4 de junho de 2026

‘Marcha da Família’ alternativa, no Ibirapuera, reúne 7 a favor da ditadura

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‘Marcha da Família’ alternativa, no Ibirapuera, reúne 7 a favor da ditadura

Grupo se reuniu na tarde deste sábado (22) na Zona Sul de São Paulo.
Eles protestam contra atual panorama político e pedem intervenção militar.

Tatiana Santiago Do G1 São Paulo

 
O grupo de 7 pessoas acompanhou a Marcha da Família perto do Obelisco neste sábado (22) (Foto: Tatiana Santiago/G1)O grupo de 7 pessoas acompanhou a Marcha da Família perto do Obelisco neste sábado (22) (Foto: Tatiana Santiago/G1)
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Sete pessoas atenderam convite feito nas redes sociais para se reunir na tarde deste sábado (22), no Obelisco do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, e levar uma carta ao aos militares pedindo a volta da ditadura. Eles foram recebidos na sede do Comando do 2º Região Militar.

O evento foi convocado como uma versão complementar da “Marcha da Família” convocada para o Centro da cidade. Na sexta-feira, 410 pessoas tinham confirmados presença através do Facebook. No total, 6,7 mil tinham sido convidados.

Piero Pagni, um dos organizadores do ato no Obelisco, disse que o motivo do protesto é contra o governo que está no poder atualmente, que contribui para a desconstrução da família e da sociedade.

“Ninguém mais tem moral, todo mundo faz o que bem entende, isso não é democracia, isso não liberdade, é libertinagem”, disse. Segundo o empresário, os manifestantes pedem uma intervenção militar imediata para que convocação de eleições em um prazo de 180 dias, no máximo, e que não seja permitida a participação de nenhum candidato ficha suja.

Marcha da Família, como foi em 1964 (Foto: Arte/G1)

“Nós não podemos, como cidadãos, permitir o desmantelamento e a delapidação do patrimônio público. A Petrobrás daqui a pouco não vale mais nada. Caixa Econômica também está em uma situação péssima, agora vão começar a investigar quanto dinheiro está saindo do BNDS debaixo do pano, financiando Porto em Cuba. Nós precisando reformar nossos portos no Brasil e o governo da Dilma fazendo Porto em Cuba, chega”, disse indignado.

Piero disse que há uma lista com mais de 50 itens para o Brasil voltar a ser como era há 30 anos. “O PT que está promovendo essa baderna toda”, defendeu ele, que acredita ainda que as regras devem ser mais duras para o restabelecimento da moral e ordem. “Ninguém mais tem autoridade, nem a polícia”, afirmou.

De acordo com o empresário, não houve ditadura, mas terroristas e subversivos. “A tortura houve porque foi um momento critico da esquerda se revoltar e fazer ataques terroristas e subversivos contra a sociedade. A nossa preocupação hoje é que a esquerda retome a mesma posição”.

Saiba como foi a Marcha da Família original, em 1964
A “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade” ocorreu em 19 de março de 1964 e reuniu cerca de 500 mil pessoas. O ato começou na Praça da República e terminou na Praça da Sé, percorrendo no caminho a Rua Barão de Itapetininga, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e Rua Direita. A marcha foi convocada como uma resposta ao comício que o presidente João Goulart fez na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março, quando defendeu suas reformas de base para um público de 200 mil pessoas. Os manifestantes eram contra o governo de João Goulart, pois temiam a implantação de um regime comunista no Brasil, e favoráveis ao golpe militar.

Ela  foi organizada pela União Cívica Feminina, um grupo de mulheres com ligação com empresários paulistas. Segundo a historiadora Heloísa Starling, da Comissão Nacional da Verdade, a Marcha  teve ainda apoio de setores da Igreja Católica e acabou se tornando o modelo para manifestações que começaram a ocorrer em diversas outras cidades. Para a historiadora, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi a “face mais espetaculosa dos golpistas” em 1964.   O ato e as manifestações em outras cidades que se seguiram fizeram parte de uma grande “frente social” que teve ainda participações de setores do comércio, imprensa e estudantes. “Era necessária essa mobilização popular para legitimar o golpe”, segundo Heloísa.

Quase duas semanas depois da Marcha, em 31 de março, o Exército mobiliza tropas e começa a tomada do poder. Em 11 de abril, o general Castello Branco é nomeado o primeiro presidente do período de ditadura, que durou 20 anos. O regime de exceção durou no país até o começo de 1985, quando o governo do general João Baptista de Oliveira Figueiredo foi sucedido por José Sarney (PMDB). À época, Sarney era vice de Tancredo Neves, eleito pelo Colégio Eleitoral após o movimento Diretas Já. Durante a ditadura, opositores do regime foram exilados, presos, torturados e assassinados.  Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade foi instalada pela presidente Dilma Rousseff  para apurar as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar. A comissão tem até 16 de dezembro de 2014 para concluir os trabalhos.

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Organizador do movimento entrega carta pedindo volta dos militares ao poder (Foto: Tatiana Santiago/G1)

Organizador do movimento entrega carta pedindo volta dos militares ao poder (Foto: Tatiana Santiago/G1)

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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8 Comentários
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  1. Gilson AS

    22 de março de 2014 11:54 pm

    Todos brancos.
    Cadê o povo ?

    Todos brancos.

    Cadê o povo ?

    1. Juan Ponce

      23 de março de 2014 10:49 pm

      Em fios de cabelos não dá nem um!

      Está provado. Ser de direita faz perder os cabelos.

       

  2. Ivan de Union

    23 de março de 2014 12:04 am

    Todos 7 divorciados?!?!?
    Nao

    Todos 7 divorciados?!?!?

    Nao tava mais facil ser ateu?!?!?!

  3. edson gomes

    23 de março de 2014 12:16 am

    marcha ridicula
    essas pessoas também o são.

  4. Silvio Torres

    23 de março de 2014 12:16 am

    Branquinhos e cheirosos,

    Branquinhos e cheirosos, sinto o perfume aqui em Minas. Uai, cadê a Sherazade prá conduzir a “massa”?

  5. jgomes

    23 de março de 2014 12:21 am

    Cabem numa kombi,

    Cabem numa kombi, confortavelmente…

  6. sergioo

    23 de março de 2014 7:43 am

    No momento que alguns

    No momento que alguns golpistas tentam tentam deixar as trevas, é preciso não descuidar da democracia que foi conseguida às duras penas.

  7. O P@cific@dor

    23 de março de 2014 2:15 pm

    Nem as famílias???

    Os caras não conseguiram  convercer nem as famílias deles. Nem o Rex  e nem o Totó foram. As esposas estavam no salão e os filhos no shopping, dando um rolé…

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