“Não é papel” da embaixada dos Estados Unidos “ameaçar pessoas, menos ainda um integrante do Poder Judiciário”, afirmou a jurista e advogada especialista em Direito Internacional, Carol Proner. Nesta quinta-feira (07), a Embaixada dos EUA fez, nas redes sociais, uma ameaça a aliados do ministro Alexandre de Moraes: “Estão avisados”. A jurista também afirmou que Lei Magnitsky contra Moraes “beira o ridículo” e são exemplos de “vulgar ingerência” dos EUA à soberania nacional.

Além do próprio ataque político, a Embaixada – que tem o poder legal de servir como um escritório consular para apoiar cidadãos norte-americanos e burocracias consulares no país – emitiu uma ameaça, ainda que sem poderes legais ou políticos para tal: “os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes“.
“Estamos monitorando a situação de perto“, continuou.
“Não é papel de uma Embaixada ameaçar pessoas, menos ainda um integrante do Poder Judiciário que atua no exercício de suas competências constitucionais”, expôs a jurista, ao GGN.
“A manifestação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil por meio de suas redes sociais criticando o ministro do Supremo Tribunal Federal é outro lamentável episódio do uso das instituições e da própria legislação norte-americana contra o governo e o povo brasileiro.”
Proner lembrou que tais representações diplomáticas devem “respeitar às leis nacionais” do país onde estão instaladas e que, ao contrário do que interpreta parte da percepção pública, “não são consideradas território extraterritorial do país que representam”.
E em relação à Justiça nacional, em território brasileiro, uma embaixada tampouco detém poder ou liberdade para “monitorar” nacionais, ainda que considerados supostamente “inimigos” daquele país.
“A soberania do país anfitrião é reconhecida internacionalmente, e as atividades das Embaixadas devem respeito às leis e normas locais, bem como às decisões judiciais.”
Lei Magnitsky contra Moraes beira o ridículo
Na mensagem divulgada nesta quinta nas redes sociais, a representação acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de ser o “principal arquiteto da censura e perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. A nota afirma que Moraes cometeu flagrantes violações de direitos humanos, o que resultou na aplicação de sanções contra ele pela Lei Magnitsky, determinada pelo presidente Donald Trump.
A Lei Magnitsky prevê a aplicação de sanções econômicas a agentes estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, Moraes teria cometido violações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e empresas de mídia social americanas.
“O Brasil, por meio das principais autoridades públicas, tem denunciado tão vulgar ingerência à soberania nacional. A aplicação da Lei Magnitsky contra o Ministro Alexandre de Moraes, beira o ridículo e só se sustenta pelo uso hegemônico e ilegal do sistema financeiro e monetário contra adversários políticos”, destacou Carol Proner.
AMBAR
7 de agosto de 2025 6:48 pmCusta-nos crer que um país tão autoproclamado superior, bem informado, detentor de alta tecnologia e profissionais qualificados seja tão mal informado sobre o funcionamento dos países que eles consideram súditos. Vítimas de suas próprias mentiras, fazem papel ridículo diante do mundo confirmando posições insustentáveis até mesmo para o mais leigo observador. Adeus américa do norte -usa- já vai tarde.
E ainda dizem que o bananinha não faz a cabeça do Trump… Mentira tem perna curta, mas corre, atropela e mata. Mentira não anda a pé.
Rui Ribeiro
7 de agosto de 2025 7:03 pmEconomia dos EUA perde força e Fed pode agir
Inflação e dados do mercado de trabalho deixam os capitalistas dos EUA com uma pulga detrás da orelha.
Se o Fed baixar a taxa de juros, a inflação vai arrefecer e o mercado de trabalho vai se aquecer?
A redução da taxa de juros vai lançar mais meios de pagamento no mercado, elevando a inflação bem como o endividamento das empresas e famílias. Ou seja, é possível que a redução da taxa de juros eleve o numero de empregos mas a inflação vai bombar ainda mais com a redução taxa de juros. Tapa aqui, descobre ali
Jicxjo
7 de agosto de 2025 7:26 pmE o que essa merda ainda está fazendo aberta, conspirando abertamente contra nossa democracia? O Brasil tem que expulsar esses “diplomatas” já e requisitar o terreno de volta. Basta de apaziguamento.
Norman
7 de agosto de 2025 8:23 pmE se o Brasil fechasse a embaixada dos EUA aqui?
Eduardo Oliveira
7 de agosto de 2025 9:40 pmMuita ousadia e desrespeito ao estado brasileiro! Os EUA estão com muitos problemas internos pendentes do social ao econômico! Vai aqui uma sugestão: Aceitem o Brics que doe menos!!!
