23 de junho de 2026

Quem são os países aliados da Rússia

Sugerido por Gunter Zibell 

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Da BBC 

 
Natalio Cosoy
 
“O presidente russo, Vladimir Putin, fez história ao agendar a primeira reunião do brilhante grupo de nações chamado G1”, brincou o colunista Andy Borowitz, da revista New Yorker.
 
Na situação imaginada por Borowitz depois do anúncio (real) feito pelo restante dos países do G8 – Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Japão, Reino Unido e Itália – de que não participariam da reunião do grupo em Sochi e que decidiram excluir a Rússia, Putin decidiu formar seu próprio clube internacional, com um só membro: a Rússia.

Além de dar a combustível a piadas sobre o assunto, as crescentes tensões entre Moscou e a comunidade internacional em relação à anexação da Crimeia pela Rússia deixam em aberto as perguntas: com quem a Rússia pode contar? Quais países realmente apoiam a campanha russa na península?

Síria e Venezuela

Dois. Esse é o número de países que exibem uma postura completamente favorável à Rússia.

De um lado, a Síria. Em 6 de março, a agência estatal de notícias síria Sana informou que o presidente Bashar al Asad enviou uma mensagem a Putin expressando sua solidariedade.

Asad reiterou o “respaldo da Síria ao ponto de vista racional de Putin, que favorece a paz e busca estabelecer um sistema global de apoio à estabilidade e de combate ao extremismo e ao terrorismo”, segundo a agência.

A Rússia tem em Tartus, na Síria, seu único porto militar no mar Mediterrâneo, um ponto estratégico.

Além disso, Moscou é um dos principais fornecedores de armamentos ao governo sírio e, junto com a China, votou contra uma resolução da ONU contra Damasco em 2012.

Do outro lado, está a Venezuela. Seu presidente, Nicolás Maduro, disse há alguns dias: “Querer cercar a Rússia para a debilitar e destruí-la”.

Em fevereiro, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse que seu país estava pensando em aumentar sua presença militar em vários países, incluindo Venezuela, Cuba e Nicarágua, segundo a agência de notícias russa RIA Novosti.

Em 2008, durante visita a Moscou, o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou apoio a essa presença das Forças Armadas russas no território venezuelano ao dizer que elas seriam recebidas “calorosamente”.

A Venezuela também comprou armamento da Rússia, que é o segundo maior exportador de armas do mundo, atrás dos Estados Unidos.

China

“A China ofereceu um modelo exemplar de como lidar com uma situação difícil, em que há dois lados”, disse à BBC Mundo o especialista em risco geopolítico e segurança econômica do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), Nicholas Redman.

Mesmo que o país normalmente apoie a Rússia em assuntos da política internacional, desta vez não houve um compromisso total.

“A relação entre China e Rússia está em seu melhor momento da história”, disse o chanceler chinês Wang Yi na sessão parlamentar anual realizada há algumas semanas.

Em julho passado, os dois países realizaram os maiores exercícios militares conjuntos da história da China.

Segundo a correspondente da BBC em Pequim, Celia Hatton, o problema é que a separação da Crimeia “desafia a habitual resistência da China em se envolver no que considera assunto doméstico de outros países”.

Hatton ainda questiona: “Se a China respeita as demandas de autonomia da Crimeia, por que não faz o mesmo com o Tibete, Xinjiang ou Taiwan, territórios chineses que também buscam de uma forma ou de outra sua independência?”

A solução de Pequim foi assumir uma posição mais tímida.

Em 17 de março, o porta-voz da Chancelaria, Hong Lei, disse que “o assunto da Crimeia deve ser resolvido politicamente dentro da lei e da ordem. A comunidade internacional deve assumir um papel construtivo para melhorar a situação atual”.

Dois dias antes, a China havia escolhido se abster – em vez de usar seu veto – em uma votação do Conselho de Segurança da ONU para condenar o referendo de independência da Crimeia.

Segundo Redman, do IISS, estas últimas mensagens enviadas pela China podem ser interpretadas como favoráveis a qualquer uma das partes envolvidas: Rússia ou Ucrânia.

Neste caso, a China não julgou a situação tendo como base a posição de seu aliado.

Sem definição

A Rússia tem papel-chave nas negociações nucleares com o Irã, por ser um dos países mais próximos dos iranianos.

Mesmo assim, em 1º de março, o chanceler do Irã, Mohammad Jayad Zarif, disse que era preocupante para seu país a intervenção estrangeira nos assuntos da Ucrânia – afirmação que pode ser vista tanto como uma crítica à Rússia quanto ao Ocidente. Em outras palavras, o Irã ainda não assumiu uma posição clara.

