Do Estadão
BRASÍLIA – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 26, projeto que reserva 20% das vagas em concursos públicos da administração direta e indireta da União a candidatos negros que assim se declararem na inscrição. O resultado da votação foi de 314 votos a favor, 36 contra e 6 abstenções. A matéria vai para análise do Senado.
A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior a três. De acordo com o texto, a reserva de vagas a candidatos negros deverá constar expressamente dos editais dos concursos públicos, que deverão especificar o total de vagas correspondentes à reserva para cada cargo ou emprego público oferecido. Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Durante a discussão do projeto na noite desta quarta-feira, 26, chegou a ser discutida a possibilidade de estender o mesmo percentual para os cargos comissionados do Executivo. A proposta, no entanto, não teve apoio e foi derrubada.
A discussão no plenário teve momentos mais acalorados, em que opositores e favoráveis ao estabelecimento dos porcentuais para negros se alternaram nos microfones. “São hipócritas, demagogos, quem defende o projeto”, afirmou tribuna o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). O deputado Silvio Costa (PSC-PE) também criticou. “Como é que a gente pode qualificar este País tendo a cor como bandeira? Isso é demagogia pura.”
Apesar das queixas, a maioria apoiou a votação da matéria. “As cotas dos não negros, nós, negros, sempre, convivemos com elas, porque nossos filhos não foram para a escola, para a universidade. Eles não tiveram nenhum cargo que nós pudéssemos achar que era digno do seu conhecimento. Essa é a cota com a qual nós convivemos”, afirmou Benedita da Silva (PT-RJ). “Nós vivemos num país onde a cor da pele discrimina, sim. Nós vivemos num país onde a grande maioria da população pobre é negra, onde as chances de disputa são menores, as chances de igualdade são menores”, acrescentou Jandira Feghali (PcdoB-RJ).
Fabio !
27 de março de 2014 12:30 pmILÓGICO !
Ataca-se o efeito ,
ILÓGICO !
Ataca-se o efeito , ao invés da causa . Querem acabar com a febre , sem curar a doença .
winchester
27 de março de 2014 1:19 pmCotas Raciais
Olá, pra ajudar na discussão, eu escrevi um artigo sobre isso: blog.afms.com.br
Sei que não é da sua opinião.. mas pode ser que ajude a mudá-la
Fabio !
27 de março de 2014 3:06 pmFui lá no seu blog e li seu
Fui lá no seu blog e li seu artigo. Não achei sua opinião diferente da minha.
A instituição da cota quebrou o apartheid ? E daí ? Resolveu ?
Como você disse : frequentou escolas de idiomas onde não havia negros , frequentou o melhor colégio particular da cidade onde não havia negros.
E agora os negros ocupam a mesma sala de aula na universidade com você , ocupam o mesmo escritório no seu serviço . Com um pequeno detalhe : você continua com seu conhecimento de idiomas e sua formação básica de primeira ; os negros não. Eles continuam com a mesma carência de formação pela falta de acesso . Foram apenas transpostos de um estágio para outro sem passar pela formação intermediária , pela força de um decreto.
Você fala inglês no seu serviço , o seu colega negro não fala. Você tem desenvoltura em matemática , seu colega negro não sabe a tabuada .
O apartheid foi resolvido ?
Por quê não se fala em acesso a educação de excelência para população negra ? Trabalho árduo , não é ? Não pode ser resolvido na base da canetada , como a instituição de cotas .
Ivan de Union
27 de março de 2014 8:33 pm“Por quê não se fala em
“Por quê não se fala em acesso a educação de excelência para população negra ? Trabalho árduo , não é ? Não pode ser resolvido na base da canetada , como a instituição de cotas”:
Oh, que gracinha, voce cocomenta que a experiencia pessoal dele nao eh o bastante e que existe um “acesso a educacao de excelencia pra populacao negra”, so que o que ele apoia nao vale o suficiente pra voce.
MAS… Voce nao diz o que ele eh. Funciona assim: se isso nao vale, apresente o que vale, desqualificar pels desqualificacao nao vale.
