3 de junho de 2026

Cautela marca fechamento do mercado de commodities

Cotação do ouro se estabiliza e aguarda Fed; prata oscila com impulso técnico e preço da platina segue em alta
Foto de Zlaťáky.cz na Unsplash

O mercado de commodities foi marcado pela cautela, muito por conta das expectativas em torno do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, durante o simpósio anual da autoridade monetária em Jackson Hole, no Wyoming.

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Nesta quinta-feira, o contrato de ouro para entrega em agosto na Comex recuou US$ 6,50 (–0,19%), cotado a US$ 3.336,90 por onça-troy, por conta do dólar mais forte e também da cautela em torno do discurso de Powell.

Analistas esperam que o presidente do Federal Reserve forneça pistas sobre possíveis cortes na taxa de juros norte-americana. A expectativa é de que um corte de 25 pontos-base seja feito na reunião programada para setembro.

No caso da prata, a prata spot cotou US$ 37,86/oz em um dia de estabilidade, segundo alguns relatórios, e US$ 38,10/oz em outros, registrando alta de 0,6%.

Relatório elaborado pelo banco HSBC projeta alta dos preços médios para a prata, agora em US$ 35,14/oz para 2025, impulsionados pela valorização do ouro e incertezas geopolíticas — além de prever um déficit estrutural de 206 milhões de onças neste ano 

A cotação da prata ao longo do ano chegou a atingir US$ 39,40/oz, sua máxima desde 2011, e acumula valorização de cerca de 36% em 2025, superando o desempenho de ouro (31%).

Platina segue trajetória de valorização

Já a cotação da platina subiu 1,1%, atingindo US$ 1.354,20/oz. O valor do metal já acumula 41% de valorização até o mês de junho.

Entre os fatores que impulsionam esse preço estão a escassez do metal; sua forte demanda em segmentos como joalheria, setor industrial e em tecnologias emergentes, como o uso em células de hidrogênio.

A migração para o uso de veículos elétricos (em especial na China) é outro ponto de pressão. Contudo, o uso do metal em diversos segmentos econômicos garante que os preços se sustentem ou mantenham o ritmo de alta, principalmente a partir de uma eventual recuperação nos setores automotivo e tecnológico.

Com informações da RTT News.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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