A Índia é tradicionalmente próxima da Rússia e um dos seus principais compradores de armas (cerca de 75% de seu armamento vem do país, segundo o Instituto internacional de Investigação pela Paz, de Estocolmo). O país evitou apoiar as sanções impostas pelo Ocidente a Moscou.

Mas, num comunicado de 6 de março, a Chancelaria indiana disse que o país “espera que seja encontrada uma solução para as diferenças internas da Ucrânia que satisfaça as aspirações de todos os setores da população ucraniana”.

E acrescentou que vê como importante que sejam realizadas eleições justas e livres. A mensagem é um pouco ambígua, porque há eleições agendadas para 25 de março, mas a Rússia insiste que o presidente legítimo da Ucrânia é Viktor Yanukovych, deposto do cargo no início do ano.

União na Eurásia

As ex-repúblicas soviéticas de Belarus e Cazaquistão são parte da União da Eurásia, união aduaneira promovida por Putin. Isso mostra o quão próximas são da Rússia.

Mesmo assim, nenhuma delas saiu em defesa do avanço russo sobre a Crimeia.

O presidente da Belarus, Alexander Lukashenko, advertiu em 23 de março que a anexação da península criava um precedente ruim.

Assim como a Ucrânia, Belarus entregou seu arsenal nuclear no início dos anos 1990 em troca da garantia de sua soberania e integridade territorial por parte de Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.

Apesar de expressar preocupação com o fantasma criado pela anexação da Crimeia, Lukashenko reafirmou sua lealdade à Rússia.

O Cazaquistão é um dos principais aliados de Moscou, e os dois países realizam exercícios militares conjuntos frequentemente. Mas a ação militar russa na Crimeia criou um mal-estar no Cazaquistão, onde há o medo de que se repita algo semelhante em seu território.

Assim como a Ucrânia, o país tem uma grande população de origem russa.

Seu presidente, Nursultan Nazarbayev, disse por telefone a Putin que “entende a posição da Rússia ao defender os direitos e a segurança de minorias russas na Ucrânia”.

Mas também pediu por uma solução pacífica do conflito “baseada na preservação da soberania da Ucrânia e de acordo com o direito internacional”.

Essas declarações neutras, diz o jornalista cazaque Sergey Duvanov, dão conta da ambivalência do país em relação à intervenção militar russa.

Além disso, na terça-feira, Nazarbayev se reuniu com Barack Obama para discutir sua intenção em fazer parte da Organização Mundial de Comércio.

Em geral, as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, temerosas de sofrer seu próprio “momento ucraniano”, tenderam a lançar dúvidas sobre a decisão de Moscou em vez de celebrá-la.

A postura peculiar de Israel

Apesar da profunda inimizade com a Síria, um aliado da Rússia, Israel segue como um dos poucos países ocidentais que se negam a criticar publicamente o Kremlin por suas ações na Crimeia.

“Temos boas relações com os americanos e os russos”, disse há algumas semanas Avidgdor Lieberman, chanceler de Israel em entrevista à emissora israelense Canal 9. “Por isso não vejo motivos para nos metermos nisso.”

Lieberman cresceu na Moldávia quando ela era parte da União Soviética. Vários membros do governo vem dessa ou de outras ex-repúblicas soviéticas ou da própria Rússia. E 1 milhão de habitantes de Israel (10% da população) vieram da antiga União Soviética.

E Putin foi o primeiro líder russo a visitar Israel.

Mesmo assim, esclarece Redman, do IISS, “os israelenses não costumam se meter em assuntos internacionais fora de sua órbita regional”.

Ossétia do Sul e Abkházia

É possível que haja um respaldo de países que reconheceram a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia depois da intervenção militar russa na Geórgia em 2008.

Não são muitos, além da Rússia. Um é a Venezuela. Outro é a Nicarágua. Ainda há os pequenos Estados do Pacífico, como Nauru, Vanuati e Tuvalu.

Ainda assim, entre estas nações, o único respaldo explícito veio dos venezuelanos.

E nenhuma destas nações tem peso internacional.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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38 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    31 de março de 2014 11:51 am

    Nassif
    Putin nem liga pra

    Nassif

    Putin nem liga pra quem é contra ou a favor…..

    Quem esta em cheque é o resto…..

    Tá anexado e pode vir mais….

  2. Celio Mendes

    31 de março de 2014 12:46 pm

    Nada como um inverno após outro.

     

    Na primavera tudo são flores, quando o inverno chegar a situação mudara completamente.