Apresente SEU plano de “acesso aa educacao de excelencia para a populacao negra” porque VOCE entrou nesse assunto, e de outra maneira… eu fico com ele e seu comentario nao vale os electrons que ocupa na minha tela.
leonidas
28 de março de 2014 1:41 amO Ivan como grande pelego que
O Ivan como grande pelego que é , só podia vir aqui para jorrar idiotices em um assunto tao serio
pelego é um caso serio mesmo…rs
winchester
27 de março de 2014 10:13 pmé polêmico sem dúvida.
é polêmico sem dúvida… de fato é resolver uma distorção com outra distorção.
Só que também as cotas selecionam os melhores dos negros que aplicam as vagas.
Não dá pra dizer que são inaptos completamente, são piores que os brancos sem dúvida. Mas não acredito que não possam assumir as posições por isso.
J.Roberto Militão
28 de março de 2014 12:41 ampaternalismo e racismo…
Meu caro o racismo é uma doença que afeta a todos nós. E você também é vitima dela.
Por isso em vez de ensinar diferenças raciais o único papel do estado moderno é afirmar a igualdade humana. O grande NELSON MANDELA, afirmou já Presidente da África do Sul, visando ensinar o papel pedagógico do estado e a compreensão do racismo: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele. Eles forama ensinados a odiar (pelo estado). Se aprenderam (são humanos). E como são humanos nós podemos lhes ensinar a amar.”
O teu artigo é de um paternalismo pedante. E mais, trás inegáveis evidência de um racismo atávico. Você chega a comparar os pretos e pardos com os portadores de deficiência física. Isso, perdoe-me, com a tua boa intenção, mas isso é racismo puro… Veja o que você afirma: ” Negros, surdos, índios, deficientes físicos jamais vão competir em pé de igualdade com alunos brancos que tiveram ensino integral, com aula de inglês, informática, uma família com condições de pagar reforço, comprar livros, video-games, computadores… A prova de vestibular, foi “feita” pra eles. “
O que nós afro-brasileiros esperamos é que o estado atue para nos assegurar a igualdade de tratamento e de oportunidades. E a segregação de direitos raciais não faz isso. Impõe de forma compulsória uma diferença de tratamento baseado em direitos ´raciais´.
As cotas raciais tem o mesmo papel que as alforrias no século 17: retirar 1% ou 2% da senzala e manter o cruel sistema da escravidão. Agora as cotas raciais beneficiarão 1% dos 100 mihões de afro-brasileiros e se destina a manter o sistema racista. E pior ainda: irá aprofunda-lo na consciência difusa da cidadania. Estará ensinando o ódio.
Com políticas públicas de segregação de direitos raciais, se aprofundarão as crenças raciais, que é a causas das desigualdades, das discriminações e dos preconceitos. Não há na história nenhuma experiência exitosa de políticas estatais em bases raciais.
vera lucia venturini
27 de março de 2014 1:53 pmEu não entendo esse tipo de
Eu não entendo esse tipo de projeto. Todos os seres humanos tem a mesma capacidade intelectual.
Respeito e direito a cidadania é que os negros precisam, não de concessões. De que adianta emprego público se os negros vão continuar a ser abordados, agredidos e mortos pela polícia sem qualquer prova. É só ver as estatísticas.
Deveriam aprovar uma lei que criminalize em dobro a agressão de agentes do estado contra o negro. Quem sabe desta forma se impediria mortes absurdas como a da mulher negra Claudia ocorrida na semana passada. A comunidade negra,especialmente na periferia, precisa de projetos de inclusão social e reforço educacional. Não precisam de esmolas como cotas de concurso.
E a sociedade brasileira precisa enfrentar o racismo latente em todas as classes sociais. A Rede Globo, por exemplo, soube se aproveitar da comunidade gay para se promover nas novelas. E a discussão sobre a causa dos negros porque não aparece nas novelas?
Gilson AS
27 de março de 2014 3:24 pmEu como negro apóio, por um
Eu como negro apóio, por um espaço de tempo determinado.
A minha 3ª ascendência para trás, deu um duro danado neste país, com direito a tronco, chicotadas, tapas na caras, ofensas diversas. As minhas irmãs foram estrupadas pelos sinhorzinho e seus parentes.
Trabalhavámos mais de 12 horas por dias, sem nenhum direito. E o que ganhamos com isso ? Mais porrada.
O estado brasileiro nos deve.
