23 de junho de 2026

Com Trump no poder, Europa passa a discutir escudo nuclear próprio

Os americanos têm mais de 100 bombas atômicas espalhadas em países aliados. Alemanha, Itália e Turquia concentram estes arsenais
Vintage 35mm slide scan of a historic atom bomb explosion and mushroom cloud exploding in the middle of the desert. Mountain range on the horizon. Scratches on film. Dust cloud on the ground and tall mushroom cloud glowing and raining down

O portal The Economist publicou um artigo afirmando que cresce na Europa uma discussão sobre o fortalecimento do arsenal nuclear dos países do continente, em contraponto às mudanças geopolíticas dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O artigo lembra que, por quase 80 anos, os Estados Unidos mantiveram um “guarda-chuva nuclear” sobre a Europa. No entanto, o velho continente vem desenvolvendo o receio de que não haverá a proteção prometida. Na atual quadra histórica, a própria ideia de que um país poderia acionar suas forças nucleares — “e, portanto, arriscar a aniquilação nuclear” — em nome de outro país, tem soado como “antinatural”, diz a revista.

Diante do cenário, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, por exemplo, sugeriu publicamente que o país poderia se sentir mais seguro com seu próprio arsenal nuclear, embora reconheça que um esforço neste sentido levaria anos. A França, por meio de Emmanuel Macron, também está discutindo o uso do poder nuclear francês para proteger aliados europeus.

No entanto, segundo The Economist, a França mantém uma postura “sóbria e relutante” em delegar o controle das suas armas nucleares a outros países, embora reconheça que os seus interesses pertencem a uma “dimensão europeia”.

O artigo menciona ainda o histórico de esforço de criação de uma força nuclear europeia conjunta, mas frisa que essas iniciativas fracassaram devido à falta de consenso e à resistência dos países em compartilhar o controle sobre suas armas nucleares.

Os Estados Unidos construíram guarda-chuva nuclear sobre a Europa durante a Guerra Fria, alegadamente contra a ameaça soviética e o expansionismo comunista. Segundo o texto, os americanos têm mais de 100 bombas atômicas espalhadas em países aliados da OTAN. Alemanha, Itália e Turquia concentram estes arsenais. Já França e Reino Unido são países europeus com arsenais próprios.

O arsenal nuclear da Europa é relativamente pequeno em comparação com o dos Estados Unidos e da Rússia, mas ainda assim envolve várias potências nucleares e componentes importantes no sistema de dissuasão da Otan. Abaixo está um resumo do arsenal nuclear de alguns países europeus:

França

  • A França tem um dos maiores arsenais nucleares da Europa. Estima-se que a França possua cerca de 300 ogivas nucleares . Essas ogivasdissuasão nuclear soberana ,

2. Reino Unido

  • O Reino Unido tem um número menor de ogivas nucleares, com cerca de 200 ogivas nucleares . Tudo como

3. Estados Unidos na Europa

  • Embora os Estados Unidos não possuíssem um arsenal nuclear independente na Europa, eles estacionavam uma quantidade significativa de bombas nucleares nucleares B61 em180 bombas B61 abases na Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Itália e Turquia. E

4. Outros países de Otan

  • Países como Alemanha, Itália, Países Baixos e Turquia têm capacidades de compartilhamento nuclear com os Estados Unidos, onde as forças aéreas dessas nações têm treinamento para transportar e lançar as bombas nucleares B61 sob a supervisão americana. No entanto, esses países não possuem arsenais nucleares independentes.

Leia o artigo completo de The Economist aqui.

Leia também:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ulisses

    14 de março de 2025 4:51 pm

    Quer dizer que a confusão dos mísseis em Cuba e na Turquia, quem deixou os mísseis lá foram os EUA? Mas com submarinos nucleares, tem mísseis russos nas 200 milhas marítima dos EUA

Recomendados para você

Recomendados