5 de junho de 2026

O que deu errado com o modelo do setor elétrico

Enviado por Ronaldo Bicalho

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Do Blog Infopetro

Por Luciano Losekann

Nesse ano de 2014, o chamado “Novo Modelo do Setor Elétrico Brasileiro” completa 10 anos. O modelo foi gestado como uma resposta à crise setorial que culminou no racionamento de 2001/2002 e um compromisso de campanha do presidente recém-eleito, Lula. Após um período de debate no ano de 2003, o modelo foi implementado através de duas medidas provisórias, posteriormente convertidas em leis, e cinco decretos entre maio e julho de 2004.

A principal motivação do novo arcabouço setorial era garantir a segurança do abastecimento. Para cumprir esse objetivo, o Estado retomou o papel de coordenador e planejador setorial e o regime contratual do setor foi modificado. No Ambiente de Contratação Regulado, as distribuidoras atenderiam 100% de sua necessidade através de contratos de longo prazo negociados através de leilões competitivos.

Os leilões de energia nova concediam um poderoso mecanismo para a implementação do planejamento do setor. Guiado pelos estudos da EPE, o governo podia ditar o ritmo de entrada de nova capacidade e definir a evolução da estrutura da matriz de geração conforme os objetivos de política energética. O modelo brasileiro passou a ser reconhecido como um exemplo pela literatura setorial[1].

No entanto, a entrada em 2014 foi bastante problemática para o setor elétrico brasileiro. Os baixos níveis dos reservatórios hidrelétricos, 36% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste, reavivaram o temor de racionamento e o desequilíbrio financeiro causado por custos não incorporados já soma um déficit de R$ 30 bilhões e foi objeto das medidas tomadas pelo governo no dia 13/03 para evitar o colapso financeiro das distribuidoras. Essa postagem busca identificar o que deu errado com o modelo do setor elétrico para experimentar essa situação crítica no início de 2014.

Essa situação crítica é fruto de fatores conjunturais, estruturais e políticos. Apesar dos impactos desses fatores não serem desassociáveis, convém apresentá-los de forma separada.

Como fatores conjunturais, o sistema elétrico brasileiro experimenta uma situação crítica por parte da oferta e da demanda. Isso pode ser confirmado pelas séries divulgadas pelo ONS. Pelo lado da oferta, a hidrologia experimentada entre 2012 e 2014 tem sido desfavorável, principalmente no Nordeste.   Em 2012, quando iniciou a trajetória de esvaziamento dos reservatórios, a hidrologia no subsistema Sudeste/Centro-Oeste correspondeu 92% da média histórica e no Nordeste, 73%. Em 2013, a hidrologia no Sudeste foi 2% superior à média e 55% da média no Nordeste. A hidrologia no início de 2014 tem sido particularmente baixa, 52% da média no Sudeste e 42% no Nordeste.

Pelo lado da demanda, o crescimento do consumo foi forte no início de 2014. Nos dois primeiros meses a carga do sistema interligado (SIN) foi 10% maior à observada em 2013. No entanto, o crescimento do consumo em 2012 e 2013 não foi tão significativo. Nesses anos, a carga do SIN cresceu 4,5% e 2,5%, respectivamente.

Os dados de hidrologia e consumo, apesar de desfavoráveis, não são suficientes para explicar a crise que experimenta o setor elétrico brasileiro. Em um sistema elétrico robusto essas condições não deveriam comprometer de forma tão significativa a segurança do abastecimento e as finanças setoriais.

Entre os fatores estruturais, a capacidade instalada de geração do sistema elétrico acompanhou o crescimento do consumo de eletricidade desde 2004 (Figura 1). O acréscimo de capacidade ocorreu a um ritmo de 3,8% ao ano que é a mesma taxa de crescimento do consumo de eletricidade. Ou seja, a expansão da capacidade de geração não é o fator determinante da crise atual

Evolução da Capacidade Instalada de Geração e do Consumo de Eletricidade (2004=100)

luciano032014a

Fonte: Elaboração própria a partir de dados da EPE.

