5 de junho de 2026

Ativistas do Vozes do Silêncio retomam movimento pela reinterpretação da Lei da Anistia

Manifestantes retomam a campanha #ReinterpretaJáSTF, para que a Justiça seja feita às vítimas da ditadura militar ainda em vida
Crédito: Divulgação

Ativistas de diversos movimentos sociais retomaram a campanha #ReinterpretaJáSTF, para que o Supremo Tribunal Federal volte a analisar o pedido de revisão da Lei da Anistia (Lei 6.683), aprovada em 1979, ainda sob a ditadura, para proteger militares de ações penais. 

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“É urgente que o judiciário brasileiro julgue os torturadores e assassinos da ditadura militar. O autoritarismo e a brutalidade continuam na atuação dos operadores do sistema de justiça nacional”, pedem os ativistas.

O movimento lembra que o Brasil foi condenado duas vezes na  Corte Interamericana de Direitos Humanos por não julgar os torturadores da ditadura, tendo em vista a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em 2010, considerou a anistia compatível com a Constituição Brasileira.

“As Forças Armadas, que deveriam defender todos as pessoas brasileiras e a soberania nacional contra ameaças externas, até hoje não pediram desculpas pelos crimes contra a humanidade e pela ruptura da institucionalidade democrática que patrocinou, e continuam homenageando torturadores e cultivando um pensamento autoritário e golpista contra seu próprio país e sua gente”, lembram os manifestantes.

O grupo ressalta ainda que torturadores e suas vítimas estão envelhecendo e morrendo, sem que seja feita a Justiça. 

O manifesto é assinado pelo Instituto Vladimir Herzog; Núcleo de Preservação da Memória Política; Comitê Memória, Verdade e Justiça para a Democracia (CMVJD-PE); Coletivo RJ Memória Verdade Justiça e Reparação (CMVJR-RJ); Filhos e Netos por Memória Verdade e Justiça (FNMVJ-RJ); KEtnicoEduc – Consultoria Educacional para as Relações Étnico-Raciais; Núcleo Maximiliano Kolbe de Direitos Humanos – NMK; Movimento de Mulheres Judias Me Dê Sua Mão; e Observatório Judaico dos Direitos Humanos Henry Sobel. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. José Roberto tomazin

    27 de março de 2025 9:59 pm

    E necessário reparar as vitimas da ditadura militar ,violentadas em vários aspectos:danos irreparaveisde cerceamento a vida morei em Cubatão area de segurança nacional e pude sofrer na pele este regime político

  2. Anônimo

    28 de março de 2025 9:06 am

    E por falar em anistia o rato, através de sua rataria tenta mais um artifício para fugir da prisão e ganhar tempo para continuar promovendo distúrbios. O escroque tenta agora reviver a PEC do foro privilegiado.

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