19 de junho de 2026

III – O fator Trump e o poder das big techs, por Luís Nassif

Está claro a instrumentalização das big techs por Trump, exigindo que se aliem contra a China, Irã e adversários internos.
Reprodução

O National Intelligence Council (NIC) é o órgão responsável por produzir análises estratégicas de longo prazo sobre ameaças globais, tendências geopolíticas , tecnológicas e econômicas. Ele é o principal centro de inteligência analítica estratégica da Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos.

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Peça 1 – como o NIC analisa o Brasil

Global Trends de 2005

Em 26 de janeiro de 2005, o Global Policy Forum  divulgou o documento do NIC intitulado “Mapping the Global Future: Report of the National Intelligence Council’s 2020 Project”

Ele já previa o declínio relativo do poder americano, a emergência de um sistema multipolar, a perda da hegemonia econômica e financeira. E recomendava uma reorientação da estratégia para a política externa, equilibrando poder militar com engajamento diplomático 

O relatório antecipou a emergência de disputas geoeconômicas crescentes com a China, União Europeia e outras potências.

O relatório tinha um capítulo sobre o Brasil.

Previa um crescimento econômico comparável à Europa, prevendo que até 2020 Brasil e Indonésia poderiam superar todas as economias europeias em tamanho e desenvolvimento econômico.

Previa um aumento da influência regional do Brasil, consolidando-se como grande potência emergente, mas nada comparável à China e sem condições de moldar a política global de forma independente. Mas seria um ator relevante nos grandes arranjos internacionais estruturados em torno de governança coletiva e integração regional.

Global Trends de 2008

O segundo Global Trends montou projeções até 2025. A fatia de poder global dos EUA cairia de 22% para 18%, o da China subiria para 16%. O da Índia chegaria próximo a 10% e a União Europeia perderia participação proporcionalmente.

Arriscava cenários para o período 2025-2040, tentando estimar as tendências a partir de 2024. Analisava as macro-tendências em cima de cinco cenários possíveis:

  1. Renascença das Democracias

Um cenário em que as democracias abertas ressurgem com força, lideradas pelos Estados Unidos e seus aliados, promovendo cooperação internacional, inovação e crescimento inclusivo.

2. Um Mundo à Deriva

Um cenário caracterizado por um ambiente internacional desordenado, caótico e polarizado, sem liderança clara e com aumento da competição e fragmentação entre Estados.

3. Coexistência Competitiva

Um mundo onde as grandes potências competem intensamente (especialmente EUA e China), mas evitam conflito direto, mantendo uma coexistência tensa, com disputas geopolíticas, tecnológicas e econômicas.

4. Fusão

Um cenário em que Estados, empresas e sociedades se unem para enfrentar desafios globais, como mudança climática e pandemias. Há cooperação internacional intensa e governança compartilhada.

5. Silos Separados

Um mundo fragmentado em blocos regionais ou ideológicos, com pouca interdependência econômica e infraestruturas digitais, tecnológicas e comerciais desconectadas, semelhante a uma “balcanização” da globalização.

Global Trend 2025

  • Escassez emergente, apesar do crescimento econômico global, intensificado por mudanças climáticas e disputas por recursos (energia, água, alimentos).
  • Proliferação nuclear regional, com maior instabilidade entre potências regionais e risco de abandono de regimes de controle existentes.
  • Instabilidade regional e impactos globais: pressões ambientais e crises políticas causariam convulsões transbordando fronteiras.
  • Tecnologia e inteligência artificial tornando-se decisivas para capacidades militares, econômicas e governança científica..

O relatório antecipa que, a partir de 2025, o Brasil deverá consolidar-se como uma potência emergente em energia limpa e tecnologia, mas também enfrentará pressões internas e ambientais significativas (como desigualdade, crises hídrica e transição energética). Seu papel regional será relevante, especialmente em governança e integração regional, embora limitado se comparado a países como China e EUA, o que requer cooperação multilaterais reforçadas.

Peça 2 – A estratégia dos EUA em relação ao Brasil

A partir dessas conclusões, o relatório propõe parcerias institucionais para “fortalecer a democracia”. O Brasil é apontado como ator-chave no combate às mudanças climáticas, nas energia renováveis e no controle de emissões do setor agropecuário.