Um fator estrutural determinante para a crise é o papel que os reservatórios hidrelétricos ocupam no sistema elétrico brasileiro. Esse tema foi tratado na postagem anterior, “A transição elétrica: muito além da falta de chuvas” de Ronaldo Bicalho. Nos últimos 10 anos, a capacidade de regularização dos reservatórios brasileiros caiu de seis para cinco meses e deve cair para quatro meses até 2020 (figura 2).

Figura 2 – Capacidade de regularização dos reservatórios hidrelétricos (2002-2021)

luciano032014b

Fonte: EPE (2011), Plano Decenal de Expansão de Energia 2020. P. 67.

Como aponta Bicalho (2014), não é mais sustentável que os reservatórios atuem como “a grande linha de sustentação da garantia do suprimento e da modicidade tarifária para toda a demanda” e as termelétricas sejam planejadas para operar apenas nos momentos em que as chuvas são escassas.

Considerando que as termelétricas teriam um papel complementar na composição da oferta, os leilões de expansão privilegiaram a contratação de usinas flexíveis. Assim, foram contratadas usinas termelétricas a óleo combustível e a GNL. Mas, a flexibilidade implica em custos operacionais significativamente elevados. Em alguns casos, o custo variável de operar essas térmicas se aproxima de R$ 1.000/MWh.

Essa composição de oferta seria adequada se as termelétricas operassem apenas de forma esporádica, mas não é o que tem ocorrido. A operação continuada dessas termelétricas, que não foram planejadas para esse papel, implica em custos insuportáveis para a sociedade. Segundo estimativas, em 2014 o custo de operação das termelétricas em regime quase integral será próximo a R$ 20 bilhões.

A operação inadequada dos reservatórios ficou clara no ano de 2012, quando o nível de energia acumulada nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste saiu de 80% em fevereiro para chegar em dezembro com 29% (figura 3). A sobre utilização dos reservatórios em 2012 é determinante da situação vulnerável de abastecimento que se experimenta atualmente. (…) Continua no Blog Infopetro.

Ronaldo Bicalho

Pesquisador na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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43 Comentários
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  1. carlos batista

    17 de março de 2014 3:24 pm

    Culpar os fatores

    Culpar os fatores meteorologicos não cola. Tem milhoes de videos do PT culpando o PSDB em 2001 e a desculpa derrotada dos tucanos era o clima.

    1. Ivan de Union

      17 de março de 2014 3:31 pm

      Da pra ler antes de

      Da pra ler antes de comentar?  O item eh a respeito de capacidade de reservatorios e ate de metereologia.  Nao eh a respeito de politica.

      1. Marx

        18 de março de 2014 6:23 am

        acho que o senhor é que não

        acho que o senhor é que não entendeu, resposnsabilizar a meteorologia é no mínimo falta de vergonha na cara. No apagão no governo FHC  não faltou quem não criticasse a falta de gerenciamento do sistema eletrico como um toldo. E agora 12 anos depois? Eu diria que muita mais muita incomPeTência.

        1. Ivan de Union

          18 de março de 2014 10:25 am

          “resposnsabilizar a

          “resposnsabilizar a meteorologia é no mínimo falta de vergonha na cara”:

          Da pra ler essa merda de artigo antes de comentar?

    2. Nicolas Crabbé

      17 de março de 2014 3:46 pm

      Verdade

      Concordo: pau que bate em Chico também bate em Francisco.

      Se o PT quer jogar a responsabilidade pela crise de abastecimento de água em SP nas costas dos tucanos, vai ter que assumir os problemas na área elétrica.

    3. Ana Dias

      17 de março de 2014 4:28 pm

      Mas você leu a continuação do

      Mas você leu a continuação do post no blog do Infopetro? ele questiona as ações do governo Dilma em 2012, quando da renovação das concessões. Vá lá ver. Justamente, ele diz que não foi só a questão da seca.

      Leia antes de comentar…

      1. Athos

        17 de março de 2014 8:25 pm

        Como eu disse em meu

        Como eu disse em meu comentário acima, a renovação explica o problema de CAIXA das distribuidoras mas não a crise de energia que causou o problema de caixa.