  3. Paulo F.

    31 de março de 2014 12:56 pm

    Foto do melhor aliado russo

    Ninguem mexe: “Nossas palavras são apoiadas por ICBMs e armas nucleares.¨” Ponto final. Vão arriscar pela Ucrânia e a inabilidade e ganância alemã? Só vendo. Enquanto isso gasta-se retórica barata.

  4. Jorge Leite Pinto

    31 de março de 2014 1:11 pm

    Esta matéria é da “veja”?

    Esta matéria é da “veja”?

  5. Callegari

    31 de março de 2014 1:13 pm

    Gunther trata o assunto pela

    Gunther trata o assunto pela otica ocidental e pelo rancor que tem para com Putin porque ele não e simpatico a causa que nosso colega!  por isso não dá para considerar a honestidade do artigo!

     

     

    1. Turco

      31 de março de 2014 3:09 pm

      Exato!

      Essa mistura de sentimentos pessoais com análise política cria estranhos companheiros…

    2. Gunter Zibell - SP

      31 de março de 2014 5:32 pm

      Jajajaja

      Reclame com a BBC sobre a honestidade do artigo.

      Ou melhor, reclame com a realidade do Mundo.

  6. augusto2

    31 de março de 2014 1:24 pm

    peninsula insula sula ula la isolada

    Entao se conclui  que, numa açao de curto prazo do ocidente, está delineado um isolamento da pobre russia…

    Ja pessoalmente, vejo  único ganho real para Obama e seu 1%:   a maior pressao e garantia de mais pesadas VERBAS de  orçamento para o pentagono. Este terá sido um dos objetivos e foi atingido.

     

     

     

     

  7. ruyacquaviva

    31 de março de 2014 1:25 pm

    Não sou profundo conhecedor

    Não sou profundo conhecedor do assunto, mas pelo pouco que eu sei penso que a China manteria a posição de aliada da Rússia caso a questão da Ucrânia resvale para uma crise internacional mais séria.

    Eles podem estar se abstendo de fazer declarações explicitamente pró-Rússia, mas não vão deixar de apoiá-la em uma crise com o ocidente simplesmente por saber que em caso de uma derrota russa, eles serão os próximos.

    Abaixo deixo o link para um texto muito interessante sobre a imagem de Putin no ocidente, que eu considero pertinente, ao assunto do post, embora não seja exatamente o mesmo assunto.

    Por que Putin se transformou no Mal em pessoa para o Ocidente

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-putin-se-transformou-no-mal-em-pessoa-para-o-ocidente/

     

    1. Juliano Santos

      31 de março de 2014 4:32 pm

      É verdade, Rui. Se engana

      É verdade, Rui. Se engana quem acha que a Russia está isolada nessa. Essa abstenção da China é dissimulação pura. Ela pode se dar a esse luxo. Mas na hora H, se for para escolher, fica com a Russia.

      Se essa crise for adiante, e os EUA e UE acharem que podem incurralar a Russia, vai cabar ficando G-7 x Brics. O que ninguém quer. Aí Obama será obrigado a recuar mais uma vez.

      Gunter, não é por aí que o Putin pode ser enfraquecido. Nesse caso ele está mais com a razão do que Obama

      1. Gunter Zibell - SP

        31 de março de 2014 5:31 pm

        Olá, Juliano

        A questão não é estar certo ou errado na Crimeia, nunca foi, mas os resultados no longo prazo. Será por eles que Putin verá sua popularidade diminuir. 

        http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-russia-podera-seguir-os-passos-da-ucrania

        Todos estão dissimulando. O Ocidente dissimula o quanto a situação atual lhe ficou conveniente, faz o discurso anti-Putin sobre a Crimeia para reforçar ainda mais isso.

        E a China ficará sempre do lado que lhe for mais interessante, que no caso é o muro: à medida que a Europa Oriental for reduzindo sua dependência energética da Rússia esse país direcionará a melhores preços energia para a China, que continuará vendendo alegremente para o mundo todo. 

        A Índia, parecido.

        BRICS não são espaço econômico, como a UE, nem são aliança militar, como a OTAN. Vai ter um encontro agora em julho, em Fortaleza, será interessante ver nossa chancelaria lidar com a questão.

        E o Brasil continuará exportando carne para a Rússia, no que fará muito bem.

         

  8. Durvaldisko

    31 de março de 2014 1:40 pm

    E nas Malvinas  ,não  vai

    E nas Malvinas  ,não  vai nada?

  9. Filipe Rodrigues

    31 de março de 2014 2:24 pm

    Depois da hegemonia americana

    Depois da hegemonia americana na década de 90 felizmente surgiu nesse início de séc. XXI um pólo alternativo anti-nova ordem mundial. Que engloba BRICs, ALBA, algumas nações do Oriente Médio.