Há uma recomendação para contrabalançar a influência chinesa. A recomendação está longe do padrão Trump. Recomenda-se que os EUA ofereçam alternativas atraentes de financiamento, investimento e infraestrutura verde.

Peça 3 – Governo Trump e as big techs

Está claro a instrumentalização das big techs por Trump, exigindo que se aliem contra a China, Irã e adversários internos.

A retórica trumpista atual inclui uma revalorização das big techs como vetores da soberania digital americana.

Isso significa apoio às suas operações desde que estejam em sintonia com os objetivos de segurança nacional, como:

  • Censura a vozes críticas associadas a adversários geopolíticos (China, Rússia, Irã, Venezuela);
  • Expansão digital no Sul Global com respaldo geopolítico (incluindo Brasil, Índia e África);
  • Cooperação com agências de inteligência e o Departamento de Justiça em vigilância e controle de dados.

A lógica de segurança digital se estendeu ao campo digital. Exemplo é a pressão contra empresas chinesas (TikTok, Huawei e Alibaba).

Ao mesmo tempo, houve um enfraquecimento de regimes multilaterais regulatórios, dificultando a cooperação do Brasil com Europa e outros parceiros democráticos e induzindo a acordos bilaterais assimétricos com os EUA.

Peça 4 – as big techs como extensão do poder dos EUA

As formas de atuação das big techs já estão definidas.

Vigilância seletiva e censura internacionalizada

  • A tendência é de concentração de poder em big techs americanas com apoio tácito do governo Trump.
  • Plataformas poderão:
    • Reforçar algoritmos de silenciamento de movimentos de esquerda, movimentos sociais e ambientalistas, com base em acusações de “desinformação”;
    • Colaborar com autoridades americanas para monitorar perfis e redes em países como Brasil, Colômbia, Argentina e África do Sul — principalmente em contextos eleitorais ou de protestos.

Também os investimentos e transferências tecnológicas, via empresas americanas, estarão condicionados ao alinhamento diplomático com os EUA e adoção de políticas  subordinadas aos padrões regulatórios e geopolíticos americanos.

Haverá dificuldade para implementar modelos soberanos de governança da internet, proteção de dados e IA. E riscos de boicote velado a iniciativas nacionais (como Lei Brasileira de Inteligência Artificial, soberania da Anatel, e obrigações de transparência das plataformas).

Trump defende imunidade quase total para plataformas digitais nos EUA (Seção 230). A Seção 230 é um dispositivo legal dos Estados Unidos que protege as empresas de tecnologia (como Google, Meta/Facebook, Twitter/X, YouTube e outras plataformas online) de serem responsabilizadas legalmente pelo conteúdo postado por seus usuários.

Isso se traduz em oposição aberta à regulação brasileira, como o PL das Fake News, a regulação da IA ou exigências de moderação de conteúdo e combate à desinformação climática e eleitoral.

Peça 5 – A bancada das big techs

1. Lobby institucionalizado

  • As principais big techs (Google, Meta, Amazon, TikTok, Microsoft, X/Twitter) atuam por meio de representações formais em Brasília, como:
    • Associações empresariais: ABPI, Câmara Brasileira da Economia Digital, CCIA (Computer & Communications Industry Association);
    • Escritórios próprios ou de terceiros, como lobbyistas registrados na Câmara e Senado.

Exemplo: em 2023, a Google Brasil foi denunciada pelo TSE e pelo Ministério da Justiça por usar sua homepage e o YouTube para campanhas contra o PL das Fake News (PL 2630/20) — mobilizando usuários a pressionarem seus deputados.

2. Financiamento indireto de parlamentares e think tanks

  • Deputados e senadores recebem doações, eventos patrocinados e apoio técnico de fundações e entidades financiadas pelas big techs, como:
    • Instituto Millenium, Livres, CLP, Students for Liberty, MBL, entre outros;
    • Realização de seminários e audiências públicas com material técnico alinhado à pauta das plataformas.

3. Mobilização social e pressão digital

  • As big techs se valem da capilaridade de suas plataformas (YouTube, Instagram, WhatsApp, etc.) para mobilizar:
    • Influenciadores digitais a criticarem projetos de lei;
    • Campanhas com usuários comuns para pressionar parlamentares (com robôs ou impulsionamento pago).