É claro que alguns brancos descesdentes daqueles que nos escravizaram, são contra a qualquer benefício que o estado brasieliro nos proporcione como uma forma de compensação. Basta ler os post relativos ao assunto.
E mais, tem uns negros bobôes que conseguiram se destacar que também são contra. É uma forma deles tentarem se parecer com os brancos. Ledo engano, não são.
Acho muito engraçado quando vejo branco tentando teorizar sobre os nossos desejos, necessidades, vontades, o que nós merecemos ou não.
Branco, vem ser negro para você sentir o que é carregar a marca da escravidão na pele.
Só quem sabe das nossas necessidades somo nós.
PS – Deixo claro que não tenho nenhuma raiva, rancor, ódio de ser negro ou de brancos, muito pelo contrário
Me considero um felizardo. Para os padrões brasileiro sou de classe média, mas nem por isso deixei de sofrer preconceito ao longo da minha vida, claro de uma forma velada. Qual o branco que teria coragem de chamar um negão de 1,90m de altura, com 100Kg de macaco ? Coitado!!! ele vai levar muita porrada, eh,eh,eh
leonidas
27 de março de 2014 8:27 pmEu e ninguem da sociedade
Eu e ninguem da sociedade brasileira lhe deve nada cara
Se quiser sair cobrando ressarcimento vai lá na Africa cobrar dos chefes tribais que vendiam seus prisioneiros para o trafico
cada bobagem …
J.Roberto Militão
28 de março de 2014 12:26 amExiste uma dívida de estado…
Leônidas,
Na verdade pela história econômica em que 3/5 do desenvolvimento do Brasil se fez com a apropriação dos frutos da mão-de-obra escrava, de pessoas sequestradas e aqui introduzidas para sustentar o sistema de exploração mercantilista, fundamental para o ocupação territorial, a consolidação demográfica e as bases do desenvolvimento do país, evidente que há uma dívida história a ser reparada.
A escravidão africana foi o maior crime de lesa-humanidade da história e reconhecida e condenada em todos os fóruns. Por outro lado o racismo, criado no século 18 para se antepor aos ideais da igualdade humana pregada pelo iluminismo produziu a iniquidade da crença racial, e ainda é causa de exclusões e discriminações injustas.
Mais ainda, temos que reconhecer a persistência das discriminações e do racismo no cotidiano de nossos dias. Nâo dá para dizer que não ocorre.
Por isso o combate ao racismo é fundamental. Assim como é fundamental a pedagogia estatal da igualdade de tratamento e de oportunidades. E isso exige a intervenção do estado. Porém essa intervenção deve ser para assegurar igualdade de oportunidades e não para criar privilégios sob a falácia de direitos raciais.
Portanto o que devemos e precisamos combater é essa forma espúria de ´reparação´ em que o estado devedor, ao adotar a segregação de direitos raciais, sem investir nenhum esforço orçamentário, faz o engodo manipulando a escassez: retira oportunidades e vagas de pobres brancos para as entregar aos pobres pretos e pardos.
O que precisamos combater é essa manipulação com o uso dos ideais do racismo que é fazer a classificação dos humanos em raças diferentes e com direitos distintos. E esse é o nosso grande desafio. O estado não tem o direito de ensinar a pedagogia do ódio racial. Da separação. Da distinção das pessoas pela cor da pele.
Esse é o nosso desafio. Não podemos desculpar a escravidão. Foi um crime de lesa-humanidade. E os beneficiários do crime têm o dever de reparação histórica. Como fazer é o nosso desafio.
abraço.
leonidas
28 de março de 2014 1:39 amok ok eu peguei pesado
ok ok eu peguei pesado d+…rs
J.Roberto Militão
28 de março de 2014 12:12 am´Negros´ bobões…
GILSON, meu prezado.
Como sou publicamente um dos ´contras´ a segregação de direitos raciais, tenho o dever de vos responder.
Você deixa claro “que não tem nenhuma raiva, rancor ou ódio de brancos..”. E afirma que o ´estado´ brasileiro nos deve a reparação histórica, no que tem plena razão. Concordamos. Discordamos na forma de reparação.
