4 de junho de 2026

Trump trabalha para tirar imigrantes ilegais do censo dos EUA

Levantamento populacional sempre contabilizou os cidadãos independentemente da cidadania; decisão afeta Estados como Texas e Califórnia
Foto: Official White House

Nem mesmo o censo norte-americano passou incólume por Donald Trump: o presidente norte-americano ordenou que sejam feitas mudanças na forma como o censo do país é conduzido, excluindo os imigrantes não documentados da contagem oficial.

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Em postagem na rede Truth Social, Trump afirma ter instruído o Departamento de Comércio norte-americano a começar “imediatamente” a trabalhar em um novo censo, “altamente preciso, baseado em fatos e números atuais e, principalmente, utilizando os resultados e informações obtidos na Eleição Presidencial de 2024”.

“Pessoas que estejam ilegalmente em nosso país NÃO SERÃO CONTADAS NO CENSO”, destacou o presidente republicano. Prognósticos do Departamento de Segurança Interna dos EUA de 2024 indicam que cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentação viviam no país a partir de 2022.

Historicamente, o censo populacional norte-americano contabilizou todos os residentes no país, independentemente da cidadania ou do status de imigração, conforme estabelecido pela disposição de “todo número de pessoas” da 14a emenda.

Os dados do censo também determinam a representação do Congresso, a repartição do colégio eleitoral e a distribuição dos recursos públicos para saúde, educação e serviços essenciais.

Como lembra o jornal britânico The Guardian, as mudanças que Trump deseja fazer podem afetar diretamente o volume de recursos e a influência política de Estados com grandes populações de não cidadãos, como Califórnia, Texas, Flórida e Nova York.

Além disso, a diretiva atenderia a uma demanda da extrema-direita de que os imigrantes não documentados não devem influenciar a representação do Congresso ou os votos – e a Califórnia é citada como referência por conta de uma suposta vantagem política ao não contar os não-cidadãos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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