Exemplo: durante a tramitação do PL 2630, o Google publicou links contrários ao projeto em sua página inicial, o que o governo classificou como abuso de poder econômico e manipulação do debate público.

Peça 6 – Pautas legislativas mais influenciadas pelas Big Techs

Projeto de Lei / TemaInfluência exercida
PL 2630/2020 (Lei das Fake News)Forte oposição; lobby para suprimir regras de moderação e rastreabilidade
PL 2338/2023 (IA e regulação de algoritmos)Pressão para excluir obrigações de transparência e responsabilização
Reforma do Marco Civil da InternetDefesa da imunidade das plataformas (modelo da Seção 230 dos EUA)
Tributação de serviços digitaisPressão contra a criação de um “imposto digital brasileiro”
Proteção de dados e LGPDAtuação para limitar o poder da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)

Peça 6 – Como o NIC enxerga as Big Techs no contexto geopolítico

1. Extensão da influência americana no domínio digital

Nos relatórios mais recentes, o NIC destaca que:

  • As plataformas e provedores de nuvem sediados nos EUA (Google, Amazon AWS, Microsoft, Meta) funcionam como infraestrutura crítica da economia e da comunicação global.
  • Elas reforçam a primazia dos EUA nos setores de inteligência artificial, dados, redes sociais e serviços digitais.
  • Esse ecossistema cria uma interdependência global com base nos padrões, sistemas e valores técnicos americanos, mesmo quando os países buscam “soberania digital”.

2. Big Techs como ferramentas geoeconômicas

  • O NIC analisa que as empresas de tecnologia dos EUA atuam como projeções privadas do soft power americano.
  • Plataformas como Facebook (Meta), Google e Twitter/X moldam narrativas políticas, sociais e culturais, afetando opinião pública, eleições e polarizações em democracias emergentes (incluindo Brasil, Índia, Filipinas).
  • A ascensão da China como rival tecnológico levou o NIC a alertar para o risco de fragmentação digital global — com EUA e China competindo para impor seus ecossistemas tecnológicos em mercados terceiros.

Isso é discutido em profundidade no capítulo sobre “Global Information Ecosystems” (Global Trends 2030 e 2040).

3. Vulnerabilidades e desafios regulatórios

  • Embora reconheça o valor estratégico das big techs, o NIC aponta riscos à própria democracia americana:
    • Concentração de poder informacional nas mãos de poucas empresas;
    • Capacidade de interferência política sem transparência ou regulação robusta;
    • Propagação de desinformação, discursos extremistas e manipulação algorítmica.

Por isso, os relatórios defendem que os EUA devem equilibrar competitividade tecnológica com mecanismos democráticos de controle, para não comprometer sua legitimidade internacional.

Leia também:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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16 Comentários
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  1. evandro

    1 de agosto de 2025 7:39 am

    Nassif, quem estaria por trás dessa concepção do papel americano? Não há de ser o Trump. A direita retrógrada, conservadora e carola?

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    1 de agosto de 2025 8:36 am

    Existe outro aspecto sinistro, Nassif. De uma maneira ou de outra, todas as informações coletadas por Big Techs (incluindo Palantir e Cellebrite) e agências públicas norte-americanas, britânicas, australianas e de outros países que mantém contato com elas acabam nas mãos dos israelenses:

    https://www.timesofisrael.com/nsa-transferred-raw-intelligence-to-israel-document-shows/
    https://bylinetimes.com/2025/07/31/the-online-safety-act-is-forcing-brits-to-hand-over-personal-data-to-unregulated-overseas-corporations-with-questionable-privacy-records/
    https://www.youtube.com/watch?v=8GqZ073kP00