Veja: com politicas de segregação de direitos raciais, o estado brasileiro não investe nenhum real orçamentário para pagar essa dívida histórica que cobramos. Pelo contrário, passou a retirar vagas de brancos mais pobres para entregar aos pretos/pardos igualmente pobres.
Meu caro, além do pior tipo de política pública, trata-se de um engodo, um passa-moleque sem a lógica social (que você gostaria): a proposta é pagar/reparar uma dívida histórica em que os beneficiários foram os mais ricos e que hoje são privilegiados. Porém, sem nenhum investimento público não é o estado que pagará a conta.
Raciocine meu caro. Na tua família, como em todas de pobres e remediados, há sempre muita mistura de cores. Os pobres brancos de tua família é que pagarão essa conta. Isso tem alguma justiça social?
Não será os mais ricos que pagarão a conta. Esses, os filhos dos mais ricos, por usufruirem das melhores escolas de elites, tempo integral para estudarem ingressam nas melhores universidades pois são sempre os primeiros colocados nos vestibulares. E ingressarão também nos concursos públicos. Eles são sempre os primeiros colocados. Os que perdem as vagas, são os piores classificados, são os teus primos, vizinho e amigos ´brancos´, da mesma classe social pois serão sempre os últimos colocados nos concursos públicos e nessa condição perdem as vagas em razão da segregação de direitos para os afro-brasileiros.
Em nenhum país civilizado não é assim que se faz ações afirmativas que de fato combatam ao racismo.
As boas AA pressupõe uma disposição efetiva de ´reparação´ dos efeitos das discriminações. Ou seja, o estado e a sociedade passa a investir recursos públicos a fim de retirar os discriminados da desigualdade histórica. Por ex. o Bolsa Família, em que 80% dos beneficiários são pretos e pardos é um dos maiores programas de Ações Afirmativas da história humana. De todos os tempos. E ninguém acusa de ser políticas públicas de segregação de direitos. Pois trata-se do estado investindo recursos públicos em subsídios para retirar 40 milhões da miséria absoluta e lhes entregar condições mínimas de dignidade humana. O mesmo raciocínio para o programa ´MInha Casa/Minha Vida´, na faixa 1, subsidiada. São sempre uma maioria de pretos e pardos os beneficiários que recebem sua primeira habitação que vai lhes conferir a dignidade usurpada pela moradia precária.
Existem outras formas de ações afirmativas: bolsas de estudos para estudantes pobres que tenham o talendo e querem continuar estudando. Com a bolsa o estudante receberá a educação e o conhecimento para disputar as vagas em igualdades de condições.
Veja, prezado Gilson. Tanto no bolsa família quanto nas bolsas de estudos, a dignidade humana do beneficiário não será violada. O benefício não se dá em razão de uma ´raça´ que o racismo diz ser inferior. O benefício é entregue em razão das condições históricas de desigualdade social.
Outra observação é que nenhum país, nem os EUA desde 1964, está produzindo direitos em bases raciais. A razão disso é que desde o fim da 2a guerra mundial, com a criação da ONU se estabeleceu um pacto civilizatório vedando a qualquer estado a diferenciação de sua população em razão da falácia de ´raças´. Foi essa pacto da ONU que nos serviu para exigir sanções internacionais contra o regime do ´Aphartheid´ na África do Sul até a destruição do regime.
Meu caro, a única pesquisa específica já realizada no Brasil, em 2008, patrocinada pelo CIDAN e realizada pelo IBPS no Rio de Janeiro, nos informava que 61% dos pretos e 64% dos pardos se manifestaram contrários às políticas de cotas raciais naquele estado, onde as leis de cotas raciais já vigiam desde 2001 adotadas pelo governo populista do Sr. Garotinho. São portanto, 2/3 de 100 milhões os ´negros´ bobões. Traduzindo em número, algo em torno de 66 milhões de ´negros´ bobões.
Todos os milhões de afro-brasileiros ´bobões´ compartilham o sonho do Doutor MARTIN LUTHER KING, o sonho de que nossos filhos e netos sejam vistos e respeitados pelo seu caráter e demais qualidades, jamais pela cor da sua pele.