        Mesmo sem a renovação as distribuidoras estariam ainda com problemas de caixa porque o preço do mercado livre estaria O MESMO. Elas sempre tem que comprar algo pra suprir sua demanda.

        A maneira como foi feita a renovação apenas agravou a situaçao que por si só já seria grave.

         

        Então o que seria uma merda adminsitrável se tornou um buraco negro nas contas públicas. Esses números que estão aí… são mentira. São maiores do que o divulgado.

        Isso é só o que o governo resolveu pagar mas o buraco é muito maior… e aumenta a cada dia. Algumas centenas de milhões de reais por dia.

        Abraço

    4. Esmael Leite

      18 de março de 2014 4:52 am

      Setor Elétrico

      Mesmo com  gritaria  sem sentido e as inumeras ações judiciais contra Monte Belo,  ela esta sendo construída, temos  Jirau e Santo Antonio, todas as tres  em fase final e mais vinte e tres novas hidrlétricas projetadas e sendo construidas somente na area da Amazonia..

       

  2. jc.pompeu

    17 de março de 2014 3:26 pm

    Uma vontade política de eficiência energética renovável

    O que deu errado com o modelo do setor elétrico

    houve um apagão sistêmico…

    e faltou energia pensante / planejante / inovante

  3. evandro condé de lima

    17 de março de 2014 3:59 pm

    Ano passado -difícil achar

    Ano passado -difícil achar nos blog postagens antigas- coloquei que o nível dos reservatórios estavam baixo e que teríamos problemas.  Refutaram e, graças à pouca chuva que apareceu, “mostraram” que estavava tudo bem e não passava de intriga de PIG e oposição. Pois bem, que os que refutaram aparecçam e mostrem que estavam corretos.

    1. Nicolas Crabbé

      17 de março de 2014 7:56 pm

      E isso está acontecendo

      E isso está acontecendo apesar da indústria, grande consumidora de energia, andar de lado há pelo menos dois anos, com crescimento acumulado nulo.

  4. Filipe Rodrigues

    17 de março de 2014 4:02 pm

    O modelo elétrico da Dilma

    O modelo elétrico da Dilma foi apenas para não romper contratos.

    Vencida a concessão tudo deveria voltar para o estado e corrigir a burrice da privatização do setor elétrico.

    1. Ivan de Union

      17 de março de 2014 4:07 pm

      O item eh a respeito de

      O item eh a respeito de capacidade instalada versus demanda.  Nao menciona Dilma, e o “modelo” ao qual se refere nao eh esse que voce ta pensando (e que eu tambem odeio).

      Quanto aa correcao da privatizacao…  ja ta demorando!

  5. Antonio Passos

    17 de março de 2014 5:00 pm

    Um comentário parecido com os

    Um comentário parecido com os que são feitos pelos comentaristas de futebol. DEPOIS do jogo é fácil tecer longas análises sobre as “táticas” empregadas pelos times e seus resultados, Para começar, num país como o Brasil, que há dez anos atrás estava falido e sem energia, e durante os últimos dez anos foi atacado por todo o tipo de conspiração midiática e política, fomentadas pela direita, com direito até a astros de hollywood fazendo campanha contra hidrelétricas, o fato de NÃO ter havido um racionamento já é prova inequívoca do sucesso estrondoso do plano energético. Basta comparar com outras necessidades nacionais, como transporte, portos, etc.. O que não falta ao Brasil são comentaristas de “depois do jogo”, em compensação falta gente para arregaçar as mangas, trabalhar junto, lutar pelo país.

