15 de julho de 2026

EUA encaminham decisão sobre tarifaço contra o Brasil, diz CNN

Representante comercial da Casa Branca informa que recomendação final já foi enviada a Donald Trump; governo Lula prepara resposta
Foto de CHUTTERSNAP na Unsplash

EUA enviam recomendação final a Trump para novo pacote de tarifas sobre produtos brasileiros.
Brasil contestou investigação e propôs reduzir tarifas do etanol para ampliar acesso ao açúcar.
Tarifaço pode atingir 21% das exportações brasileiras aos EUA, com negociações limitadas na fase final.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo dos Estados Unidos encaminhou ao presidente Donald Trump a recomendação final para a aplicação de um novo pacote de tarifas sobre produtos brasileiros. A informação foi transmitida pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, durante a última rodada de negociações com integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando as tratativas técnicas antes da decisão oficial.

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Segundo relatos de participantes da reunião obtidos pela CNN Brasil, Greer informou que a recomendação já foi enviada à Casa Branca, mas sinalizou que o governo norte-americano poderá ampliar a lista de produtos excluídos da sobretaxa quando anunciar oficialmente a medida.

Durante o encontro virtual, representantes brasileiros contestaram os fundamentos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, e também lembraram que propuseram reduzir tarifas sobre a importação de etanol norte-americano em troca de maior acesso do açúcar brasileiro ao mercado dos Estados Unidos.

Segundo os relatos, a proposta foi descartada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), indicando que não haveria espaço para uma negociação baseada em concessões recíprocas.

Greer afirmou ainda que o novo pacote não deverá contar com uma “lista dinâmica” de exceções, mecanismo utilizado em medidas anteriores para ampliar gradualmente o número de produtos isentos. Apesar disso, disse ter levado em consideração os argumentos apresentados tanto pelo setor privado quanto pelo governo brasileiro em defesa da inclusão de novos itens já na divulgação inicial das tarifas.

A principal justificativa apresentada por Brasília foi o elevado grau de integração entre as cadeias produtivas dos dois países. Autoridades brasileiras destacaram que parte significativa das exportações industriais consiste em peças e componentes produzidos no Brasil por subsidiárias de empresas norte-americanas e enviados para montagem ou utilização por suas matrizes nos Estados Unidos.

Essa argumentação alimenta a expectativa do governo de que um número maior de produtos manufaturados fique fora da sobretaxa. Pelas estimativas atuais, o tarifaço atingiria cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, considerando o valor comercializado.

A percepção entre interlocutores do governo é que a decisão dos Estados Unidos tem forte influência de pressões exercidas pela indústria norte-americana, refletindo uma estratégia de proteção ao mercado interno. Integrantes da administração federal afirmam que, ao longo do último ano, o Brasil buscou intensificar o diálogo diplomático para evitar o agravamento das barreiras comerciais, mas consideram que o espaço para negociação foi reduzido nas etapas finais.

Após o anúncio oficial, a expectativa é de que o governo divulgue uma nota reafirmando sua posição de que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com a relação comercial entre os dois países, e que as investigações conduzidas pelos Estados Unidos não apresentam fundamentos técnicos suficientes para justificar a imposição das novas sobretaxas e defenderá a continuidade das negociações para minimizar seus impactos.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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