Por fim, as cotas raciais equivalem ao instituto da alforria largamente utilizado no Brasil na época da escravidão. Ambos não se destinam a destruir o sistema. Destinam-se a conviver e manter o sistema. Escolhem-se 1% ou 2% de beneficiários e os demais 99/98% continuam vítimas. Antigamente mantidos nas senzalas da escravidão. Hoje, excluidos pela prática do racismo. Que com leis de segregação racial aumentará como aumentou nos EUA das leis de segregação, na África de Tutsis e Hutus, na Alemanha nazista, na Índia das castas ou na África do Sul da apartação, em qualquer sociedade que fez segregação de direitos em bases raciais os ódios raciais e étnicos aumentaram.
Não há nem exemplo de políticas públicas em bases raciais que tenha sido exitosa. Se hoje você não tem razões para ter ódios, raiva ou rancor, certamente, infelizmente teus filhos e netos terão. Pois a prática do racismo pelo estado é a pedagogia estatal do ódio racial.
O nosso maior intelectual do século 20, pouco antes de falecer, nos deixava a indignação. O saudoso professor MILTON SANTOS que faleceu em 2001, ainda no início desse processo de racialização de políticas públicas nos advertia: “Eu tenho um grande medo de que aqui se reproduza essa… essa história americana do crescimento separado (por raças)… Me dá a impressão que muitas coisas mostram que estamos indo nessa direção… E isso me assusta muito!!!”, antevia o nosso maior intelectual do século passado. A entrevista em vídeo, sua última entrevista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=xp9_fPuYHXc
Motta Araujo
27 de março de 2014 4:23 pmÉ a negação de um Pais uno, é
É a negação de um Pais uno, é o esfacelamento do Brasil em arquipelagos raciais, um Pais se forma pela mixagem, integração de raças, Brasil e EUA são os dois paises caldeirão de raças, não é possivel segregar raças como se fossem compartimentos estanques e a partir dai construir demandas para cada raça como se elas nunca se misturassem, essa
POLITICA DESINTEGRADORA vai fazer do Brasil uma Bosnia de odios raciais, é tudo o que o Brasil nunca foi.
Agarwaen
27 de março de 2014 4:47 pmAções parecidas já existem em
Ações parecidas já existem em outras nações latinoamericantas. Até mais fortes, como exigir que uma % dos funcionários de orgãos públicos sejam de minorias.
André LB
27 de março de 2014 4:52 pmSou totalmente contra.
É
Sou totalmente contra.
É inegável a dívida social no Brasil, mas essa é uma forma injusta de reparar uma injustiça – diferentemente das cotas sociais, por exemplo. O racismo e a discriminação se travestem de duas formas: desprezo à pessoa do negro e sabotagem de possíveis vias de ascensão social.
A primeira só pode ser resolvida por outros meios (punições DE FATO aplicadas aos ofensores, etc), como demonstram as ofensas sofridas por riquíssimos jogadores de futebol afrodescendentes. A segunda está ligada à remuneração, à constituição de patrimônio ou ao menos a uma vida mais confortável, e a seu bloqueio.
Pois bem, aí entram medidas compensatórias. Oras, de início é possível dizer que educação é direito de todos; assim sendo, se o Estado não a provê a seus cidadãos, faz sentido a existência de cotas em universidades, por exemplo, o que nivelaria o jogo, ao menos em teoria.
E cotas em concursos públicos? Isso é uma subversão do próprio conceito de concurso público, cuja ideia é recrutar os mais capazes. Pode-se passar uma semana debatendo se existe ou não meritocracia pura, mas o fato de ocorrerem distorções é tão somente sinal de que o sistema deve ser aperfeiçoado, não abandonado. É o mesmo que dizer que a democracia deve ser abandonada pela impossibilidade de igualdade absoluta entre os candidatos a cargos eletivos. Ademais, se há direito social à Educação, é no mínimo absurdo se falar em direito social ao emprego público (!).
Voltando às medidas compensatórias. É dito – com razão – que ao negro, em geral, pesa o duplo fardo da pobreza e da discriminação. No entanto, volto a dizer (e acredito) que a discriminação é questão CULTURAL, a ser enfrentada de acordo – a meu ver ajudaria, por exemplo, se a mulher negra não mais fosse retratada como bem supérfluo de curta duração. Quanto à pobreza, pode atingir qualquer etnia: daí a razão de se justificarem medidas compensatórias de caráter SOCIAL, não racial. Claro, é sabido que os negros são maioria entre os pobres – oras, da mesma maneira seriam (e são) a maioria dos beneficiados por tais medidas.