    1. José Maranhão

      18 de março de 2014 10:16 am

      Energia-LUIS NASSIF

      É isso aí Antonio… planejar, orçar, licitar, administrar, fiscalizar e estar de frente para ser criticado… muito pouca gente quer. Fazer a crítica, como um “engenheiro de obra feita”, é mais fãcil, afinal qualquer um pode fazer seus comentários, mas ainda assim fico grato que jornalistas sérios como o Nassif, tragam assuntos realmente relevantes para os nossos “comentários”, do que a posição das mídias tradicionais que nos fazem engolir “pacotes” de notícias+comentários+análises especializadas+conclusóes políticas+sugestões de ação popular com toda aquela carga de doutrinação de direita a qual já estou “enfadonhamente” acostumado!!! Por mim, agradeço ao Antonio e ao HASSIF!!

  6. Luiz Eduardo Brandão

    17 de março de 2014 5:18 pm

    Mas que coincidência…

    Um parágrafo do post citado, do Blog Infopetro (vide link acima), me chamou a atenção:

    “Como foi destacado anteriormente, uma das medidas essenciais do novo modelo é a obrigatoriedade das distribuidoras contratarem 100% de sua demanda, reservando ao mercado de curto prazo um papel apenas de balanço temporário. Com o vencimento dos contratos de energia existente negociados em 2004, no início do novo modelo, as distribuidoras teriam de recompor seus portfólios de contrato. Parte foi recomposto com o sistema de cotas provenientes das empresas de geração que aceitaram renovar as concessões, com preços mais baixos. Mas parte, correspondente às empresas que não aceitaram a renovação, como Cemig, Copel e Cesp, ficou descontratada.”

    Cemig, Copel e Cesp são companhias de estados governados por tucanos. Coincidência? Ou malandragem para, sabedores da situação do setor elétrico, terem mais um argumento eleitoral para derrotar a Dilma, em caso de falta de energia? Não me espantaria que fosse esta segunda opção, dado o desapreço que essa gente tem por nosso país e nosso povo e por sua ânsia de voltar ao poder a qualquer preço, como prova seu golpismo.

    1. carlos batista

      17 de março de 2014 7:32 pm

      Luiz
       
      Voce está totalmente

      Luiz

       

      Voce está totalmente equivocado. As empresas poderiam antecipar a renovação dos contratos ou não. As empresas citadas não anteciparam, qual o problema?? Estamos em um país que respeita os contratos e a prerrogativa eram das empresas. O Governo calculou muito mal o preço da interferencia no setor e está pagando caro. Incentivou o consumo em momemnto de escasses e já injetou bilhoe e bilhoes para não quebrar o setor todo. Fora a eletrobras que está tecnicamente falida.

      1. Luiz Eduardo Brandão

        17 de março de 2014 7:51 pm

        Espero que sim

        Espero que esteja equivocado, sim. Mas diante do vale-tudo que já foi a eleição de 2010 e que já está sendo a de 2014, fica difícil não achar curiosa essa coincidência.

      2. Athos

        17 de março de 2014 8:19 pm

        Existe o dono e o

        Existe o dono e o concessionário.

        Quando o dono propõe a renovação e vc não aceita, corre o risco de ficar sem nada depois porque aquilo que, por exemplo, a CEMIG controla não pertence a CEMIG.

        Depois… o dono, ou melhor, o Governo Federal pode realizar um leilão com vários concorrentes para ver quem vai adminsitrar seu patrimônio.

         

        Depois eu quero ver a CEMIG com seus 5mil funionários sem nada para administrar. Se o Governo mandou mal, politizando o assunto, a Oposição mandou pior ainda colocando SUAS EMPRESAS a risco de FECHAR!

         

        Abraço

        1. A.Araujo

          17 de março de 2014 9:20 pm

          A CEMIG não tem só 5 mil

          A CEMIG não tem só 5 mil funcionarios, é bem mais,  tem 33 usinas, portanto não é a falta de uma que vai faze-la fechar, alem do que tem geração eolica, distribuição em quase todo Estado de Minas e cidade do Rio de Janeiro e é uma das principais do Brasil em linhas de transmissão, alem de ser a maior acionista da Usina de Santo Antonio., No exterior tem a segunda maior linha de transmissão no Chile, tem tambem gasodutos (Gasmig).

