14 de agosto de 2026

Trump ameaça declarar Estreito de Ormuz como território dos EUA

Presidente americano afirma que pretende tomar controle formal do canal marítimo, mas não está claro se declaração representa nova política de Washington
Foto: @TheWhiteHouse - via fotospublicas.com

Donald Trump anunciou intenção de declarar o Estreito de Ormuz território dos EUA após derrotar o Irã.
Estreito de Ormuz está bloqueado por EUA, afetando 20% do transporte marítimo mundial de petróleo.
Impasse nas negociações mantém o estreito fechado; Irã exige mudanças para reabertura da passagem.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (14) que pretende declarar o Estreito de Ormuz como território norte-americano, em mais uma escalada da pressão sobre o Irã em meio ao impasse nas negociações para encerrar a guerra entre os dois países.

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Durante discurso em uma academia de polícia em Long Island, em Nova York, Trump disse que faria a declaração “em breve”, depois de os Estados Unidos “terminarem de derrotar o Irã”. Segundo o presidente, Washington já teria o controle do estreito por meio do bloqueio naval imposto ao país.

“Em essência, é isso que ele é”, afirmou Trump ao falar sobre o canal marítimo. “Temos o bloqueio. Nenhum navio passa a menos que queiramos.”

A declaração, entretanto, não foi acompanhada até o momento por um anúncio formal de mudança na política externa ou de uma medida jurídica para transformar o estreito em território dos Estados Unidos. Também não está claro como Washington pretende implementar a ameaça, já que o Estreito de Ormuz é uma passagem marítima internacional localizada entre o Irã e Omã.

Aproximadamente um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo costuma passar pela região, o que faz qualquer interrupção do tráfego ter impacto direto sobre os preços internacionais de energia.

Na prática, ainda não há indicação clara de que a declaração represente uma decisão oficial de Washington. O episódio, porém, reforça a escalada em torno de Ormuz e evidencia a dimensão econômica da guerra.

Impasse com Irã mantém estreito no centro da guerra

Como lembra o jornal britânico The Guardian, a nova declaração de Trump ocorre enquanto as negociações entre Washington e Teerã permanecem travadas.

O Estreito de Ormuz está praticamente fechado desde que Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, em fevereiro. Nos últimos meses, o governo norte-americano também ampliou o bloqueio a embarcações e portos iranianos como forma de pressionar economicamente o governo de Teerã.

Trump afirmou diversas vezes nas últimas semanas que os Estados Unidos já teriam vencido o conflito e que o governo iraniano estaria buscando um acordo. O governo do Irã, porém, mantém uma posição distinta e rejeita as condições apresentadas por Washington.

Na sexta-feira, o presidente americano voltou a defender a ofensiva militar e afirmou que os norte-americanos que passaram a pagar mais caro pela gasolina deveriam considerar o aumento um custo necessário para impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.

Teerã, por sua vez, mantém exigências para a reabertura do estreito. Segundo autoridades iranianas, a passagem só será novamente aberta caso os Estados Unidos mudem sua postura, compensem integralmente o país pelos danos provocados pela guerra, suspendam as sanções e liberem incondicionalmente os ativos iranianos congelados.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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