5 de junho de 2026

Tese de doutorado dobra a produção da Fiocruz de vacina contra a febre amarela

Além de melhoria contínua nos processos, pesquisadora percebeu a oportunidade de aumentar a injeção de água injetável no IFA
Foto: Divulgação/Prefeitura de Pitangueiras (SP)

Em 2022, a farmacêutica Caroline Ramirez defendeu a tese de doutorado Melhoria contínua de processos sob a ótica da Saúde Pública e do Requisito Regulatório: estudo de caso da produção do Insumo Farmacêutico Ativo da Vacina de Febre Amarela Atenuada, pesquisa em que propõe a melhoria contínua de processos já praticada no setor privado, porém pouco explorado em instituições públicas. 

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Como resultado, o trabalho apresentado ao  Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz ajudou a duplicar a produção de vacinas no  Laboratório de Febre Amarela de Bio-Manguinhos.

Para tanto, Ramirez usou a Metodologia de Análise e Melhoria de Processo (Mamp), adaptando-a à realidade fabril de Bio-Manguinhos, o que resultou no que a pesquisadora chama de lucro social. 

Para aumentar a produção, a doutora identificou uma oportunidade em relação à proporção de água e número de embriões de galinha usados para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra a febre amarela. “Percebi que podíamos ter mais água e menos embriões e extrair mais vírus para o IFA.” 

A partir do aumento de água para injetáveis, já fabricada pela Fiocruz, a produção de IFA foi barateada e expandida. 

Além de aumentar a produção nacional, a iniciativa permitiu ainda o incremento da exportação do imunizante para países da América Latina e África. 

“Havia um déficit na produção de vacinas de febre amarela; essa pesquisa, que mescla laboratório como análise de produção, permitiu aumentar essa oferta. Uma contribuição inestimável para o SUS e para a Saúde Pública em geral”, afirma Armi Nóbrega, orientador da tese e assessor da Direção do INCQS.

*Com informações da Agência Fiocruz.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Joel Palma

    31 de julho de 2025 5:19 pm

    Parabéns pelo trabalho e pelas vidas que salvou e salvará!

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