27 de junho de 2026

Tarifaço de Trump reduz as projeções de crescimento do Brasil e do mundo, aponta FMI

PIB brasileiro deve avançar 2% este ano, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global; Fazenda estima crescimento de 2,3% até o fim do ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta terça-feira (22), o relatório Perspectiva Econômica Global, em que reduz em 0,2% a projeção de crescimento do Brasil para 2025 e 2026. 

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Reduzida para 2%, em comparação à estimativa de janeiro, a projeção é inferior às estimativas do Ministério da Fazenda, que espera 2,3% de crescimento do país este ano e 2,5% no próximo ano.

Já o Banco Central é mais conservador e estima que o Produto Interno do Brasil (PIB) este ano não chegará aos 2% (1,9%). 

As projeções estão baseadas na produção agrícola, que apesar da sustentação da economia no início do ano, deve desacelerar gradualmente, influenciada pela alta da inflação e pela alta do juros, que compromete o acesso ao crédito. 

Influencia a estimativa de crescimento do país ainda a política tarifária do presidente norte-americano Donald Trump, que impôs ao Brasil a tarifa padrão de 10% de imposto sobre produtos importados. 

Desta forma, a inflação também não deve chegar à meta de 3% em 12 meses até o final do governo Lula. Para a organização internacional,a nflação deve ter taxa média anual de 5,3% em 2025 e 4,3% em 2026. 

A política externa de Trump deve, ainda, afetar toda a América Latina e Caribe, cuja projeção de crescimento também foi reduzida para 2%, especialmente devido às imposições do presidente norte-americano ao México. 

No cenário global, o crescimento deve ser menor. Em vez de 3,3% a nova estimativa da organização é de 2,8%

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    22 de abril de 2025 4:35 pm

    Galipolo prepara os espíritos dos brasileiros pobres para enfrentarem o forno crematório jurássico:

    “Economia do Brasil mostra crescimento excepcional e inflação segue alta, diz Galípolo”.

    A inflação segue alta e a taxa de juros também. Isso demonstra que inflação e taxa de juros não são grandezas inversamente proporcionais

  2. Rui Ribeiro

    22 de abril de 2025 9:55 pm

    O preço que o brasileiro paga para manter a inflação gravitando na meta é a eterna escassez da oferta e uma dívida pública muito alta. Da minha parte, eu preferiria a inflação furando o teto, desde que a oferta se elevasse suficientemente em relação à demanda, e uma dívida pública mais suportável. Mas os donos do BC não tem a minha opinião

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