“Eleições 26 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia. É escancarar a ditadura no Brasil. Se o voto é a alma da democracia, a contagem pública do mesmo se faz necessária”, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, em novo “ato pela anistia” dos condenados por participação dos atos golpistas de 8 de janeiro.
A manifestação deste domingo foi realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. Ainda não há estatísticas sobre o número de participantes.
Há três semanas, o ex-presidente sob investigação por organização criminosa e tentativa de golpe de Estado reuniu 18,3 mil pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro.
O evento deste domingo contou com a presença de sete governadores: Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem ainda Romeu Zema (governador de MG pelo partido Novo); Jorginho Mello (PL, Santa Catarina); Ronaldo Caiado (União Brasil, Goiás); Wilson Lima (União Brasil, Amazonas), Ratinho Júnior (PSD, Paraná) e Mauro Mendes (União Brasil, Mato Grosso).
E além de aliados, o evento foi marcado por mais uma série de inverdades e provocações ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga o golpe de Estado.
Para ganhar a adesão de sua causa, Bolsonaro tentou reforçar o discurso de vítima, de que está sofrendo perseguição política e de que o verdadeiro golpe foi dado em 2022, quando autoridades teriam dito que “missão dada é missão cumprida” para derrotá-lo nas eleições.
Ele ainda ressaltou os “grandes feitos” do seu governo, tendo em vista que, entre 2019 e 2022, o Brasil estaria voando.
Bolsonaro disse ainda que “não querem prendê-lo” e sim matá-lo, pois ele é um empecilho que poderia tornar o país melhor, desde que tivesse 50% do Congresso.
O ex-presidente voltou ainda a explorar o caso de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira presa por pichar a estátua A Justiça com um batom. A mãe e irmã de Débora, que soma dois votos para ser condenada a 14 anos de prisão, participaram do ato, mas não discursaram.
O ato contou ainda com a presença e o discurso do pastor Silas Malafaia, um dos principais cabos eleitorais e defensores de Bolsonaro.
Já os manifestantes, além de bandeiras dos Estados Unidos e Israel, levaram também grandes réplicas de batons, símbolo da pressão para livrar os condenados pelo 8 de janeiro.
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Carlos
6 de abril de 2025 11:32 pmO direito de espernear.
Todo criminoso tem.
Público em sua maioria ligado a seitas evangélicas.
Políticos presentes são cúmplices no crime de tentativa de obstrução de justiça.
E a personagem do batom merece a mesma pena dos demais idiotas, pois largou filhos pequenos para integrar a mesma cabeçada da intentona terrorista de 8/1.
+almeida
7 de abril de 2025 1:06 amAvalio que a foto destacou bem, para a população, quem são alguns dos principais lideres do desespero e do choro planejado. Ficou a impressão que indiretamente, a anistia que alguns defendiam era sobre as suas incompetências governamentais, Daí, talvez tenham parido a ideia oportunista de tentarem jogar fumaça no ar e, assim, camuflar o constrangimento dos seus fracassos e das suas incompetências.
jsfilho
7 de abril de 2025 8:36 amEntre os 7 governadores presentes estão os que almejam a cadeira presidencial. Sabem que o Bozo é carta fora do baralho e querem herdar o espólio.
Os mais prudentes não foram: Eduardo Leite e Cláudio Castro. Mas todos estarão na mesma coalizão ano que vem.
Rui Ribeiro
7 de abril de 2025 9:00 amSe esses manifestantes estivessem em Jerusalém ao tempo da Paixão de Jesus Cristo, eles certamente teriam exigido de Pilatos que libertasse Barrabás e crucificasse Jesus Cristo.
Mas dizem que a voz do povo é a voz de Deus