          O erro da mudança politica das concessões na geração foi a propria mudança das regras, esse é um setor onde as regras tem que ser estaveis a longo prazo, não podem mudar aos solavancos, veja como são estaveis as regras do Banco Central para o sistema bancario, tudo muda muito lentamente para não causar terremotos.

          1. Athos

            18 de março de 2014 3:26 am

            Então ela vai perder muito
            Meu amigo, não sei de onde vc tirou essa de mudança de regra de concessão. Tá doido?
            Não houve mudança alguma. Simplesmente, 30 anos depois, os contratos acabaram. E com 28 anos de contrato o governo propôs a renovação do contrato por mais 30…sem concorrentes.
            E é óbvio que no novo contrato de concessão não há amortização a ser paga.
            Mas agora se for a leilão, vai ter concorrente…e vai perder se abrir.

            Então ela vai perder muito mais do que vc pensa.
            Como vc bem sabe, distribuidora não pode gerar energia.

            Like a glove

            Abraço

          2. Motta Araujo

            18 de março de 2014 4:05 pm

            A CEMIG não é só

            A CEMIG não é só distribuidora, é tambem sua propria geradora, tem 33 usinas e é a maior acionista da nova usina de Santo Antonio. Quanto as regras estamos então discutindo o que há 2 anos?

          3. Athos

            19 de março de 2014 12:16 pm

            O que é PRO II DO por
            O que é PROIBIDO por lei.
            Não sabia?

    2. Athos

      17 de março de 2014 7:45 pm

      Se O Governo for esperto,

      Se O Governo for esperto, toma o controle destas empresas pois estão quebradas todas sem excessão.

      Mas… isso não resolve o problema do setor.

      1. carlos batista

        17 de março de 2014 9:24 pm

        Athos
         
        O governo apostou

        Athos

         

        O governo apostou alto e só o futuro dirá quem irá perder. Mas o pior de tudo é que li até aqui no blog (Que é pro governo) que as contas que foram realizadas para as indenizações continham erros e o buraco foi muito maior. No mais voce tem grandes empresas Cemig, Cesp, etc. consolidadas tecnicamente e operando usinas importantes e realizar leiloes e entregar as usinas para outras empresas,é uma aposta alta que pode gerar grandes conseguencias. Não é de interresse do governo quebrar empresas consolidadas.

        1. Athos

          18 de março de 2014 3:16 am

          Sim são empresas
          Sim são empresas estabelecidas e não é do interesse do Governo.
          Mas no lucro elas não vão ficar…muito pelo contrário.
          Empresas estabelecidas. Isso quer dizer o que mesmo?
          Esse mercado anda sozinho e estas empresas não vão fazer falta. Elas já não fazem nada há muito tempo. A mamata já dominou e quem é do ramo sabe… especialmente a Cemig.

          Avisa lá aos engenheiros da Cemig que ano que vem eles não devem receber o 15 salário.

      2. A.Araujo

        17 de março de 2014 9:33 pm

        CEMIIG quebrada? Onde? O

        CEMIIG quebrada? Onde? O Governo toma o controle? Como? Vai pagar o valor de mercado? Mas se as empresas federais estão completamente falidas, como a Eletrobrás,  como é que a União vai tomar as empresas estaduais que não estão quebradas, para fazer o que com elas?

        Realmente o blog aceita tudo.

  7. peregrino

    17 de março de 2014 6:19 pm

    também vejo malandragem…

    inicialmente termelétricas são colocadas em operação continuada – mas será que corresponde a realidade dos periodos de demanda normal e não de pico? – depois faz-se uma estimativa para 2014 nas mesma condições iniciais

     

    nestas condições é realmente preocupante, mas, como nos anos anteriores, será por pouco tempo

     