    Isso explica de maneira satisfatória porque os países dos BRICS tem que rejeitar isso. A proteção da privacidade dos dados dos cidadãos deve ser forte, especialmente aquelas que podem ser obtidas em tempo real através de smartphones. Os membros dos BRICS devem proteger seus cidadãos contra a espionagem internacional realizada por agências públicas e privadas, mas também daquela que é realizada por empresas e agências de inteligência do próprio país. Privacidade não deve ser um privilégio concedido as poderosos como Netanyahu, Donald Trump, Keir Starmer, Peter Thiel, Zuckerberg, etc… e sim um direito de todos as pessoas comuns. Isso é um corolário da assimetria entre Estado, empresas Big Techs e aqueles que compram e utilizam smartphones, tabletes e notebooks. É claso que havendo razoável suspeita, agentes policiais devem poder acessar esses dados: mas isso deve ser feito sempre mediante autorização judicial e os dados acessados devem se limitar ao que é relevante. Pescar dados aleatoriamente primeiro para somente depois imputar crimes encontrados ao dono do dispositivo é algo proibido pela legislação penal, pelo menos no Brasil (eu suponho que em outros países não seja diverente). Finda uma investigação criminal, se os dados provam o crime que estava sendo investigado eles podem ser utilizados no processo criminal com garantia da legalidade da cadeia de custódia da prova. Os dados que forem irrelevantes devem ser destruídos. Se o crime investigado não foi provado, todos os dados coletados pela polícia também devem ser destruídos. Obviamente os dados coletados pela polícia (uma agência pública) não podem ficar à disposição de uma empresa privada, nem mesmo por contrato de prestação de serviços. O direito público garante aos cidadãos proteção e o direito privado não pode conferir a empresas Big Techs privilégios quase estatais.

  3. AaronSchwartzLIVEEE

    1 de agosto de 2025 9:24 am

    O “sistema”é GULOSO, quer TUDO PARA ELE(ganância e falta de pudor/ética)seja as big techs,BC,Agro ou a maioria dos políticos,qual a dificuldade de vcs verem isto?Não está havendo limites para ng pq quem dá os PARÂMETROS são os homens públicos ou gestores publicos,o q se tem nos governis são só funcionaeiozinhis do jogo sujo defendendo interesses de meia dúzia sempre querendo lucrar mais e mais sem limites nenhum é uma tal de frente parlamentar disto e frente parlamentar dawuilo tem até ministro q só foi mexer com interesses(dinheiro)dos grandões ai tesolve fazer reunião para os politicos resolver a confusão com Thuamp,tá uma putaria geral AFF !!!

  4. emerson57

    1 de agosto de 2025 10:21 am

    “Está claro a instrumentalização das big techs por Trump”
    Acho que é o contrário:
    Está claro a instrumentalização de Trump pelas big techs.

    1. J.MARCELO.

      1 de agosto de 2025 1:07 pm

      Concordo Emerson,td na internet era favorável ao Bolso.naro e contra Lula víamos isto quando comentavamos em qq site mais chinfrim q existia sobre Bolso e logo vinha msgs toscas rebatendo a gente semore em um mesmo padrão,eu até pensava”Nossa mas até aqui!”,fora q quando andavamos na rua SEMPRE VIAMOS alguém no zap vendo vídeos jocosos,maldosos e maldizentes sobre Lula era algo NUMA ESCALA DE DISTRIBUIÇÃO NUNCA VISTA ANTES,isto parou quando o alvo das bigtechs e extrema direita mudaram para a justiça e o STF e ai HOUVE EFETIVA RESISTÊNCIA aos ataques tamto q as bigtechs se assustaram e NORMALIZARAM OS FLUXOS DE DISTRIBUIÇÃO DOS VÍDEOS E COMENTÁRIOS na internet sem estimular a LINGUAGEM E OS SENTIMENTOS DE ÓDIO do ecossistema,quem for inteligente q entenda,AARONSCHWARTZVIVE !!!

    2. Rui Ribeiro

      1 de agosto de 2025 1:26 pm

      É a economia que determina a política, não o inverso.

      Não se pode esquecer que “o moderno poder de Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa”. – Marx e Engels.

  5. Elionice Silva

    1 de agosto de 2025 1:00 pm

    Excelente artigo!! Me deu esperança pensar que as “techs” podem inviabilizar a esquerda digitalmente. A velha e boa rua será recuperada.

