16 de julho de 2026

Empresa terá de indenizar funcionária por obrigá-la a apoiar Bolsonaro em 2022

Funcionários tinham de se posicionar publicamente como apoiadores do ex-presidente, além de participar de reuniões para orar; vendedora foi hostilizada por usar esmalte vermelho
Bolsonaro reunindo apoiadores na Avenida Paulista em fevereiro de 2024 - Foto: Agência Brasil

Uma empresa de coaching de Vitória, no Espírito Santo, foi condenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a indenizar uma vendedora em R$ 8 mil por assédio eleitoral, a fim de obrigar os funcionários a votar em Jair Bolsonaro (PL) no pleito de 2022.

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Contratada para trabalhar entre 3 e 26 de outubro daquele ano, a vendedora relatou no processo que era vítima de forte pressão psicológica para que se manifestasse publicamente em favor do ex-presidente. 

Além de revelar o voto, os funcionários eram expostos a situações em que teriam de expressar a ideologia e a religião determinada pela empresa, sob o risco de demissão. 

Dispensada dias antes do segundo turno junto com outros três colegas, ela juntou provas, em áudios e mensagens de aplicativos, para demonstrar a perseguição partidária sofrida.

Entre elas estão a hostilidade por usar esmalte vermelho e a participação obrigatória em uma reunião diária, de cunho holístico, para que reflexões e orações. 

Para a juíza da primeira instância, que condenou a empresa de coaching a indenizar a vendedora em R$ 8.080, ficou provado que os gestores praticaram desrespeito à intimidade, à vida privada e à liberdade de expressão, opinião e voto dos empregados.

Já o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES) aumentou a sentença para R$ 50 mil, porém a ministra do TST considerou o valor excessivo e desproporcional, reduzindo a indenização para R$ 8 mil. 

*Com informações do Conjur.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. AMBAR

    30 de abril de 2025 3:05 pm

    E no véidavan, não vai nada?
    O cabra cometeu esse assédio em público, com bandas e louvações de seus funcionários coagidos.
    Será que eles têm medo de não arranjarem mais emprego?

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