    2014 mal começou e está começando como sempre

  8. Ricardo Pereira

    17 de março de 2014 7:33 pm

    A situaçao ja era ruim antes…

    a gestao do sistema hidroeletrico tem se mostrado ineficiente a muito tempo, porque a opçao por usar este recurso em detrimento das termeletricas tem acabado com os reservatorios de agua das usinas do Sudeste. Se vc acompanharem a metereologica, verao que as chuvas tem sido mais escassas a alguns anos e nem por isto foi feito qualquer alerta no sentido de incentivar o consumo mais consciente do recurso. Por outro lado, o Brasil desperdiça uma enorme quantidade de metano gerado por biomassa sem se preocupar em dar um uso mais racional pra este recurso.  E isto pode ser feito de forma super simples através do uso de biodigestores, que podem gerar energia localmente que poderá ser adicionada ao sistema eletrico nacional, da mesma forma que as PCHs. Se este tipo de tecnologia já existe a tanto tempo, qual a razao de nao haver seu uso incentivado pelo governo? Obviamente, a produçao de energia eletrica a partir da biomassa poderia ser uma fonte de renda para as propriedades rurais e o uso do metano ainda contribuiria pra dimuinuir o efeito sobre o aquecimento do clima, visto que o CO2 gerado tem efeito menor na absorçao de calor pela atmosfera em comparaçao com o metano.

    1. Athos

      17 de março de 2014 8:15 pm

      Uso racional é pra quem tem

      Uso racional é pra quem tem excesso de recursos.

      Pode esquecer essa história de metano meu amigo. Isso não resolve problema de ninguém.

       

      E o problema do metano é com a camada de Ozônio e não com o aquecimento global.

      Aliás, tem um buração na camada sobre o atlantico bem em frente ao Brasil.

      Abraço

    2. A.Araujo

      17 de março de 2014 9:43 pm

      As termoeletrica já estão

      As termoeletrica já estão sendo usadas full time faz tempo.O grande poroblema é falta de capacidade de mais hidroeletricas, que deixaram de ser construidas por causa de indios, mumias e quilombolas. Quando o governo militar, esse mesmo malhado dia e noite na Comissão da Verdade, construiu a Usina de Itaipu, a Argentina moveu mundos e fundos, ameaçou o Brasil e os nossos militares não deram a minima bola, foram em frente com Itaipu. Se fosse hoje, Itaipu jamais teria sido construida e estariamos a luz de lamparina em São Paulo.

  9. Athos

    17 de março de 2014 8:11 pm

    Não é só isso.O texto está

    Não é só isso.

    O texto está meio confuso. Ou melhor, os comentaristas aqui estão misturando assuntos em virtude do mal entendimento do que foi dito no artigo.

    Distribuidora não gera energia e a crise é na oferta. Então, estamos falando de coisas diferentes aqui.

    Distribuidora não tem relação direta com regime de chuvas. Tem relação indireta uma vez que se não chove e a Distribuidora não contratou, terá que pagar o preço de mercado para fornecer o que seu contrato o obriga.

    Então temos o problema da falta de oferta de energia devido a baixa no regime hídrico que causou outra distorção no mercado que é o AUMENTO de preços no mercado spot.

    O artigo fala disso, das consequências do aumento. A consequência é que algumas distribuidoras VÃO QUEBRAR e não são todas ligadas a oposição porque o preço subiu tanto que o mercado simplesmente não suporta.

    A renovação das concessões foi realmente uma bola fora da Dilma que quis faturar politicamente com isso. 

    Ela fez o certo da maneira errada. 

     

    Não quer construir nucleares… vai ser assim até o inferno esfriar. E eventualmente VAI TER RACIONAMENTO porque tem ano que não vai chover mesmo.

     

    Abraço

  10. Calvin

    17 de março de 2014 8:43 pm

    Avohai!!!! Enfim o governo

    Avohai!!!! Enfim o governo reconhece a realidade, em vez de brigar com ela! Pelo menos no caso elétrico….

    Agora só falta para de brigar com os fatos sobre a alta da inflação, mancadas regulatórias, contas externas, infraestrutura, educação, saúde, bla, bla, bla….

  11. Zé Mané

    17 de março de 2014 9:20 pm

    Deu errado? 
     
    Pode ser. Mas

    Deu errado? 

