24 de junho de 2026

Governo deve anunciar medidas para minimizar impactos do tarifaço na próxima semana

Adiar o pagamento de impostos, programa de compras públicas e antecipação de créditos tributários estão em debate no Planalto
Crédito: Reprodução/ Canal Gov

O presidente norte-americano, Donald Trump, cumpriu a ameaça, e as tarifas de 50% sobre produtos de origem brasileira exportadas aos Estados Unidos entraram em vigor na última quarta-feira (6). E, nos próximos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai anunciar as medidas para socorrer os setores afetados pela política protecionista dos EUA. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Ele [o plano de contingência] foi apresentado ao presidente Lula, que terminou ontem tarde da noite o trabalho [de leitura]. O presidente vai bater o martelo e aí vai ser anunciado. Se não for amanhã, provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin (PSB), durante coletiva de imprensa.

Entre as medidas estão a possibilidade de permitir às empresas afetadas adiar o pagamento de impostos federais, cujos pagamentos devem ser retomados antes do fim do ano; um programa de compras públicas de produtos que deixarão de ser exportados;  a possibilidade de antecipação de créditos tributários; e medidas para proteger empregos, a fim de evitar demissões em massa.

A intervenção do Estado deve ocorrer conforme o impacto do tarifaço sobre o setor, em que os mais prejudicados terão melhores condições de crédito.

“Há setores em que mais de 90% [da produção] vai para o mercado interno, com exportações de 5%, no máximo 10%. E tem setores em que metade do que se produz é para exportar. E tem setores que exportam mais da metade para os Estados Unidos. Então, foram muito expostos, estão muito expostos”, continuou o ministro. 

Ainda não há, no Planalto, um consenso sobre a reciprocidade. Assim, o governo brasileiro só deve elevar as tarifas sobre produtos importados dos EUA em um segundo momento. 

Segundo o Mdic, a tarifa máxima de 50% afeta 35,9% das vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos, e 44,6% estão na lista de exceções e continuam a pagar 10% de tarifa.

Entre os itens que não foram sobretaxados pelos Estados Unidos, estão suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. No entanto, as exportações de carne e de café foram sobretaxadas e pagam 50%.

*Com informações da Agência Gov.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    7 de agosto de 2025 10:04 pm

    Falaram que

    No curto prazo pode haver uma redução de preço no mercado interno de produtos atingidos pelo tarifaço mas no médio prazo, com a queda nas exportações, pode haver uma redução na produção interna, o que também acabaria neutralizando esse efeito inicial de queda nos preços.

    Reduzindo o preço, a demanda aumenta. Que situação traz mais riqueza para o capitalista: Preço reduzido com grande demanda ou preço exorbitante com baixíssima demanda?

  2. Rui Ribeiro

    8 de agosto de 2025 5:14 am

    Os caras não pagam ICMS, envenenam e tornam infértil o nosso solo, e não em proveito da Nação mas de um punhado de financiadores de golpes. Agora, só porque perdem uma pequena fatia de mercado consumidor, fazem essa tempestade num copo d’água e enchem o rabo de dinheiro público

  3. Rui Ribeiro

    8 de agosto de 2025 10:03 am

    Cerca de 3,8 mil itens ainda estariam sujeitos à sobretaxa de 50%.

    Entre eles estão alguns produtos dos quais o Brasil é fornecedor relevante para os EUA, como café e açúcar orgânico.

    As indústrias afetadas têm esboçado preocupação e calculado prejuízos diante da possibilidade de redução ou inviabilidade de exportação para os EUA.

    Mas o que isso significa para o consumidor americano? O impacto deve ficar mais claro nos próximos meses.

    “A sobretaxação de produtos brasileiros pelos EUA pode, por exemplo, inibir a importação de produtos do Brasil, levando os EUA a tentar aumentar a produção interna, a buscar mercados substitutos ou, caso essas duas alternativas não sejam bem-sucedidas, a reduzir a oferta interna desses itens.

    Se o tarifaço do Trump não implicar na redução da demanda, a menor oferta pode ter como consequência aumento de preços” – https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/08/08/7-produtos-que-podem-ficar-mais-caros-para-os-americanos-com-tarifa-de-trump-ao-brasil.ghtml

    E se o tarifaço implicar na redução da demanda, isso vai arrefecer a economia, com as empresas demitindo trabalhadores, o que inibirá ainda mais a demanda. Tapa aqui, descobre ali.

    se não houver redução da demanda, a menor oferta pode ter como consequência aumento de preços

Recomendados para você

Recomendados