23 de junho de 2026

Estudo da Nasa diz que planeta está a beira do colapso

Sugerido por Rodolfo Machado

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Do O Globo

 
Setores como clima, energia e crescimento da população provocariam o fim da civilização, assim como ocorreu com o Império Romano

Impérios como Roma e Mesopotâmia entre tantos outros, espalharam-se por territórios imensos, criaram culturas sofisticadas e instituições complexas que influenciaram cada aspecto do cotidiano de seus habitantes — até, séculos depois, e por diversas razões, sucumbirem. A civilização ocidental segue o mesmo caminho e está a um salto do abismo, segundo um estudo divulgado ontem pela Nasa. As raízes do colapso são o crescimento da população e as mudanças climáticas.

O estudo foi baseado em um modelo desenvolvido por um matemático da Universidade de Maryland. Safa Motesharrei analisou ciências ambientais e sociais e concluiu que a modernidade não vai livrar o homem do caos. Segundo ele, “o processo de ascensão-e-colapso é, na verdade, um ciclo recorrente encontrado em toda a História”.

“A queda do Império Romano, e também (entre outros) dos impérios Han, Máuria e Gupta, assim como tantos impérios mesopotâmios, são testemunhos do fato de que civilizações baseadas em uma cultura avançada, sofisticada, complexa e criativa também podem ser frágeis e inconstantes”, escreveu em seu estudo, financiado pelo Goddard Space Flight Center, da Nasa.

Motesharrei lista os ingredientes para o fim do mundo. O colapso pode vir da falta de controle de aspectos básicos que regem uma civilização, como a população, o clima, o estado das culturas agrícolas e a disponibilidade de água e energia. O Observatório da Nasa já constatou diversas vezes a multiplicação de eventos climáticos extremos, como o frio intenso do último inverno na América do Norte e o calor que, nos últimos meses, afligiu a Austrália e a América do Sul. Seus estragos paralisam setores vitais para o funcionamento da sociedade.

A economia também desempenha um papel importante. Quanto maior for a diferença entre ricos e pobres, maiores as chances de um desastre. Segundo a pesquisa, a desigualdade entre as classes sociais pauta o fim de impérios há mais de cinco mil anos.

Com o desenvolvimento tecnológico, agricultura e indústria registraram um aumento de produtividade nos últimos 200 anos. Ao mesmo tempo, porém, contribuíram para que a demanda crescesse de um modo quase incessante. Hoje, se todos adotassem o estilo de vida dos americanos, seriam necessários cinco planetas para atender as necessidades da população. Por isso, segundo Motesharrei e sua equipe, “achamos difícil evitar o colapso”.

A pesquisa da Nasa, no entanto, ressalta que o fim da civilização ainda pode ser evitado, desde que ela passe por grandes modificações. As principais são controlar a taxa de crescimento populacional e diminuir a dependência por recursos naturais — além disso, estes bens deveriam ser distribuídos de um modo mais igualitário.

No documento, a agência lida mais com análises teóricas. Outros estudos mostram como crises no clima ou em setores como o energético podem criar uma convulsão social.

Ignorância sobre o clima

Outra pesquisa, divulgada ontem pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, faz uma espécie de cartilha para os principais debates sobre as mudanças climáticas.

Professor da Universidade da Califórnia, Mario Molina (vencedor do Nobel por ter descoberto a camada de ozônio) destaca que, devido às emissões de carbono, o clima é, hoje, mais imprevisível do que há milhões de anos. Molina alerta que os gases-estufa ficarão na atmosfera por mais de uma geração e que, por isso, é preciso tomar ações urgentes para reduz a emissão de gases-estufa.

Mesmo rodeado por fenômenos rigorosos, como nevascas e furacões, apenas 42% dos americanos acreditavam, em 2013, que a maioria dos cientistas estava convencido do aquecimento global. Molina ressalta que 97% da comunidade científica está certa da influência do homem. O relatório conclui que faltam informações básicas para a sociedade entender como é grave o momento atual.

 

Redação

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10 Comentários
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  1. Marcos K

    22 de março de 2014 2:08 pm

    É díficil até comentar uma

    É díficil até comentar uma notícia dessas em razão de tanta informação cruzada e contraditória, mas vejamos alguns fatos: em 2004 o Pentágono divulgou um documento alertanto sobre os prováveis impactos do aquecimento global e causou espécie no mundo; em 2009 a CIA criou um departamento ultra-secreto para investigar os impactos da mudança climática e até onde sei tudo que apurou é confidencial e a NASA vem fazendo seguidos alertas sobre os problemas com clima e esgotamento dos recursos. Posso estar enganado, mas penso que quando se começa a fazer investigações que apontam em uma mesma direção é hora de ficar atento porque o que vem por aí não deve ser muito gostoso.

  2. Alexandre Weber - Santos -SP

    22 de março de 2014 2:14 pm

    Pessimismo individualista

    A base do controle de nossa sociedade tem no pessimismo individualista um dos seus alicerces.

    Este artigo é um reforço a este sentimento.

  3. Gilson AS

    22 de março de 2014 2:34 pm

    Esse pessoal da NASA estão atrasados

    Há pelos menos 2000 mil anos já se falava no final dos tempos, que é hoje.

    O hoje para a eternidade pode durar 100,200,300 … anos.

    Alguns me entenderão.

    Outros debocharão

    É a vida.

  4. Callegari

    22 de março de 2014 2:45 pm

    e eu com isso!

    e eu com isso!

  5. Juliano Santos

    22 de março de 2014 2:54 pm

    O planeta todo? Mas não era

    O planeta todo? Mas não era só o governo Dilma que está a beira de um colapso?

  6. Gão

    22 de março de 2014 3:17 pm

    Planeta EUA em perigo! que se exploda

      Roma esfarelou-se e o mundo segue, esse aí tem um caminho bem mais curto.

       Impressionante como eles reduzem o planeta terra aos EUA ou a “civilização ocidental” que tá mais pra selvageria ocidental, nem mesmo a Europa segue maluquices americanas como andar sozinho em um carro da largura de um ônibus, sem falar que a matriz energética em outros lugares é completamente diferente da americana e da europeia.

       E a nasa mais uma vez colocando uma melancia no pescoço.

  7. Vantuil Barbosa Filho

    22 de março de 2014 3:26 pm

    a máquina americana em ação.

    pesquisas científicas na saúde saindo semanalmente, agora vem as climáticas, mas tarde vem os resultados que os países do Brics não vão gostar nenhum pouquinho, é assim, encarar de frente, o governo americano nao quer; vai que apareça mais um sapato  voando em sua direção.

  8. mpaiva

    22 de março de 2014 3:48 pm

    tudo invenção dos norte

    tudo invenção dos norte americanos para impedir o progresso do Brasil ! mudanças climáticas causadas pelo impacto da atividade humana não existem ! não existem … não existem ! ( repetem os avestruzes )

    🙁

  9. Flavio Martins e Nascimento

    22 de março de 2014 10:45 pm

    “os bens deveriam ser

    “os bens deveriam ser distribuidos de forma mais igualitária”… Os comunistas invadiram a NASA!!!

     

     

     

  10. wendel

    22 de março de 2014 10:50 pm

    UUUUUUUUUUUUUUUiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Tô morrendo de meda destas anúncios da NASA!!!

    Será que o império do norte, também está em colapso tal qual o romano!

    Estados Unidos e europeus, acabaram com a maioria de suas reservas, e agora ficam amedrotando o restante do planeta e de olho na América Central e África!!!

    Os povos destes continentes que abram seus olhos, pois não demora muito e começarão a saquear com mais vontade, aumentando as que já fazem!!!!

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