
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nas redes sociais que o Brasil sempre esteve aberto a negociar para proteger empregos e as empresas brasileiras.
A nota foi divulgada depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (01/08) que “Lula pode ligar pra mim quando quiser”.
Em sua mensagem, Lula citou o interesse exclusivo de discutir as razões que determinaram o tarifaço do governo Trump sobre produtos brasileiros. Trump confirmou a tarifa de 50% nesta semana, mas retirou cerca de 700 itens da sobretaxa.
Dados do governo federal mostram que cerca de 44,6% das exportações brasileiras para os EUA ficaram fora da tarifa, enquanto cerca de 35% serão afetadas. Entretanto, assinalou indiretamente que não aceita interferências políticas no funcionamento da democracia e das instituições do Brasil.
A nota de Lula também responde a um trecho de fala de Trump, quando o norte-americano afirmou que “as pessoas que estão comandando o Brasil fizeram a coisa errada”. A conduta tem sido classificada por autoridades do Governo Federal como uma ingerência inadmissível na soberania institucional do País.

Rui Ribeiro
3 de agosto de 2025 5:33 am“Se a exportação de carne para os EUA diminuir por causa do tarifaço, quer dizer que vai sobrar carne no Brasil e os preços vão baixar, seguindo a lei da oferta e procura? Não, dizem Anal Listas de mercado.
Pode até acontecer uma redução por pouco tempo, mas a tendência de alta no preço da carne deverá predominar.
É que a oferta do produto no Brasil deve cair nos próximos meses, pelos seguintes motivos:
Segundo economistas entrevistados pelo g1, independente do tarifaço, já estava previsto que a indústria fosse abater menos bois neste 2º semestre, para priorizar a reprodução de fêmeas.
Com a sobretaxa nas vendas para os EUA (segundo maior mercado da carne brasileira no exterior), esse movimento será reforçado, e mais animais serão segurados no pasto.
Enquanto a oferta será menor, a procura dos brasileiros pela carne permanecerá a mesma. Assim, os preços devem seguir uma tendência de alta.
Num médio prazo, os exportadores também poderão conquistar novos mercados para o gado que ficou no pasto, substituindo os EUA por compradores de outros países”.
A oferta será menor, a procura dos brasileiros continua igual mas a demanda caiu numa proporção bem maior do que a redução da oferta. Caso o preço nao caia, é sinal de que o agronegócio acabou a livre concorrência, revogando a lei da oferta e da procura.
Numa economia de livre concorrência, o preço da carne deveria se tornar mais acessível com o tarifaço trumpiano, não o contrário.
Porque outros potenciais compradores da carne brasileira que não a compravam antes passariam a fazê-lo agora, pós o tarifaço, sem que o Brasil melhore as condições de preço, por exemplo?
Rui Ribeiro
3 de agosto de 2025 6:09 amUm Maioral do Agronegócio tá afirmando que o tarifaço do Trump vai baixar imediatamente o preço da carne no mercado interno mas vai desestruturar a cadeia produtiva, fazendo aumentar o preço a longo prazo. Diz o Fera:
condições de absorver este excedente.
“A gente não tem uma alternativa [ de mercado ] tão acessível quanto a americana. Um grande volume, com preços competitivos, isso não tem. Não tem mercado que absorva 400 mil toneladas”.
Então essa perda de 12% do mercado consumidor de carne vai desestruturar em 100% a cadeia produtiva do Agronegócio? Não haverá uma acomodação da oferta com demanda e tudo continuará quase como antes no quartel de Abrantes?
Rui Ribeiro
3 de agosto de 2025 10:15 am“Do total de 7,9 milhões de toneladas de carne bovina produzida em 2022, 65% (5,2 milhões de toneladas) foram consumidas no mercado interno e 35% (2,85 milhões de toneladas) foram vendidas ao exterior”.
Da carne exportada, 12% vai para os EUA. Ou seja, a perda de mercado consumidor para 12% de 35% vai conseguir desestruturar 100% da cadeia produtiva do Agronegócio. Papo pra boi dormir no pasto