5 de junho de 2026

Tarifaço de Trump atinge 35,9% das exportações para os EUA

Itens afetados exportaram R$ 14,5 bilhões; veja lista com os 30 itens mais vendidos distribuídos por regime tarifário
Foto de Samuel Wölfl via pexels.com

Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) mostram que a tarifa adicional de 50% anunciada incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que correspondeu a US$14,5 bilhões em 2024.

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Além disso, 19,5% das exportações brasileiras para os EUA estão sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países, correspondendo em 2024 a US$ 7,9 bilhões.

Em linhas gerais, a maior parte das exportações brasileiras (64,1%) segue disputando mercado nos Estados Unidos com produtos de outras origens e condições semelhantes.

Segundo o MDIC, essas tarifas foram adotadas com base em segurança nacional (Seção 232) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada ontem. No caso de autopeças, por exemplo, a alíquota é de 25%, aplicável a todas as origens.

Cerca de 44,6% das exportações brasileiras para os EUA estão fora da tarifa adicional de 50% imposta pelo governo norte-americano, que também divulgou uma lista com cerca de 700 produtos que ficaram de fora da medida, entre eles aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro.

Exportação brasileira aos EUA em 2024

CategoriaValor (US$ bilhões)Participação (%)
Total40,4100%
Produtos sujeitos à ordem executiva de 30/07 (tarifa adicional de 10% + 40%)14,535,9%
Produtos excluídos expressamente da ordem executiva de 30/07 (tarifa adicional de até 10%)18,044,6%
Produtos sujeitos a tarifas específicas, aplicadas a todos os países (Seção 232)
Aplicam-se as tarifas de 25% para autopeças, automóveis; 50% para aço, alumínio e cobre
7,919,5%
Fonte: SECEX/MDIC
Obs.: Os dados são aproximados, seja em razão do uso do produto, seja porque a lista detalhada de certos produtos ainda não foi divulgada

Confira tabela elaborada pelo MDIC com a distribuição, conforme regime tributário, dos 30 principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. AMBAR

    1 de agosto de 2025 3:25 pm

    Se eu fosse crente estaria dizendo agora que deus é maravilhoso. Se eu fosse budista estaria dizendo agora que Buda foi sábio ao chamar pela lei do karma. Se eu fosse cientista invocaria pela lei de Newton.
    Não sou nenhuma dessas coisas mas essas coisas levam a um só caminho, aquele mesmo que tem escrito na tabuleta da loja do chinês: “quebrou, paga”.
    O crente diz que “deus compensa a cada um conforme as suas obras”. o Buda faz entender que recebemos as consequências das ações que praticamos, e o Newton afirma, confirma e constata na sua 3.a lei –
    “A 3ª Lei de Newton é a Lei da “Ação e Reação”. Isso significa que, para cada ação, há uma reação de mesma intensidade, mesma direção e em sentido oposto.

    A gente fica alegre quando as leis são cumpridas, tanto quanto ficam tristes aqueles que as desafiam. O agro, os estados do sul, sudeste, os ricos, os golpistas e anuentes com as práticas deletérias contra o estado brasileiro agora estão colhendo o que plantaram, recebendo conforme as suas obras e sentindo a reação de seus próprios movimentos.
    A choradeira das fábricas de calçados no sul, o agronegócio, a pecuária…Aqueles a quem qualquer crise jamais atingiria, nomearam seu agente de crise: o bananinha. Não precisava ser assim. É bom, é na crise que nascem as oportunidades, aliás, é por isso que Trump impõe crises ao mundo.

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