Trump Day
por Ricardo Mezavila
A agenda extrema que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs ao Brasil, ao anunciar o tarifaço de 50% aos produtos brasileiros, mexeu com todas as peças do tabuleiro em apenas uma jogada.
A preocupação maior é com os empresários, produtores, exportadores e trabalhadores que, a partir da demanda, trabalham, produzem e fazem girar a roda da economia.
A imprensa, dos editoriais dos jornalões e telejornais, aos lacradores da internet, teve um dia agitado para informar à população as consequências na economia e, principalmente, quem seriam os responsáveis pelo Trump Day.
O deputado federal foragido, Eduardo Bolsonaro, que articula nos EUA com políticos da extrema direita, sanções contra o Ministro do STF, Alexandre de Moraes, reivindica essa responsabilidade por mérito.
Outros, aqui no Brasil, não reivindicam a coautoria pelo tarifaço, mas comemoram. Flávio Bolsonaro, em entrevista à Globo News, chegou a dizer que a tarifa foi a ‘primeira bomba atômica’ atirada por Trump e que, se o Brasil não se curvasse, uma segunda bomba, ainda mais devastadora, seria atirada.
O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, postou fotos debochadas usando o famigerado boné MAGA – Make América Great Again, slogan de campanha de Donald Trump. O viés ideológico dessa gente não permite que contextualizem um acontecimento de imediato.
Primeiro aplaudem regozijados para depois, se alertados, retirarem os bonés para assumirem uma postura compatível com o cargo que ocupam. O bom disso tudo, é que as imagens e vídeos nunca morrem e serão lembrados nas próximas eleições.
O ex-presidente Jair Bolsonaro sente-se valorizado pelo amigo da onça, Donald Trump, conseguindo até enxergar uma porta aberta para um possível asilo. Porém, sabe que a dose do remédio foi maior do que o simples sintoma da doença, e quem prescreveu é preditivo e aleatório.
Dessa geleia espessa, viscosa e explosiva, quem sai com o trunfo é o Presidente Lula, que recebeu a difícil e digna tarefa de proteger e salvaguardar os valores da pátria e de seu povo.
Ricardo Mezavila, cientista político.
O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn “
AMBAR
16 de julho de 2025 5:02 pmTrump tem grande predileção pelo Bozo,apesar de dizer que não o conhece pessoalmente, só de se ouvir essa declaração, que passou batida pelo resto da conversa, onde ele tece elogios a quem não se lembra da cara, a gente vê o que o Bozo vai ganhar na horta confiando em Trump. O que se pode dizer ao inominável? O amor é lindo.