Em 2022, a farmacêutica Caroline Ramirez defendeu a tese de doutorado Melhoria contínua de processos sob a ótica da Saúde Pública e do Requisito Regulatório: estudo de caso da produção do Insumo Farmacêutico Ativo da Vacina de Febre Amarela Atenuada, pesquisa em que propõe a melhoria contínua de processos já praticada no setor privado, porém pouco explorado em instituições públicas.
Como resultado, o trabalho apresentado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz ajudou a duplicar a produção de vacinas no Laboratório de Febre Amarela de Bio-Manguinhos.
Para tanto, Ramirez usou a Metodologia de Análise e Melhoria de Processo (Mamp), adaptando-a à realidade fabril de Bio-Manguinhos, o que resultou no que a pesquisadora chama de lucro social.
Para aumentar a produção, a doutora identificou uma oportunidade em relação à proporção de água e número de embriões de galinha usados para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina contra a febre amarela. “Percebi que podíamos ter mais água e menos embriões e extrair mais vírus para o IFA.”
A partir do aumento de água para injetáveis, já fabricada pela Fiocruz, a produção de IFA foi barateada e expandida.
Além de aumentar a produção nacional, a iniciativa permitiu ainda o incremento da exportação do imunizante para países da América Latina e África.
“Havia um déficit na produção de vacinas de febre amarela; essa pesquisa, que mescla laboratório como análise de produção, permitiu aumentar essa oferta. Uma contribuição inestimável para o SUS e para a Saúde Pública em geral”, afirma Armi Nóbrega, orientador da tese e assessor da Direção do INCQS.
*Com informações da Agência Fiocruz.
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Joel Palma
31 de julho de 2025 5:19 pmParabéns pelo trabalho e pelas vidas que salvou e salvará!