O presidente Lula (PT) dará posse, nesta segunda-feira (10), a dois novos ministros em seu governo, ambos parte do quadro do Partido dos Trabalhadores. Alexandre Padilha assume o Ministério da Saúde, enquanto Gleisi Hoffmann passa a encabeçar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A cerimônia será realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, às 15h.
As mudanças dão o pontapé inicial na reforma ministerial especulada há meses. As negociações sobre algumas pastas, no entanto, seguem travadas devido aos embates com partidos do “centrão”, que exigem ministérios com maior visibilidade e verba.
Mais de dez anos depois, o médico e deputado federal Alexandre Padilha volta a chefiar a pasta da Saúde. Ele já ocupou o cargo entre 2011 e 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, quando implementou o programa Mais Médicos. Neste governo Lula ele chegou a comandar as Relações Institucionais, mas agora fica encarregado de consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS), buscar financiamentos e ampliar programas sociais.
Já Gleisi Hoffmann chega à Secretaria de Relações Institucionais com a missão de ajustar a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional. Para assumir o novo cargo, a deputada teve que se afastar da presidência nacional do PT, que comandava desde 2017. O senador pernambucano Humberto Costa assumiu a cadeira na sigla, em um mandato-tampão até julho, quando haverá novas eleições internas na legenda.
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Escuderie Le Coq
11 de março de 2025 8:10 amDe um lado, a mídia atiçando intrigas, dando a Gleisi um papel que ela não vai cumprir, mas que já foi decidido que é dela:
Ser a megera partidária que ataca o bom senso do bom moço do mercado, Haddad.
A moça mordeu a isca (será?) e acenou que ela será boazinha, e agitou ainda mais os bonecos de ventríloquo dos barões da mídia, os analistas da globo News, os profetas do passado.
A cara de Haddad no evento, e depois, cercado pelas fofoqueiras de microfone era impagável.
Fingia um “não é comigo” com ar de resiliência irritada.
Típico de quem sabe (ou imagina) ser o dono da bola.
Ao mesmo tempo, Lula dá ao Ministério da Saúde uma cara de centrão petista, me esculpem o pleonasmo, se é petista, é centrão.
A ex ministra não caiu pela misoginia (apenas), mas pelo que não foi dito:
A conta da maioria parlamentar tem endereço, a esplanada dos ministérios, e dentre esses, a saúde é o bolo e a cereja, tudo junto.
Com o arrocho das emendas, diminuindo o poder desse parlamentarismo de coação (que substitui o presidencialismo de coalizão), o controle dos ministérios voltam a ser cruciais.
Pasta capilar, de execução orçamentária enorme e de impacto político eleitoral óbvio, a saúde é o filé.
A outra pasta do tipo seria a segurança, mas o arranjo constitucional que coloca tudo nas mãos dos governadores, e a conhecida e reconhecida inaptidão do PT na área (para não ser mal educado, e falar burrice mesmo), faz com que a saúde seja a menina dos olhos do estamento político.
Pois bem, com Padilha, Lula dá os anéis ao centrão, e acha que ficou com os dedos.
Pode ser.
Mas a jogada de Lula de maior densidade foi “calar” o PT, que ele julga ser um obstáculo importante à sua campanha de 2026.
Sem a “megera”, que vai para o governo não para levar a voz dissidente, mas para ser silenciada pela institucionalidade do cargo, com o PT passando por um processo eleitoral interno iminente, tais disputas do partido não permitirão que haja uma tensão política com o governo, que na verdade, só houve na imaginação (preventiva, diga-se) da mídia.
O único local onde o aborto é legalizado e instrumentalizado é no governo de Lula.
Qualquer ideia mais à esquerda, ou antissistema que seja, uma vez fecundada, sua gestação é prontamente interrompida.
O principal algoz das ideias natimortas, não duvidem, é a mãe dos ricos e padrasto dos pobres, Lula.