Entender o contrário equivale a dizer que os filhos do Tinga e os filhos de uma faxineira negra enfrentam e enfrentarão as mesmíssimas agruras. Ademais, se estes ou aqueles quiserem passar em concursos públicos, terão (os primeiros) acesso certo a excelentes escolas, ou (os segundos) a oportunidade de entrarem em estabelecimentos públicos de ensino de qualidade, que os prepararão para seu objetivo.
leonidas
27 de março de 2014 6:32 pmMais um infame capitulo na
Mais um infame capitulo na criminosa demagogia racialista
Racialismo ao contrario do que os ingenuos possam crêr nao tem como função lutar contra o racismo pois ele defendem e legitima a instituição ” RAÇA “
Racialismo defende que negros possam ter e ser o que quiserem desde que se mantenham em guetos
Como ocorre nos EUA onde as familias via de regra sao ” Tematicas “
Antes de qualquer coisa voce é um negro, ou seja uma naçao dentro de outra…
evandro condé de lima
27 de março de 2014 6:58 pmPor acaso fal-se como definir
Por acaso fal-se como definir quem ou o que é um negro. Se for na base da declaração pessoal aí é que vira piada. Aliás, já é.
AfonsoP
27 de março de 2014 8:09 pmCotas Raciais
Sou totalmente contra cotas raciais para negros ou brancos ou amerlos em concursos públicos. Estão, demagogicamente, querendo combater uma exclusão histórica realmente sofrida pelos afro-descendentes, com uma outra injustiça, que só faz aumentar o viés racista de nossa sociedade. A quase totalidade dos concursos públicos é feita de maneira impessoal, as instituições avaliadoras aplicam provas onde o critério de sucesso é a nota que você alcança, mais nada, ninguém vê cor de ninguém, a pessoa faz sua prova, copia o gabarito, vai embora, confere o resultado e aguarda a classificação, um processo totalmente impessoal. Fui a favor das cotas nas universidades por achar que a educação é uma alavanca básica para negros e qualquer outra minoria mudarem o quadro social de exclusão, e devido à grande oferta de vagas e financiamentos estudantis pelo governo, que não traira maiores injustiças na aplicação dessa medida. Em concurso público , no entanto, sou contra, a administração pública é uma área carente de competência e comprometimento público, estabelecer essse privilégio de cotas é desmerecer os negros e branco pobres que estudam de longo prazo com afinco, quem conhece a realidade dos concurseiros sabe disso. Mais um grupo social (concurseiros pobres, da velha ou nova classe média, das classes c, d e f g h…) que vai se voltar desnecessariamente contra o governo do PT, que errou feio e demagogicamente em fazer essa proposta legislativa. Tá faltando é coragem e criatividade pra combater a discriminação na esfera privada, nessa sim, a pessoalidade reina, e as minorias são realmente prejudicadas nas diversas seleções e oportunidades de trabalho, na falta delas a demogogia impera.
leonidas
28 de março de 2014 1:34 amvoce foi só mais um inocente
voce foi só mais um inocente util que deu força para esses caras impor a agenda racialistas deles…rs
achou mesmo qeu a questao fosse só acessar universidade?
rs
para com isso
se fosse esse o problema o quesito social ja teria sido mais do que suficiente, a questao era , é e sempre sera AFIRMAÇAO RACIAL
uma lastima ver que pessoas ingenuas tenham apoiado essa demencia achando que era só questao de colocar negros em falcudades, falta de aviso nao da para dizer que foi né?
pessoas como o militao ficaram roucas e com os dedos rigidos de tanto postar a realidade que tava na cara , mas que como sempre os radicais do MN apoiado pelos inocentes uteis trataram de ocultar…
Caetano.
27 de março de 2014 9:16 pmAtendimento à população
A população brasileira, que é quem paga a conta e que será atendida pelo servidor público, quer funcionários plenamente aptos, em resumo, os melhores! Que se financie o estudo dos brasileiros pobres, de qualquer cor, e que passem os mais capazes nos concursos públicos!