    Em comum a preferência pelo capitalismo de estado em divergência ao livre-mercado, nas questões das liberdades individuais existe dissenso entre esses países.

    Na hora do aperto essas nações se unem, vale lembrar que foi uma TV Russa que registrou o momento em que um Black Block pago pela CIA dispara o rojão no cinegrafista da BAND que infelizmente veio a falecer.

    As revoltas populares de 2011 foram contra o neoliberalismo o que pegou de surpresa seus líderes que rapidamente manipularam para atingir países que se opõe a hegemonia Estados Unidos/União Européia.

    1. CLAUDIOF

      1 de abril de 2014 12:06 am

      Claro que os BRIC perceberam

      Claro que os BRIC perceberam que existe um movimento coordenado contra. A China “ainda” tem uma certa simbiose com os USA, mas a medida que cresce e se alastra no mundo haverá 2 blocos: Bric X Eu+USA. Não vai demorar muito não…

  10. vera lucia venturini

    31 de março de 2014 2:39 pm

    Ahhhh! O colunista da New

    Ahhhh! O colunista da New Yorker queria o quê? Que a Russia se portasse como a Ucrania e abdicasse da segurança da nação para puxar o saco de europeus e americanos? Que G8 o que? Um bando de paises expansionistas, imperialistas e ladrões. E hipócritas mais do que tudo, pois invadem paises, desmembram nações, causam tragédias humanitárias e se arvoram o direito de mandar no mundo.

    Que venha uma nova ordem mundial a partir do caso Ucrania.

     

  11. alfredo machado

    31 de março de 2014 2:52 pm

    Rússia 2014

    Gunter,

    Neste momento a Rússia de Vladimir Putin se basta, não precisa de ninguém prá fazer um estrago daqueles.

    VPutin vem esmagando a fraquíssima marionete BObama, que ainda deve estar amargando aquela ajoelhada em Moscou por conta do “traidor” Edward Snowden, quando o soberbo lunático acreditou que poderia tirar o analista de inteligência  de lá na base do grito.

    Putin deixar  OTAN se instalar na Ucània equivale ao soberbo deixar a Rússia se instalar no Canadá, ou seja, é missão impossível aos olhos de qualquer sujeito, a menos da turma da grande mídia internacional, e da tupiniquim nem se fala.

    1. Gunter Zibell - SP

      31 de março de 2014 5:20 pm

      Oi Alfredo.

      Eu acho que há algumas ilusões a esse respeito.

      Para efeitos de ‘torcida’ serve ficar contente com a anexação da Crimeia. Isso ajuda Putin internamente.

      Mas quão grande é essa torcida fora da Rússia? Algumas (pois decerto não são todas) correntes anti-imperialistas na América Latina e Oriente Médio? Sendo que muitos notaram que a Rússia na verdade é um regime de extrema-direita?

      Você diria que a maioria das populações fora da Rússia vê as coisas mais como essas correntes falam em redes sociais ou como as mídias falam? 

      E nem é importante o pensamento das populações, mas dos seus governos eleitos. O Brasil é o país que mais frequentemente ocupa assento temporário no CS-ONU, em algum momento do futuro terá que se posicionar.

      Quando a poeira assentar, se perceberá que a Crimeia nunca foi importante para o lado Ocidental, era até um estorvo para o interesse geral de atrair a Ucrânia (são 5% de votos que ficavam sempre do lado russófilo.) E também muitos notam as comemorações mal-disfarçadas do establishment ocidental com as reticências recentes dos países vizinhos da Rússia.

      E não reconhecer a anexação da Crimeia é conveniente para um sem fim de discursos pró-Ocidente, principalmente às vésperas da eleição na Ucrânia.

      O ‘establishment’ não se importa se Obama sairá dessa com imagem que agrade a ‘falcões’, isso não é relevante. Quem lembra de Nixon, Carter ou Bush Jr? O regime norte-americano é como o chinês, não depende de personalismo, o longo prazo é o que importa.

      Nem Obama se importa se alguns segmentos no exterior lhe são críticos. O próprio fato de apenas Síria e Venezuela se manifestarem favoravelmente a Putin agora lhe é conveniente. Facilitará o discurso de demonização desses países, não?

      E as aventuras recentes de Putin tornaram até constrangedor se elogiar a Rússia no exterior. Daí que nem se fala mais em Snowden. Passado é passado. Pelo menos eu deixei de receber no facebook aqueles cartazes “Putin é gênio e merece o Nobel da Paz”.

      Se tiver tempo, convido-o a ler o que penso do assunto em termos históricos, não de apenas um episódio que eu considero um ‘gambito’.

