A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, demonstrou preocupação com uma possível escalada da guerra comercial iniciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que aumentou a tarifa sobre produtos importados e, consequentemente, está recebendo o mesmo tratamento por parte de diversos países.
A China, por exemplo, informou que também vai impor tarifa de 34% sobre os produtos de origem norte-americana.
“Ainda estamos avaliando as implicações macroeconômicas das medidas tarifárias anunciadas, mas elas claramente representam um risco significativo para as perspectivas globais em um momento de crescimento lento”, disse Georgieva em nota.
A presidente do FMI recomenda que os Estados Unidos e parceiros comerciais evitem novas tarifas. Em meados de abril, será lançado o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, que trará análises sobre os impactos das tarifas na economia global.
Ao Brasil, os EUA determinaram a tarifa de 10% para produtos importados, em vigor a partir do próximo sábado (5). Porém, apesar do avanço da Lei da Reciprocidade no Congresso, o país não deve aumentar imediatamente as tarifas.
Em entrevistas concedidas nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicaram aposta em negociações em vez de aumentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
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