     

    Pode ser. Mas antes de qualquer coisa, favor listar:

     

    – custo de construção, manutenção e operação de UHE’s e PCH’s ociosas capazes de manter o abastecimento em caso de escassez de água;

     

    – custo de construção, manutenção e operação de térmicas/nucelares/eólicas/bio-massa ociosas capazes de manter o abastecimento em caso de escassez de água; 

     

    – risco real da situação atual ocorrer com base no histórico hidrológico (depois que ocorreu é fácil fazer “planejamento reverso”…).

     

  12. josé adailton

    17 de março de 2014 9:22 pm

    Estelionato eleitoral

    VINICIUS MOTA – FOLHA

    “…Os petistas tinham razão em 1998 –como certos estão seus rivais que agora acusam a gestão Dilma Rousseff de “estelionato eleitoral”…

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/156747-estelionato-eleitoral.shtml

    ………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    Distorções se acumulam em toda parte, mas o governo Dilma tem estoque de aspirina para evitar terapias de choque por mais alguns meses. Prepare-se para 2015, o ano do ajuste das contas.

  13. Anver

    17 de março de 2014 9:31 pm

    Energia

    Tucanos e seus amestrados na mídia não conseguem engolir essa:  Apesar de uma seca superior a de 2001, e com um consumo de energia 50% maior, o apagão tanto anseiam não ocorreu.

  14. A.Araujo

    17 de março de 2014 9:38 pm

    Esse plano de mudança de

    Esse plano de mudança de regras nas concessões de geração saiu da cabeça do presidente da FIESP, Paulo Skaf, que não entende nada do assunto e jogou essa ideia no seu marketing politico de pre-candidato a governador de SP.

    O governo federal comprou essa ideia tosca, se ferrou com ela e hoje o Skaf NEM toca mais no assunto da ideia dele, que deu m…., era para ser carro chefe da campanha dele, agora ele olha para o outro lado, não e com ele, pai da criança.

  15. jo lima

    17 de março de 2014 11:30 pm

    Se há um setor em que o

    Se há um setor em que o governo Dilma deveria se destacar era no setor energético, pois Dilma é da área. Se nesse setor esta está lástima, imagine nos outros. E é por isso que eu creio que não está definido totalmente que será Dilma a tentar a reeleição. Se a popularidade dela cair, ou as trapalhadas na gestão se ampliarem, não ficarei espantado se Lula sair do banco de reserva e entrar como titular. E aí as outras peças também se alteram = Marina será candidata, tirando Eduardo Campos, e o PSDB terá que colocar Serra – não para vencer, mas para não passar a vergonha de nem chegar ao segundo turno. 

     

     

  16. rodrigo loureiro araujo

    17 de março de 2014 11:32 pm

    Só isso, mesmo?

    E a redução tarifária que a Dilma enfiou guela abaixo do sistema e, 2013, o intelectual não comentou por que? Grande parte da culpa é da Dilma e desse projeto bolivariano do PT de transformar o Brasil numa Venezuela. O intelectual deveria estudar melhor o problema. Está voando alto …

  17. fabio GM

    18 de março de 2014 12:01 am

    bonito

    Muito bom o texto, quando do inicio do mesmo, ele colocou tres problemas para a produção de enegia, conjuntural, estrutural e politico, so que ele so falou os dois primeiros problemas,e o politico onde esta?

  18. hc.coelho

    18 de março de 2014 12:21 am

    Nada de errado

    Nosso sistema é 80% hidroelétrico e depende das chuva. As vezes elas não parecem e ocorrem duas situações: a o governo fhc que ao privatizar as empresas de energia deixou que elas imediantamente parassem de investir para fazer dinheiro fácil e rápido e provocou fortemente o apagão ( lembro: elas nem se importaram e ainda ganharam muito dinheiro com o apagão vendendo a pouca energia a preços astronômicos); e a do governo Lula/Dilma que apesar da seca ser muito maior investiu muito no setor ( para ter um simples exemplo: estamos construindo três das maiores usinas do mundo, madeira, belo monte e complexo tapajós e concluindo duas das maiores (2300 km cada) linhas de transmissão de corrente contínua também do mundo e já contratamos outras duas) e temos grande possiblidade de NÃO HAVER RACIONAMENTO. Uma análise neutra da situação seria altamente elogiosa, mas como o bandido do pig vende desinformação ficam falando bobagens por aí. 