      Abraços

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-russia-podera-seguir-os-passos-da-ucrania

       

      1. alfredo machado

        31 de março de 2014 11:11 pm

        Rússia 2014

        Gunter.

        Tudo bom?

        Entendo esta confusão provocada, em minha opinião, por Tio Sam como um ato insano.

        Quanto a Putin, o vejo com um comportamento bem tranquilo, calado e deixando a fabfarronice por conta do idiota pau mandado do BObama (acreditei nele e errei redondo, comporta-se como um boneco ) .

        Não é possivel comparar criticar o russo, que está quieto, com o fantoche que avança sobre Venezuela, Síria, Egito, Iêmen do Sul, Líbia (devo ter esquecido alguns países) e agora faz parceria com neonazistas explícitos, é um fenômeno.

        Além do mais, Tio Sam não conseguiu dobrar o presidente sírio depois de muitos bilhões de dólares de Al Thani, e imagina dobrar Putin, isto tudo é uma piada de mau gosto a cargo do bravateiro de Washington.Ninguém mexe com nenhum país que possue arsenal nuclear, e o soberbo resolve escolher a Rússia, muito intelgente o soberbo.

        Em situações como esta não cabe “torcida”, mas preocupação e bom senso, algo que inexiste pelos lados da Casa Branca.

        Um abração

         

        1. Gunter Zibell - SP

          1 de abril de 2014 2:24 am

          Tudo bom, Alfredo.

          Mas vamos ver de qual ato falamos. 

          A maior participação dos EUA até o momento foi apoiar os depositores de Yanukovich. Eu não considero isso insano, mas parte de uma estratégia de longo prazo.

          Nem acho que exista uma intenção do Ocidente (ou de Obama) de ‘dobrar’ a Rússia.

          Havia a intenção de cooptar a Ucrânia e aparentemente isso foi obtido. 

          O discurso midiático ocidental não pode reconhecer a irrelevância da Crimeia no contexto, pois perderia a oportunidade de demonizar a Rússia junto a todos os países que têm minorias russas residentes. Bielorússia e Cazaquistão, por exemplo (e esses países nem democracias estrito senso são, estão com os mesmos governantes desde a dissolução da URSS.)

          Então, acho que é de caso pensado se passar por tonto nessa estória toda.

          E essa mesma mídia trabalhará o apoio da Venezuela até o possível ‘recall’ de começo de 2016. É muito provável que dessa vez a oposição venezuelana (MUD) consiga suplantar o PSUV.

          A atuação na Síria foi um desastre, sem dúvida, criou-se uma base de apoio ao fundamentalismo jihadista. Mas também não se pode dizer que a presença norte-americana na região é hoje menor que há 4 anos atrás.

          No fim e ao cabo HClinton (muito provável sucessora) herdará uma situação bem confortável. Pelo menos é o que me parece.

          E isso são fatos com os quais devemos lidar. Extrapolar a importância do episódio da Criméia obnubiliza a visão do quadro geral.

          Mas continuamos outra hora.

          Abraços

           

  12. Eneuton

    31 de março de 2014 3:01 pm

    Obama e União Européia

    Obama e União Européia passaram dos limites no caso da Ucrania. Achar que a Russia iria perder o controle da Crimeia é falta de noção. Putin, goste ou não dele, sabe defender os interesses e o espaço vital da Russia. Já os outros, superestimaram suas forças, foram apenas ousados. Pior pra eles. Nada como um inverno atrás do outro.

    E quanto ao número e à qualidade dos “aliados” russos, por acaso Ela está se importando? Tem poder de veto e tem armas nucleares. A Russia mostrou ao Ocidente, nesse caso, que, quem pode pode, e quem não pode, não deve se sacudir, a consequência é cair com a cara no chão. 

    Enfim, uma lição de limites, simples assim. 

     

    1. Gunter Zibell - SP

      31 de março de 2014 5:37 pm

      É claro que é uma questão de limites.

      http://money.cnn.com/2014/03/26/news/economy/russia-economy-world-bank/?hpt=hp_t2

      1. CLAUDIOF

        1 de abril de 2014 12:02 am

        Você fica sambando e fazendo

        Você fica sambando e fazendo contorcionismo para provar sua tese, jogando os mais variados argumentos. A Russia com a capacidade militar e portência tecnológica-miltar e energética vai liberar a Criméia (Mar Negro) para a OTAN? Sonha camarada! Não me venha dizendo que ela não respeita os tratados, pois os mesmos que não a apíoam invadiram o Iraque sem consentimento da ONU e demais países.

