20 de junho de 2026

Estudo mapeia fatores que impactam a saúde emocional de crianças e adolescentes

Pesquisa aponta que a saúde mental de jovens britânicos é mais afetada por casos de bullying, enquanto no Brasil a problemática familiar tem maior influência
Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Mudança de endereço, dificuldade em fazer amigos, ser vítima de bullying e convívio em um arranjo familiar não convencional (em que os pais são separados ou rotina com meios-irmãos) são fatores constantemente associados a problemas de saúde mental de adolescentes no Brasil e no Reino Unido. 

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A conclusão é do estudo do Departamento de neuropsiquiatria da Universidade Federal de Santa Maria, publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry, que contou com a participação de 2010 jovens brasileiros e 9.746 britânicos durante três anos.

Apesar de apresentar variáveis semelhantes, a saúde mental de jovens britânicos é mais afetada por casos de bullying, enquanto no Brasil a problemática familiar tem maior influência sobre o emocional de crianças e adolescentes. 

Os fatores analisados foram:

Conexão social estrutural

• Tamanho da família / domicílio;

• Número de irmãos ou meios-irmãos no domicílio;

• Estado civil da mãe: casada ou vivendo com o pai biológico; separada vivendo com outra pessoa; separada; mãe solteira; viúva e outros;

• Autorrelato de “ter um bom amigo” (sim / não);

• Morte de pai / mãe ou cuidador (não / sim);

• Mudança de endereço desde a última entrevista (não / sim);

Conexão social funcional

• Bullying sofrido relatado pelo próprio (nunca / alguma vez);

• Bullying praticado relatado pelo próprio (nunca / alguma vez);

Conexão social de qualidade

• Relatado pelos pais que “se dá bem com os amigos” (sem dificuldades / com dificuldades);

• Relacionamento cuidador principal-criança (próximo / não próximo);

“Os resultados indicam que existem fatores sociais gerais e específicos que impactam a saúde mental de jovens de diferentes países. E também reforçam a importância de se levar em consideração esses fatores para o desenho de políticas públicas que promovam ambientes sociais saudáveis para os jovens, adaptadas às necessidades de diferentes populações”, afirma Maurício Scopel Hoffmann, um dos autores da pesquisa.

O artigo Social connection and its prospective association with adolescent internalising and externalising symptoms: an exploratory cross-country study using retrospective harmonisation pode ser lido no link.

*Com informações da Agência Fapesp.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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