José dce Almeida Bispo
7 de agosto de 2025 9:48 pmDesmoralização total! Fôssemos uma nação, ao invés de uma abjeta colônia com elite lambendora… da metrópole, seria o caso de no mínimo chamar nosso embaixador de volta, e expulsar o deles daqui. Mas é o filho do ex-presidente da República quem está à frente dos lambedores, e acompanhado de gigantesco séquito de gente “graúda”, sem um mínimo de dignidade. Torci para que esse dia nunca chegasse; mas sabia dos enormes riscos de ocorrer. E eis a humilhação total. A CHINA, 15 ANOS ANTES DE COMEÇAR A GANHAR DINHEIRO, EXPLODIU SUA BOMBA; O Brasil, cheio, repleto de prostiuintes, ACHOU QUE AMEAÇARIA LADRÃO COM UM COFRE CHEIO (petróleo), e sem sequer um traque à mão.
ed.
7 de agosto de 2025 9:50 pm“Bilhões agora correm para os cofres dos EUA” …
Estupidez de “bufãofarrão”?
Ou não são os próprios estadunidense que pagarão estes bilhões (pro seu próprio governo)?
Eu hein!
Rui Ribeiro
8 de agosto de 2025 10:24 amA população e as empresas se endividando com os bancos a fim de aumentar a arrecadação do tesouro dos EUA. O Tesouro e o sistema financeiro montados nas costas da população estadunidense.
ed.
7 de agosto de 2025 9:55 pmQuanto à “tradução” de uma nota do subsecretário de estado estadunidense, soa apenas como uma tosca provocação para buscar alguma resposta emocional nossa. Lembremos que temos uma embaixadora regular nos EUA e até hoje o bufãofarrão sequer indicou um embaixador deles aqui.
+almeida
7 de agosto de 2025 10:48 pmParece que o furor nazista de domínio do mundo sinaliza que já se apossou, do que ainda pôde ser aproveitado na mente doentia de Trump e seus gânsteres. E essa parte aproveitável é tenebrosamente insana, maquiavélica, execrável, chantagista e indominável. Ela mostra sua traição com a fuga empreendida, para expor ao mundo toda sua repugnante e desumana crueldade. A maldade parece ser o seu mundo e a sua arma fatal para dominar o nosso mundo.
Niveo Roberto Campos e Souza
8 de agosto de 2025 8:07 amEssw indivíduo deve ser expulso do Brasil. Ou estaremos sendo cãozinho amestrado dos EUA.
Waldir Rodrigues Lima
8 de agosto de 2025 10:28 amOS Noia dos USA do norte tão ingerindo muito o Fentanil e tá todo muito doidão!
Luiz
8 de agosto de 2025 10:59 amÉ triste ver uma relação diplomática de 200 anos ir pelo ralo por causa de uns dementes como o Adolfo Trump, o Taco, e esses barnabés da diplomacia (?) estadunidense. Pior ainda, é ver que a antiga nação que se projetava como defensora da democracia e da república no mundo ocidental, não necessariamente nessa ordem, esteja se comportando como uma República de Bananas. Por muito menos, ruiu o Império Romano.
GalileoGalilei
8 de agosto de 2025 11:59 amPrecisamos parar de achar ridículas, malucas ou tiros no pé, as ações agressivas que nos têm surpreendido pelo seu ineditismo. Nós estamos sendo, sim, intencionalmente agredidos. Essas agressões são provenientes de duas fontes com objetivos iguais e às vezes conflitantes entre si, mas que estrategicamente podem se unificar em determinadas circunstâncias:
. A primeira fonte provém de uma inédita ofensiva patrocinada por think tanks libertárias ligadas ao setor tecno financeiro que têm despejado bilhões de dólares a fim destruir tudo aquilo que consideram, com má fé, tais como socialismo, comunismo, setor público, sindicatos de trabalhadores, intervenção regulatória do estado, equilíbrio entre os poderes e até mesmo as instituições que até ontem serviam como fachada para o soft power mascarar processos de dominação e exploração.
. A segunda fonte provém de setores religiosos fundamentalistas que hoje não mais escondem a intenção de acabar com o estado laico, apressar profecias de “fim do mundo”, e/ou “final dos tempos” com o objetivo de estabelecer as condições para a instituição do esperado “reino dos céus”.
Essas coisas não nasceram no Brasil, mas, sim, foram importadas, principalmente dos Estados Unidos.
Enquanto estivermos distraídos acreditando, espantados, que cada uma dessas investidas “malucas” não fazem sentido lógico, estaremos deixando o caminho aberto para ações cada vez mais destruidoras, pois esse é o objetivo declarado dessas duas fontes de agressão.
Recomendo pesquisar sobre o Project 2025 e sobre a “Teologia do Domínio”.
Ah, sim. Recomendo, também, assistir ao documentário de Petra Costa: “Apocalipse nos Trópicos”. Imprescindível.
Alguns verbetes da Wikipedia podem auxiliar o início dessa pesquisa:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_2025
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia_do_domínio.
GalileoGalilei
8 de agosto de 2025 3:42 pmJá nem mais é luta de classes. Agora é GUERRA de classes. E declarada.