicos”, referência em modelos internacionais, etc., compra quem quer… O que Paapi Noel te trouxe no último Natal? (numa boa, sem acidez, apenas uma leve dose de ironia, rs).  

          1. mcn

            1 de abril de 2014 12:31 am

            Coelhinho

            Pô, Anarquista! Desse jeito vc acaba com a magia do Natal! E da Páscoa, principalmente…

            Trabalho com avaliações e também prefiro não me identificar.

            O que digo é que há literatura, produção acadêmica e grupos de pesquisa estudando o assunto, aqui e fora daqui. E, o principal, a meu ver, pelo menos 25 anos de aplicação prática desse tipo de avaliação no Brasil, com tendência a crescer.

            Ainda assim, há muita ignorância entre professores, oportunismo de sindicalistas e preconceito de acadêmicos, do tipo “não sei o que é, mas não gostei”. Fora as pilantragens de gestores públicos, com essa bobagem de bônus.

            O grande valor da avaliação sistêmica, pelo menos no Brasil, tem sido o de recolocar o aluno no centro de gravidade da educação pública (portanto, discordo do Ivan abaixo).

            A agenda da qualidade da educação é pauta prioritária em países da Europa desde os anos 1940. Aqui, ainda engatinhamos. E não vejo como avançar nesse assunto, sem discutir avaliação.

          2. Anarquista Lúcida

            1 de abril de 2014 12:53 am

            25 anos de prática aqui e no mundo…

            Com os resultados catastróficos que este tópico revela. 

            Educaçao nao é questao de tecnologia. Há aspectos de metodologia, sim, de metodologia DE ENSINO, em que os professores ACREDITEM, ou nao saberao aplicar bem. Há aspectos de teoria pedagógica. Há aspectos de condiçoes de trabalho. Há aspectos de respeito (ou desrespeito…) da autonomia docente. Há aspectos ligados à vivência social de alunos e professores, e de integraçao da escola com a comunidade. Há aspectos salariais. Nada disso se aprimora, nem ao menos se mede, com esses instrumentais puramente técnicos, que querem transformar sujeitos (tanto professores quanto alunos) em robôes uniformes, medidos todos pela mesma régua. 

          3. mcn

            1 de abril de 2014 2:52 am

            Discordo

            Discordo.

            Avaliações de sistemas não avaliam o ensino mas APRENDIZAGEM. Se o aluno não aprendeu a pensar, a inferir, a fazer relações, a se expressar, compreender a realidade e o mundo em que vive, a contextualizar, a argumentar, a imaginar o futuro e a mobilizar seus saberes para intervir na realidade a escola não cumpriu a sua missão. É isso que esse tipo de avaliação avalia.

            Não entendo a resistência a priori de alguns teóricos com esse tipo de instrumento.

            Só para reforçar: política de bônus associada à avaliações de sistemas, tema do post, é uma excrescência.

          4. Anarquista Lúcida

            1 de abril de 2014 6:09 pm

            Qtas vezes será preciso repetir? Essas provas NAO avaliam isso

            A nao ser de forma impessoalizada, artificialmente homogeneizada. Imaginem, avaliar com testes se alguém é capaz de imaginar o futuro (dentro das opçoes do teste? ora, ora…), intervir na realidade, etc. 

  4. M Gaspar

    31 de março de 2014 11:05 pm

    Quem pretende iniciar a sua

    Quem pretende iniciar a sua carreira como docente do ensino fundamental e médio nas escolas paulistas, precisa de muita força, coragem e instinto de sobrevivência, pois um salário de 1370,00 para 19 aulas semanais, oferecido no último concurso. É desalentador. Eu desanimei, pois prestei o último concurso, fiquei entre os 10 primeiros colocados na região ao qual me increvi. Tenho até o dia 7/04 para tomar posse mas, sinceramente, com este salário….

  5. rogerio.bertani

    1 de abril de 2014 2:41 am

    Tucano só sabe fazer 3

    Tucano só sabe fazer 3 coisas: privatizar, terceirizar e dar bônus ! Governar que é bom, nada.

  6. Irani de Arruda

    28 de março de 2015 9:03 pm

    Bônus

    Excelente!!!!!!!!!!!!! Só ressalvo que a política de Bônus no estado é muito mais ardilosa. Algun professores na mesma escola recebem muito e os demais nada ou uma “mixaria”,o que causa conflitos . A gestão recebe valores muito maiores.Já na prefeitura todos recebem mais ou menos a mesma coisa de PDE. Embora haja diferenças relacinadas às ausências do professor ,não há diferenças absurdas como ocorre na rede estadual. Bom, ainda assim ambos ,são mesmo uma excrecência.

  7. Ebano

    29 de março de 2015 12:08 pm

    Olha,
    Fui professor por 6

    Olha,

    Fui professor por 6 anos na rede estadual e municipal de São Paulo. O texto é até bom, mas há pontos com os quais não concordo e também não toca em outros aspectos fundamentais à melhoria do ensino.

    1. O bônus é uma excrecência, sem dúvida. O professor deveria ter um plano de carreira decente no Estado. Agora, as avaliações externas são necessárias, sim! Pode ser discutido o modelo, a metodologia e a forma de aplicar, mas é necessário sim a aplicação destas avaliações. Elas não devem parametrizar o pagamento de qualquer coisa, mas acredito que sejam necessárias.

    2. Só dinheiro não é o problema. A rede municipal de educação de SP tem MUITA grana investida, mas assim mesmo lecionar ali é IMPOSSÍVEL! Quem acha que só aumentando o salário de professor a situação vai se resolver, engana-se ou é mal intensionado. O salário é uma parte do problema. A outra é a viiolência contra os docentes e funcionários, e a total ausência das famílias. Segundo a constitituição, a educação é dever do ESTADO e da FAMÍLIA. Só que estamos esquecendo de incluir este segundo grupo e chamá-lo a sua responsabilidade.

    3. Os sindicatos na educação tem desempenho duvidoso. Conheço excelentes profissionais que simplesmente desacreditaram na capacidade dos sindicatos de trazer alguma melhoria e simplesmentes se desfiliaram.

    4. Infelizmente, o tema educação deixou de ser uma plataforma política importante. Prova disso é a presença do PSDB no Estado por tantos e tantos anos, já que a educação pública estadual é o caos. Mas isso não gera mais nenhuma comoção entre a população, nem mesmo entre os mais pobres (que muitas vezes nem ao menos conseguem dimensionar se os filhos estão aprendendo algo adequado na escola. E outras vezes não tem interesse nenhum em saber). Além disso, a própria categoria docente é, infelizmente, muitoi desunida. Tanto que a greve deveria ter acontecido no ano passado, que era ano eleitoral e forçaria o governador a negociar. Mas nada foi feito. Me pergunto o porquê…..

    5. Por fim, é triste constatar, mas licenciaturas não valem a pena. Eu mesmo parti para outra, prestei outros concursos e deixei a sala de aula há 3 anos. Estou concluindo graduação em outra área (valorizada) e estou muito, muito feliz. Minha sobrinha queria cursar biologia e desaconselhei. E tenho dado o mesmo conselho pra todos que  me procurem: fujam das licenciaturas. Ao menos enquanto a situação for esta.

     

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