        O USA já mostrou que FORÇA é o que VALE. Então vamos ver se eles tem coragem de mexer com a Russia!

        As retaliações SÃO RIDÍCULAS!

        1. Gunter Zibell - SP

          1 de abril de 2014 2:12 am

          Você tem certeza que lê?

          Eu nunca achei que o destino da Crimeia fosse diferente.

          Isso já em 01-mar

          2014 03 01 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/anotacoes-para-uma-conversa-sobre-crimeia

          O artigo da CNN que falava o mesmo foi de 05-mar.

          Eu nunca falei nada sobre tratados. Nem elogiei retaliações.

          Eu não uso o discurso padrão da mídia. Então não me responda como seu eu usasse, que isso é estéril.

          Sei que esse discurso existe e como ele é usado.

          E também que é mais difícil rebater uma argumentação racional e histórica, não midiática de conveniência.

          Convido a ler este post e a deixar seus argumentos lá:

          2014 03 22 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-russia-podera-seguir-os-passos-da-ucrania

           

           

  13. Notívago

    31 de março de 2014 4:54 pm

    O perigo é exatamente o de uma Rússia isolada

    Quanto mais se isola a Rússia, maior o perigo de uma terceira guerra mundial. E o placar é o seguinte: os Estados Unidos têm armas de destruição em massa para destruir o mundo 536 vezes. Por sua vez, a Rússia as possui para destruir o mundo apenas 60 vezes. E a pergunta é a seguinte: quem vai sobrar depois da primeira hecatombe para destruir o mundo uma segunda, terceira ou quarta vez? Como eu tenho dito, os humanoides só atingem a perfeição na imbecilidade.

     

     

     

     

     

     

  14. Rodrigo Sousa

    31 de março de 2014 5:45 pm

    Um artigo da BBC NY tão confiavel quanto nosso pig aqui

    artigo da BBC é tal confiável como o PIG aqui, so server para oportunistas usarem as ideias manipuladas para defender seu ponto de vista duvidoso.

    Se pegar um jornal da Russia, China, Alguns do Brasil e varios lugares terá a mesma pergunta. Quem apoiou o ocidente na guerra do iraque, afeganistal e tantas outras ????? fota os USA (ninguém), e sabe porque? porque da mesma forma que os americanos os Russos não pedem e nem precisam do apoio de ninguém.

     

    Como disse o Paulo, o apoio deles está no ICBMs, resto é so bla bla bla de mantéria manupulada pra denfeder ou servir de base para a opinião de quem indicou o texto, só mais do mesmo.

  15. ArthurTaguti

    31 de março de 2014 7:05 pm

    A BBC sabe muito bem que a

    A BBC sabe muito bem que a China possui regiões separatistas (Tibete, Xin Jiang), e a posição de Pequim não poderia ser outra senão de neutralidade formal.

    Sustentar que a China pode, eventualmente e por motivos econômicos, se tornar pró-EUA e anti-Rússia é incompreensível.

    Pequim sofre há muito tempo as mesmas agruras que Moscou. Os separatistas têm ampla publicidade na mídia ocidental, todo dissidente político chinês se torna um mártir, a falta de democracia no país é alardeada constantemente.

    Fazer afundar a influência russa na Eurásia, permitindo que Washington/Otan avancem para o Oriente, o seu próprio quintal, só por causa de preços de commodities ou questões econômicas conexas, não tem muito sentido.

    1. Gunter Zibell - SP

      31 de março de 2014 8:32 pm

      Mas UE e China

      dividirem o quintal da Rússia faria sentido.

  16. Mário Latino

    31 de março de 2014 7:10 pm

    Para quem ganhou praticamente

    Para quem ganhou praticamente sozinha dos alemães lá em 40, qual é o problema?

    1. heutre

      2 de abril de 2014 3:57 am

      Putin, a marreta russa !

      12 milhões de russos morreram lutando contra o facismo.

      Seria cômico, se não fosse trágico  US-UE colocarem facistas no poder na Ucrânia. 

       

       

  17. Domingos Brando

    31 de março de 2014 7:22 pm

    Ok Gunter, o artigo parte da

    Ok Gunter, o artigo parte da pergunta “quais países realmente apoiam a campanha russa na península?” e a análise tem todo um viés diplomático ao analisar a questão. Mas pode-se muito bem perguntar: “por que a união européia não pode isolar a Rússia”, ou ainda “por que a ásia não isolará a Rússia?” e fazer uma análise sob a ótica econômica, que no final é sempre aonde o bicho pega. E aí fica o problema, eu não apoio (abertamente) por diplomacia, mas não sou louco de isolar economicamente o país. G8 é uma coisa, mas no G20 com a presença dos Brics vamos ver se a Rússia vai ser “expulsa”.