    O governo já vai leloar a Usina de Três Irmãos da qual a Cesp inexplicavelmente abriu mão. O mesmo vai acontecer com as usinas da cemig. Todo o dinheiro que custou a não aceitação da regras por parte destas empresas vai voltar agora e aumentado às contas do governo. Já às empresas, não sei como ficarão. Acho que fizeram, politicamente, bobagem.

    Quanto ao custo do combustível agora usado será recompensado pelos anos de chuva onde não haverá nenhum ou muito pouco consumo de combustível. Lembro que o combustível agua é de custo zero (o que não quer dizer que nossa tarifa também seja zero) mas tem seu preço definido para um consumo médio de combustível fóssil. O preço , se bem definido é uma média de anos com diferentes e esperadas combinações de agua/petróleo. Quer dizer, possivelmente parte já foi cobrado. Há usinas termoelétricas que ficaram até 5 anos enm serem usadas. A tarifa geral que hoje é cobrada, e a compensação se fará naturalmente. O tutu já veio e voltará às contas do governo.Compensação natural de qualquer empreendimento. 

    Se não fosse o pig e seus comentaristas colonistas!

    E a agua em SP,  o psdb teve o mesmo cuidado? É a mesma coisa.

    Outra coisa desagradável : se não chover para impedir o apagão vai faltar agua em SP muito antes.

  19. José Ronaldo Martins

    18 de março de 2014 1:20 am

    E a micro-geração domiciliar?

    Desde 21/04/2012, uma regulamentação da ANEEL estabelece critérios para a micro-geração de energia elétrica, permitindo que até mesmo residências possam gerar energia e abastecer o sistema. A exemplo da Europa, essa geração pode ser feita, por exemplo, através de placas fotovoltaicas instaladas nos telhados e áreas expostas à luz solar.

    Na Europa, esse modelo é amplamente incentivado como alternativa à construção de termoelétricas – seja a combustível fóssil ou material físsil – e há linhas de financiamento subsidiado para a instalação dos equipamentos necessários: as placas, reguladores de tensão, alternadores e dispositivos de segurança e manobra. Se a unidade gerar mais do que o necessário para o seu consumo, alimentando o sistema mais do que retirando deste, o proprietário recebe um pagamento em moeda corrente, que ele pode, por exemplo, utilizar para pagar o financiamento.

    Apesar de haver a regulamentação da ANEEL, de as concessionárias já estarem aceitando esse tipo de fornecimento, de haver empresas especializadas na instalação e tramitação das autorizações correspondentes, não há qualquer linha de crédito para o interessado utilizar além do CDC normal, com taxas escorchantes. Além disso, se a unidade gerar mais do que seu consumo, o proprietário receberá um crédito para ser utilizado em até 36 meses…

    Será que já não está na hora de permitir que a pessoa física possa receber um dinheiro de vez em quando ao invés de somente “contribuir” como um saco sem fundo?

    A verba para construção de uma hidroelétrica poderia ser aplicada nesse programa com linhas de financiamento decentes e que permitissem ao cidadão médio adquirir, instalar e manter o equipamento (sim, manter). O retorno em termos de produção de energia seria em um prazo bem mais curto do que o da construção da usina, sem necessidade de autorizações ambientais, licitações e etc. As empresas especializadas progrediriam e sua quantidade aumentaria para atender à demanda e, provavelmente, devido à escala, os equipamentos barateariam.

    Além do mais, o sol está por aí há um bom tempo e deverá permanecer ainda por bastante tempo.

  20. Duílio Gerson

    18 de março de 2014 4:18 am

    Combate a corrupção

    Dilma cortou o gás $ da Eletrobrás e libertou Furnas da órbita de Eduardo Cunha além de outros chantagistas presentes na grande coalizão . Esta remodelando a empresa e o setor para ser carro chefe do Brasil na próxima década. 

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