
A extrema-direita israelense está pronta para aprovar a finalização de um assentamento com mais de 3,4 mil residências que dividiria a Cisjordânia ocupada pela metade.
Como explica o jornal britânico The Guardian, o chamado plano E1 ampliaria o assentamento israelense de Ma’ale Adumim para Jerusalém, cortando ainda mais Jerusalém Oriental ocupada da Cisjordânia e separando ainda mais o norte e o sul do território.
Mesmo com as objeções de ONGs israelenses, o Conselho Supremo de Planejamento deve dar seu aval em reunião programada para a próxima semana.

Bezazel Smotrich, um extremista que além de ministro das Finanças ocupa um cargo no Ministério da Defesa ligado ao planejamento nos territórios palestinos ocupados, comemorou a decisão por acreditar que a construção na E1 “enterra a ideia de um Estado palestino”.
O ministro destacou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o governo dos Estados Unidos apoiaram a retomada das construções, embora nenhuma das partes tenha confirmado a decisão de fato.
A decisão é repudiada por diversas autoridades no mundo e, além disso, Smotrich e o ministro Itamar Ben-Gvir foram colocados sob sanções junto pelo Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia em junho por “repetidos incitamentos à violência contra as comunidades palestinas”.

Carlos
15 de agosto de 2025 8:05 amEis aí o IV reich.