10 de junho de 2026

Maria Augusta Thomaz, presente!

Participou de ações contra a ditadura desde 1968, sendo assassinada aos 25 anos, e suas ossadas, enterradas secretamente numa fazenda em Goiás

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Clínica de Direitos Humanos PUC-SP “Maria Augusta Thomaz”

QUEM FOI MARIA AUGUSTA THOMAZ?

Maria Augusta Thomaz, que dá o nome à Clinica de Direitos Humanos PUC-SP foi estudante de Filosofia da PUC-SP, militante pela democracia, direitos humanos, mulher , perseguida política, desaparecida e vítima da ditadura militar brasileira. Seu corpo jamais foi encontrado.

Nascida em 14/11/1947 no interior de São Paulo, na cidade de Leme e desaparecida 17/5/1973 em Rio Verde/GO, na Fazenda Rio Doce, Maria Augusta deve ter sua vida e militância comemorada e homenageada.

É dito que participou de ações contra a ditadura desde 1968, sendo assassinada aos 25 anos, e suas ossadas, enterradas secretamente numa fazenda em Goiás, roubadas, juntamente com os restos mortais de Marcio Beck Machado, seu companheiro e também integrante da ALN.

Renato Dias, publica, em 2012, livro intitulado ‘’As 4 mortes de Maria Agusta Thomaz” onde relata a vida e a luta desta forte mulher. Já em fevereiro de 2014, peritos escalados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluíram a primeira parte das escavações para elucidar os assassinatos de Márcio Beck Machado e Maria Augusta Thomaz, até então não foram encontrados vestígios novos.

Fazemos homenagem a esta mulher buscando honrar a sua luta por direitos e buscar hoje o que ela já buscava todos aqueles anos atrás.

Buscamos também honrar e homenagear a brilhante trajetória da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em sua constante e histórica luta pelos Direitos Humanos, atrelada a sua qualidade acadêmica. A Universidade, desde o final da década de 60, colocou-se na linha de frente do combate à ditadura militar como defensora da liberdade, dos direitos e da democracia. Com a decretação do Ato Institucional nº 5 e a aposentadoria compulsória de diversos professores de universidades públicas, pelo regime militar, a PUC-SP passou a abrigar alguns destes intelectuais perseguidos pela ditadura, sendo possível citar nomes como Florestan Fernandes, Octavio Ianni e Maurício Tragtenberg, Paulo Freire, José Arthur Gianotti e Bento Prado Jr. e Paul Singer.

Em decorrência de seu posicionamento a PUC-SP, seus alunos e professores, foi torturada, sendo em 1977 invadida por tropas da PM e tendo seu Teatro, o icônico Tuca, incendiado em 1984.

Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça!

MARIA AGUSTA THOMAZ.

PRESENTE! 

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    1 de abril de 2025 5:12 pm

    Os Abacates covardes assassinaram uma Esperança Idealista.
    Esses Ratos podem assassinar duas ou três Rosas mas não conseguirão deter a Primavera
    Primavera nos dentes, linda música de Secos e Molhados para essa heroina

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