  6. evandro

    1 de agosto de 2025 1:54 pm

    Pois é. Em grupos de ZAP, sugestões de colocar # +alguma palavra de ordem, e assinar petições para congresso, etc. Coquei nos grupos: alguém disposto a trocar bandeira de cartão de crédito ou só pagar via Pix? A ver

  7. EDUARDO T S PEREIRA

    1 de agosto de 2025 2:05 pm

    O que posso acrescentar no debate é que censura nos sites americanos existe mesmo. A tal da “liberdade de expressão ” é só quando convém.
    Coloquei no FB uma noticia trazendo a historia dum soldado sovietico contando como foi o Cerco à Stalingrado na II Guerra , e eles retiraram me informando que o site não era confiável . O site era o Sputinik Brasil. E a materia era sobre História.
    Mas, nesse caso, era fruto duma árvore envenenada por eles mesmos,

  8. EDUARDO T S PEREIRA

    1 de agosto de 2025 2:07 pm

    O que posso acrescentar no debate é que censura nos sites americanos existe mesmo. A tal da “liberdade de expressão ” é só quando convém.
    Coloquei no FB uma noticia trazendo a historia dum soldado sovietico contando como foi o Cerco à Stalingrado na II Guerra , e eles retiraram me informando que o site não era confiável . O site era o Sputinik Brasil. E a materia era sobre História.
    Mas, nesse caso, era fruto duma árvore envenenada por eles mesmos.

  9. J.Carlos

    1 de agosto de 2025 7:48 pm

    Excelente matéria! Muito esclarecedora! Infelizmente nosso Brasil ficou para trás nessa corrida tecnológica informacional. Vai ser muito difícil nos livrarmos de mais essa dominação…

  10. Rui Ribeiro

    2 de agosto de 2025 1:16 am

    O Tico e o Teco do Taco funcionam com a seguinte lógica:

    “Recentemente, membros do Governo do Brasil tomaram medidas sem precedentes que prejudicam e ameaçam a economia dos Estados Unidos, conflitam e ameaçam a política dos Estados Unidos de promover a liberdade de expressão e eleições livres e justas no país e no exterior, e violam direitos humanos fundamentais. Logo, eu vou punir o Brasil tarifariamente, sobretaxando a importação de seus produtos, conforme a seguir:
    Nao vou sobretaxar carnes; vou sobretaxar suco de laranja; vou sobretaxar café, não vou sobretaxar terras raras

    Porque essa seletividade de produtos na sobretaxação?

  11. Fernando Bonato

    2 de agosto de 2025 8:57 am

    Ja há argumentos suficientes que as bigtechs estadunidenses vão atuar na eleição pra presidente no ano que vem.
    E o tiktok chinês? Fará o contraponto?

  12. Josejotapontomarcelo

    2 de agosto de 2025 10:15 am

    As relações comerciais do Brasil com o mundo está AGORA no CABRESTO do governo,se Lula aplicar a reciprocidade nossos empresários escravistas não pagadores de impostos se DESESPERARIAM MAIS AINDA aconselho vcs não mexer com o 79 para Thuamp não haverá oitra opção senão RECUAR NAS TARIFAS simplesmente pq isto é mais danoso aos EUAaa e traria MUITO MAIS IMPOPULARIDADE e danos econômicos por lá,Thuamp tá nonfio da navalha e nem vou falar q jogaria o Brasil em termis comerciais no COLO DA CHINA e sabemos q Lula tem a CHAVE DI COFRE e deveria usar para se oroteger por aqui NADA É DE GRAÇA,estes empresários mimados daqui ao menos tem q pagar um real a mais de impostos e um real a mais para seus funcionários,ISTO É INEGOCIÁVEL,se não Lula BATE BA MESA e mela o jogo mais ainda visto q as ESMOLAS PARA O POBRE já estão garantidas mesmo,quem perderá mais são os bilionários mimados q manipulam os outros empresários tb AFF q comentário histórico meu,VIVA AO VRASIL !!!XEQUE MATE !!!

  13. Rui Ribeiro

    2 de agosto de 2025 1:31 pm

    Impactado pelo tarifaço, que eleva os preços, reduz a demanda (bem como a oferta) e provoca desemprego, o mercado de trabalho estadunidenses recua. A fim de compensar esse arrefecimento da economia, Trump defende a redução da taxa de juros. Ora, essa redução da taxa de juros não vai reaquecer o mercado de trabalho, já que a causa do desaquecimento do mercado não é a taxa de juros, mas o tarifaço

  14. Rui Ribeiro

    2 de agosto de 2025 1:39 pm

    Se a consequência do tarifaço fosse a mudança das empresas para os EUA, o nível de emprego estaria aumentando, e não recuando. Trump is almost always wrong

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