
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o Brasil merece e quer ser tratado com o devido respeito pelo governo dos Estados Unidos, mas que “seriedade não exige subserviência”.
“Trato a todos com muito respeito. Mas quero ser tratado com respeito”, destacou Lula em sua primeira entrevista ao jornal norte-americano The New York Times em 13 anos, antes da decisão de Donald Trump em autorizar a cobrança de tarifas de 50% sobre os produtos exportados pelo Brasil.
“Em nenhum momento o Brasil negociará como se fosse um país pequeno contra um país grande”, disse ele, ressaltando que reconhece o poder militar e tecnológico dos norte-americanos, mas que esse poderio “preocupa” e não assusta.
Além disso, Lula destacou ser “inegociável” uma das justificativas usadas por Trump para a cobrança das taxas: a “caça às bruxas” contra seu aliado político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
“Talvez ele não saiba que aqui no Brasil o Judiciário é independente”, disse ele, sobre a autonomia do Judiciário brasileiro.
O presidente também afirmou que Trump está infringindo a soberania do Brasil. “O estado democrático de direito para nós é algo sagrado”, disse o presidente brasileiro. “Porque já vivemos ditaduras e não queremos mais.”
“Talvez não haja líder mundial desafiando o presidente Trump com tanta veemência quanto Lula”, destacou a publicação norte-americana.

GalileoGalilei
31 de julho de 2025 5:35 pmEu gosto muito de ler a seção de comentário dos leitores. Dependendo do jornal em que eles se manifestam, a troca de informações pode ser muito instrutiva. No caso de certos jornais, como O Globo, é perda de tempo lê-los, pois muito poucos fogem à lógica de agredir seja o autor da matéria sejam outros comentaristas. No NY Times a qualidade é muito boa. E a quantidade também. Sobre o assunto em questão foram pelo menos três artigos com mais de 1500 comentários. A grande maioria dentre os comentários são de indignação com Trump e de admiração com Lula. Lula é visto como o estadista que Trump não é e como o único que ousou enfrentar Trump. Chegam a dizer que esperam que outros sigam o seu exemplo. Eu acho que o Itamaraty deveria fazer uma compilação desses comentários para mostrar ao governo brasileiro que nem nos Estados Unidos as ações de Trump estão sendo aprovadas e que o Lula é, sim, admirado mesmo pelos americanos e não só.
Paulo Dantas
1 de agosto de 2025 12:42 pmFato.