    Abaixo os links para os artigos do Pepe Escobar sobre as duas perguntas:

     http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/03/pepe-escobar-por-que-uniao-europeia-nao.html

    http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/03/pepe-escobar-asia-nao-isolara-russia.html

    1. Gunter Zibell - SP

      31 de março de 2014 8:29 pm

      A península não é importante

      Serve para discurso ufanista de curto prazo.

      E é claro que o que conta é o econômico. É óbvio que no G-20 a Rússia fica, o Irã poderá até fazer parte no futuro. 

      E nem a UE nem a Ásia buscarão isolar economicamente a Rússia.

      Buscarão é que a Rússia veja como será mais importante no longo prazo ser comercialmente confiável que manter o empenho na expansão da União da Eurásia.

      Tomados isoladamente, os blocos Nafta, UE e China + vizinhos têm, cada um cerca de 3 vezes o PIB da Rússia.

      A História fará com que a Rússia é que busque maior integração.

      BRICS é apenas um acrônimo por ora.

       

  18. Al Almeida

    31 de março de 2014 8:10 pm

    O comentarista Gunter já

    O comentarista Gunter já demonstrou várias vezes sua simpatia pelos fascistas do Svoboda e do Setor Direita e a sua veneração pela “democracia americana”. Dois engodos não fazem uma verdade, mano. Lá judeu, russo e gay não tem vez. Tem bota na cara. É essa turma que o seu ídolo, Obama, financia e apóia. Foi essa corja que se aliou aos nazistas e matou uma pá de russos na segunda guerra. E o Putin deveria aceitar o seu retorno fazendo cara de paisagem?

    1. Gunter Zibell - SP

      1 de abril de 2014 12:24 am

      Olha,

      Tantas vezes a Rússia e sua máquina de propaganda tenta fazer o discurso ‘pega o fascista’ que já deixei pronto um post sobe isso:

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/que-nao-se-manipule-com-o-medo-da-homofobia

      Eu não tenho culpa se a propaganda russa “não colou” junto à maior parte da opinião pública fora da Rússia.

      Se houver informações novas e REAIS a respeito, e não apenas propaganda anti-americana, etc, aí falamos.

      E é uma mera ginástica retórica associar grupos atuais a alianças da década de 1940. Isso é incoerente, pois aí você deveria aplicar o mesmo raciocínio para os norte-americanos, franceses e britânicos, afinal foram aliados temporários da URSS no combate ao nazismo.

      1. Almeida

        1 de abril de 2014 8:01 pm

        Não confunda opinião pública, com opinião publicada.

        Aconteceu na Ucrânia nitidamente um putsch, um golpe de estado aplicado no parlamento com auxílio de milícias fascistas. Os meios de divulagação ocidentais, a imprensa-empresa, publicaram o apoio ao golpe. O fato real da composição fascista do golpe, ala que saiu fortalecida com significativos ministérios, aqueles responsáveis pelo monopólio da violência do estado, não pode ser negado.

        Você mantém simpatias pelo novo governo e também é favorável ao golpe – não li até agora nenhuma manifestação sua contrária ao processo, de repúdio ao golpismo e ao fascismo coligado ao novo regime – o que sinceramente lamento, pois, por mais que o governo derrubado estivesse podre, corroído por corrupção, ele era um governo legitimado no voto popular e as regras e os ritos legais, para afastar um corrupto e impopular governante, não foram seguidas.

        Vários parlamentares foram expulsos do plenário e não puderam retornar, os que permaneceram, votaram a destitução, num ambiente de coação pela presença das milícias armadas; mesmo assim, não foi atingido o número mínimo de votos do parlamento, para se consolidar como um impeachment legal. Enfim, votou-se o afastamento sem abertura de um processo e sem o número legal de votos parlamentares para tal finalidade: um golpe de estado a partir do putsch realizado pelos fascistas que dominavam a praça.

        A denúncia do fascismo foi uma ação política, não confunda tal ato como “propaganda”, pois o fascismo emergiu de fato no processo. Ao denunciar a composição fascista do novo governo golpista, situação criada pelas próprias forças golpistas, não era preciso inventar nada, fazer “propaganda”, o governo russo visava alguns objetivos:

        O primeiro na esfera da opinião pública mundial – não a publicada pela imprensa-empresa ocidental – em denunciar a ilegitimidade golpista e ascensão de fascistas a um governo da Europa; atingiu uma ampla corrente de opinião antifascista e da esquerda mundial sensível à questão, gente escaldada na história de intervenções americanas e ocidentais, de apoio às ditaduras mais funestas que lhes são favoráveis.

