6 de junho de 2026

“Sempre estivemos abertos ao diálogo”, diz Lula sobre EUA

Após declarações de Trump, presidente brasileiro reitera que país sempre esteve aberto a negociações para proteger empresas e empregos
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nas redes sociais que o Brasil sempre esteve aberto a negociar para proteger empregos e as empresas brasileiras.

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A nota foi divulgada depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (01/08) que “Lula pode ligar pra mim quando quiser”.

Em sua mensagem, Lula citou o interesse exclusivo de discutir as razões que determinaram o tarifaço do governo Trump sobre produtos brasileiros. Trump confirmou a tarifa de 50% nesta semana, mas retirou cerca de 700 itens da sobretaxa.

Dados do governo federal mostram que cerca de 44,6% das exportações brasileiras para os EUA ficaram fora da tarifa, enquanto cerca de 35% serão afetadas. Entretanto, assinalou indiretamente que não aceita interferências políticas no funcionamento da democracia e das instituições do Brasil.

A nota de Lula também responde a um trecho de fala de Trump, quando o norte-americano afirmou que “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”. A conduta tem sido classificada por autoridades do Governo Federal como uma ingerência inadmissível na soberania institucional do País. 

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    3 de agosto de 2025 5:33 am

    “Se a exportação de carne para os EUA diminuir por causa do tarifaço, quer dizer que vai sobrar carne no Brasil e os preços vão baixar, seguindo a lei da oferta e procura? Não, dizem Anal Listas de mercado.

    Pode até acontecer uma redução por pouco tempo, mas a tendência de alta no preço da carne deverá predominar.

    É que a oferta do produto no Brasil deve cair nos próximos meses, pelos seguintes motivos:

    Segundo economistas entrevistados pelo g1, independente do tarifaço, já estava previsto que a indústria fosse abater menos bois neste 2º semestre, para priorizar a reprodução de fêmeas.
    Com a sobretaxa nas vendas para os EUA (segundo maior mercado da carne brasileira no exterior), esse movimento será reforçado, e mais animais serão segurados no pasto.
    Enquanto a oferta será menor, a procura dos brasileiros pela carne permanecerá a mesma. Assim, os preços devem seguir uma tendência de alta.
    Num médio prazo, os exportadores também poderão conquistar novos mercados para o gado que ficou no pasto, substituindo os EUA por compradores de outros países”.

    A oferta será menor, a procura dos brasileiros continua igual mas a demanda caiu numa proporção bem maior do que a redução da oferta. Caso o preço nao caia, é sinal de que o agronegócio acabou a livre concorrência, revogando a lei da oferta e da procura.

    Numa economia de livre concorrência, o preço da carne deveria se tornar mais acessível com o tarifaço trumpiano, não o contrário.

    Porque outros potenciais compradores da carne brasileira que não a compravam antes passariam a fazê-lo agora, pós o tarifaço, sem que o Brasil melhore as condições de preço, por exemplo?

  2. Rui Ribeiro

    3 de agosto de 2025 6:09 am

    Um Maioral do Agronegócio tá afirmando que o tarifaço do Trump vai baixar imediatamente o preço da carne no mercado interno mas vai desestruturar a cadeia produtiva, fazendo aumentar o preço a longo prazo. Diz o Fera:

    condições de absorver este excedente.

    “A gente não tem uma alternativa [ de mercado ] tão acessível quanto a americana. Um grande volume, com preços competitivos, isso não tem. Não tem mercado que absorva 400 mil toneladas”.

    Então essa perda de 12% do mercado consumidor de carne vai desestruturar em 100% a cadeia produtiva do Agronegócio? Não haverá uma acomodação da oferta com demanda e tudo continuará quase como antes no quartel de Abrantes?

    1. Rui Ribeiro

      3 de agosto de 2025 10:15 am

      “Do total de 7,9 milhões de toneladas de carne bovina produzida em 2022, 65% (5,2 milhões de toneladas) foram consumidas no mercado interno e 35% (2,85 milhões de toneladas) foram vendidas ao exterior”.

      Da carne exportada, 12% vai para os EUA. Ou seja, a perda de mercado consumidor para 12% de 35% vai conseguir desestruturar 100% da cadeia produtiva do Agronegócio. Papo pra boi dormir no pasto

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