A retirada dos dois partidos ultraortodoxos da base de apoio de Benjamin Netanyahu pode deixar o primeiro-ministro de Israel à frente de uma coalizão minoritária no Parlamento.
Após a saída do partido Judaísmo Unido da Torá (UTJ), o partido ultraortodoxo Shas anunciou sua retirada do gabinete em protesto contra a falha dos parlamentares em garantir a isenção do alistamento militar para estudantes religiosos.
De acordo com a Al Jazeera, não se sabe ao certo se tal decisão deixaria Netanyahu com minoria no Parlamento – sem os ultraortodoxos do Shas, a coalizão governista teria 50 dos 120 assentos do Knesset.
O debate em torno do alistamento militar ocorre em meio aos quase dois anos de guerra com o grupo palestino Hamas na região de Gaza.
Enquanto líderes ultraortodoxos afirmam que a dedicação em tempo integral ao estudo das escrituras sagradas é sacrossanta, a isenção dos seminaristas ultraortodoxos tem sido criticada há muito tempo, e muitos israelenses estão irritados com o que consideram “um fardo injusto”.
As saídas acontecem pouco antes do recesso de três meses do parlamento israelense, o que dará a Netanyahu meses de pouca ou nenhuma atividade legislativa para trazer os partidos de volta ao poder.
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