        Em segundo, sensibilizaria seu próprio público interno; o povo russo pagou a maior conta que o fascismo apresentou na história e conhece muito bem, a história da Ucrânia e o papel do banderismo, como agentes do fascismo em sua tragédia.

        E por último, o mais importante, apresentar a ameaça fascista para os ucranianos do leste e do sul do país, que pouco se envolveram nas mobilizações do euromaidan, mas conhecem melhor do que ninguém, o que representa o radicalismo nacionalista do banderismo arraigado no oeste do país; sentiram isso na pele em sua história. Os primeiros atos dos golpistas, de proibição da língua russa, do fechamento de publicações, de sítios em russo na internet, do encerramento de programas e canais de tv e etc, falavam por si só, não precisou de nenhuma “campanha de propaganda” de Moscou. Toda a população que estava alheia, indiferente diante das manifestações contra o governo corrupto e impopular, foi despertada pelo fantasma do passado tenebroso e começou a reagir.

        A “propaganda” antifascista russa deu certo nesses três segmentos, principalmente no interior russófono ucraniano (com exceção da elite oligárquica, também russófona em sua vida privada, vide Timoshenko, o ucraniano é um dialeto de aldeia e língua de demagogos que cortejam esse voto).

        A maioria dos governos reage com cautela diante dos acontecimentos, levará algum tempo para reconhecerem a situação de fato, daí que a votação na ONU se traduziu em numerosas e significativas abstenções; todos os demais BRICS se abstiveram, o Mercosul também em maioria se absteve, apenas a Venezuela votou favorável a Rússia. O quadro geral da votação pode ser visto abaixo. O reconhecimento de estados que incorporam porções territoriais outrora pertencente a outro é um fato. A Ucrânia incorpora territórios que pertenciam a Polônia até 1939; esta é formada com territórios da Alemanha até 1945, e assim por diante; ninguém deixa de reconhecer a Polônia como é constituida hoje, até a Alemanha reconhece.

        Em tempo, espero que não me confunda com o ‘xará’ aí acima. Um abraço.

  19. CLAUDIOF

    31 de março de 2014 11:56 pm

    Gunter, Tá birncando não é

    Gunter, Tá birncando não é mesmo? Imagina que a BBC vai apoiar Putin?Criméia voltou quem petence. Ponto final. E os USA se mete nesta briga por quê? Está milhares de kms de distância. Tem cada uma….

     

    1. Letícia Leite

      23 de março de 2015 7:26 pm

      Querido,
      Não sei se é mais

      Querido,

      Não sei se é mais velho ou não que eu, mas imagino que deva saber o Português ao menos.

      Vejo muitos erros de concordância que ninguém comete.

      Vejo, que é melhor, o senhor voltar para a escola

  20. Gão

    1 de abril de 2014 12:57 am

    Obama, cuida da tua casa que é melhor, kkkk

    Más de 30.000 estadounidenses quieren que Alaska se reincorpore a Rusia

    Publicado: 28 mar 2014 | 10:59 GMT Última actualización: 28 mar 2014 | 10:59 GMT © whitehouse.gov

    La petición sobre la reintegración de Alaska en Rusia, publicada en la página de la Casa Blanca, ha obtenido ya más de 30.000 firmas.

    Para que la petición sea revisada formalmente por la Administración estadounidense, el documento, que fue publicado en la web el pasado 21 de marzo, necesita ser firmado por 100.000 personas para el 20 de abril.

    El documento señala que las tribus siberianas llegaron por primera vez a Alaska hace unos 10.000-16.000 años por el istmo en el que posteriormente se formó el estrecho de Bering.

    Asimismo la petición hace hincapié en que los primeros europeos que pisaron Alaska el 21 de agosto de 1732 fueron miembros de la tripulación del barco ruso San Gabriel. Por lo tanto, el documento propone votar la salida de Alaska de EE.UU. y su reincorporación a Rusia.

    El pasado fin de semana el representante permanente de Rusia ante la Unión Europea, Vladímir Chizhov, recomendó en broma al senador estadounidense John McCain “vigilar Alaska”, recordando que en su momento era parte de Rusia. Lo hizo durante su participación en un programa televisivo de BBC One.

    Cabe mencionar que el Gobierno norteamericano compró Alaska a Rusia en el año 1867 por más de 7 millones de dólares.

    http://actualidad.rt.com/actualidad/view/123652-peticion-alaska-reintegracion-rusia-firmas-casa-blanca

  21. Eduardo Luís Gumier

    24 de fevereiro de 2020 1:08 pm

    Excelente jornal!!!

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