10 de junho de 2026

Novo líder político do Hamas deve ser alguém fora de Gaza

Grupo palestino deve considerar interesses do Irã e do Catar em sua escolha; irmão de Yahya Sinwar (foto) deve assumir outro cargo
Yahya Sinwar, líder político do Hamas morto nesta quarta-feira. Foto: Islamic Republic News Agency

O grupo palestino Hamas deve substituir Yahya Sinwar por um nome político baseado fora de Gaza, levando em consideração não apenas os interesses do Irã, como também os interesses do Golfo do Catar.

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Especialistas ouvidos pelo site Al Arabiya ressaltam que o irmão de Sinwar, Mohammad Sinwar, deve assumir um papel maior na direção da guerra contra Israel no território.

O Hamas possui um histórico de trocar seus líderes caídos de forma rápida, uma função que fica a cargo de seu principal órgão decisório, o Conselho Shura – que representa todos os membros do Hamas na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, nas prisões israelenses e na diáspora palestina.

Desta forma, o próximo líder do grupo palestino terá autoridade para entrar em negociações de cessar-fogo, mesmo que não esteja em Gaza.

Um dos mentores do ataque de 07 de outubro, Yahya Sinwar foi morto por forças israelenses nesta quarta-feira, menos de três meses após a morte de seu principal líder, Ismail Haniyeh, ocorrida no Irã em julho.

Mais de um ano de ataques israelenses contra o Hamas, matando combatentes e figuras importantes dentro e fora de Gaza, não se sabe ao certo quais os próximos passos do grupo palestino após a morte de Sinwar.

Nesta sexta-feira, o vice de Sinwar, Khalil al-Hayya (considerado um possível sucessor) divulgou uma nota afirmando que os reféns israelenses não seriam devolvidos até que as tropas israelenses se retirassem de Gaza e a guerra terminasse.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Anônimo

    4 de abril de 2025 9:53 pm

    Hoje após o genocidio perpetrado pelos israelenses com o apoio dos Estados ungidos e a indiferença da maioria dos governantes do mundo é forçoso reconhecer que terroristas nessa guerra é Israel e não hamas que está lutando pela sua sobrevivência e a do povo palestino

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