Um bombardeio israelense realizado nesta sexta-feira (4) matou Hassan Farhat, comandante da seção oeste do grupo palestino Hamas no Líbano, além de seu filho e sua filha, em Sidon, a maior cidade do sul do país.
Segundo um jornalista da AFP, o ataque que atingiu um apartamento residencial no quarto andar de um prédio, deixando o local em chamas e provocando danos em imóveis, lojas e veículos na região, além de aterrorizar toda uma região, o bombardeio reacendeu a tensão entre Israel e grupos aliados ao Hamas, no território libanês.
O exército israelense afirmou que suas forças realizaram “um ataque direcionado na região de Sidon, eliminando o terrorista Hassan Farhat, comandante da seção oeste do Hamas no Líbano”.
Segundo comunicado militar, Farhat “orquestrou numerosos ataques terroristas contra civis e soldados israelenses” desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza, há quase 18 meses.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, três pessoas morreram no bombardeio.
O gabinete do primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou que o ataque foi “uma agressão flagrante contra a soberania libanesa” e uma “clara violação” do acordo de cessar-fogo que vigora desde 27 de novembro, e que foi apoiado pelos Estados Unidos para encerrar a guerra do ano passado entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
Apesar da trégua, o cessar-fogo tem sido um elo frágil nas últimas semanas, com dois ataques israelenses em subúrbios ao sul de Beirute, áreas controladas pelo Hezbollah, e o lançamento de foguetes em duas ocasiões do Líbano em direção a Israel. O Hezbollah, porém, negou qualquer envolvimento nesses disparos.
Sidon, distante da fronteira com Israel, abriga o maior campo de refugiados palestinos do Líbano. A escolha da cidade como alvo levanta preocupações sobre uma escalada do conflito, atingindo civis e ameaçando a estabilidade da região.
*Com informações do portal CNN Brasil.
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