10 de junho de 2026

Reforma ministerial: Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha tomam posse nesta segunda (10) 

A cerimônia de posse, com o presidente Lula, será realizada no Palácio do Planalto, a partir das 15h
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula (PT) dará posse, nesta segunda-feira (10), a dois novos ministros em seu governo, ambos parte do quadro do Partido dos Trabalhadores. Alexandre Padilha assume o Ministério da Saúde, enquanto Gleisi Hoffmann passa a encabeçar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. A cerimônia será realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, às 15h.

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As mudanças dão o pontapé inicial na reforma ministerial especulada há meses. As negociações sobre algumas pastas, no entanto, seguem travadas devido aos embates com partidos do “centrão”, que exigem ministérios com maior visibilidade e verba. 

Mais de dez anos depois, o médico e deputado federal Alexandre Padilha volta a chefiar a pasta da Saúde. Ele já ocupou o cargo entre 2011 e 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, quando implementou o programa Mais Médicos. Neste governo Lula ele chegou a comandar as Relações Institucionais, mas agora fica encarregado de consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS), buscar financiamentos e ampliar programas sociais.

Já Gleisi Hoffmann chega à Secretaria de Relações Institucionais com a missão de ajustar a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional. Para assumir o novo cargo, a deputada teve que se afastar da presidência nacional do PT, que comandava desde 2017. O senador pernambucano Humberto Costa assumiu a cadeira na sigla, em um mandato-tampão até julho, quando haverá novas eleições internas na legenda.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Escuderie Le Coq

    11 de março de 2025 8:10 am

    De um lado, a mídia atiçando intrigas, dando a Gleisi um papel que ela não vai cumprir, mas que já foi decidido que é dela:

    Ser a megera partidária que ataca o bom senso do bom moço do mercado, Haddad.

    A moça mordeu a isca (será?) e acenou que ela será boazinha, e agitou ainda mais os bonecos de ventríloquo dos barões da mídia, os analistas da globo News, os profetas do passado.

    A cara de Haddad no evento, e depois, cercado pelas fofoqueiras de microfone era impagável.

    Fingia um “não é comigo” com ar de resiliência irritada.

    Típico de quem sabe (ou imagina) ser o dono da bola.

    Ao mesmo tempo, Lula dá ao Ministério da Saúde uma cara de centrão petista, me esculpem o pleonasmo, se é petista, é centrão.

    A ex ministra não caiu pela misoginia (apenas), mas pelo que não foi dito:

    A conta da maioria parlamentar tem endereço, a esplanada dos ministérios, e dentre esses, a saúde é o bolo e a cereja, tudo junto.

    Com o arrocho das emendas, diminuindo o poder desse parlamentarismo de coação (que substitui o presidencialismo de coalizão), o controle dos ministérios voltam a ser cruciais.

    Pasta capilar, de execução orçamentária enorme e de impacto político eleitoral óbvio, a saúde é o filé.

    A outra pasta do tipo seria a segurança, mas o arranjo constitucional que coloca tudo nas mãos dos governadores, e a conhecida e reconhecida inaptidão do PT na área (para não ser mal educado, e falar burrice mesmo), faz com que a saúde seja a menina dos olhos do estamento político.

    Pois bem, com Padilha, Lula dá os anéis ao centrão, e acha que ficou com os dedos.

    Pode ser.

    Mas a jogada de Lula de maior densidade foi “calar” o PT, que ele julga ser um obstáculo importante à sua campanha de 2026.

    Sem a “megera”, que vai para o governo não para levar a voz dissidente, mas para ser silenciada pela institucionalidade do cargo, com o PT passando por um processo eleitoral interno iminente, tais disputas do partido não permitirão que haja uma tensão política com o governo, que na verdade, só houve na imaginação (preventiva, diga-se) da mídia.

    O único local onde o aborto é legalizado e instrumentalizado é no governo de Lula.

    Qualquer ideia mais à esquerda, ou antissistema que seja, uma vez fecundada, sua gestação é prontamente interrompida.

    O principal algoz das ideias natimortas, não duvidem, é a mãe dos ricos e padrasto dos pobres, Lula.

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