Como era esperado, o eixo André Mendonça–Polícia Federal está a pleno vapor. Ontem foi aberto novo inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula. Elementos de prova? Nenhum. As reportagens mencionam supostas visitas a ministros ou ao Alvorada, para supostamente fazer advocacia administrativa, supostamente para beneficiar o tal Careca do INSS. Tudo supostamente. E, supostamente, a imprensa finge fazer jornalismo para repercutir as suposições.
Hoje, na barafunda em que se tornou o mercado de notícias, a grande estratégia midiática seria conquistar o eleitor racional dos dois lados — centro-esquerda e centro-direita. Faz-se isso praticando jornalismo com credibilidade, mesmo sem renegar inclinações políticas.
Mas, a exemplo do período Lava Jato, a Lava Jato 2 prescinde da objetividade jornalística. O que importa é emplacar a manchete, uma caixa tonitruante sem nenhum conteúdo. E o alvo de sempre é Fábio Luís.
Ontem circulou pelas redes um histórico significativo.

A rodada atual chama atenção. Primeiro, uma saraivada de supostas denúncias — a mais recente, um terceiro pedido de abertura de inquérito. Depois, uma pesquisa que, embora dentro da variação estatística, mostra avanço de Flávio e recuo de Lula. Tudo concatenado para provocar uma reversão da boca de jacaré das pesquisas, que avançava em favor de Lula.
Além de Fábio Luís, o alvo principal é Roberta Luchsinger, uma aventureira que se apresentava falsamente como membro da família fundadora do Credit Suisse e que trabalhava para o tal Careca do INSS, antes de o escândalo explodir.
A denúncia contra a lobista
Roberta tornou-se sua amiga. Vale-se da amizade? Deve se valer. Como centenas de outros lobistas, que se valem de conhecimento da máquina pública ou de amizades pessoais para ganhar status.
Mas a corrupção só se configura no fato consumado: no contrato que atropela as normas de licitação, na contrapartida recebida pelo contratante, na atuação ativa do amigo. Nada disso aparece nas três denúncias da PF contra Fábio Luís.
A PF levantou que Roberta Luchsinger, sempre chamada de “amiga de Lulinha”, fez mais de 40 visitas “fora de agenda” a órgãos do governo.
A notícia mostra o trabalho normal de uma lobista. Não informa nenhuma irregularidade. Se a lista de visitas foi obtida via LAI, é porque os encontros não se deram no escurinho do cinema. Em alguns casos — como na visita ao ministro Wellington Dias — ela até foi fotografada.
Só no quarto ou quinto parágrafo aparece a primeira informação sobre contratos fechados: nenhum. Não conseguiu nada no Ministério da Saúde, no Serpro, junto a Wellington Dias. Mas pouco importa.
A única irregularidade explícita é o vazamento, para fins políticos, de informações que deveriam estar sob sigilo — o atropelo de normas básicas de direito, o desrespeito a direitos individuais, por veículos que não obedecem minimamente às regras básicas da democracia.
Há policiais federais cometendo crimes continuados, com vazamentos de informações sigilosas. O Ministro André Mendonça finge que não vê. Jornais fingem que não vêem.
A prova dos nove será a terceira denúncia, em mãos de Flávio Dino. Se for mais um fogo fátuo, o jogo acaba. Se tiver algum elemento concreto, vai continuar nas manchetes, enquanto se esquece totalmente das ligações de Daniel Vorcaro com os Bolsonaro.
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Marco Paulo Valeriano de Brito
4 de agosto de 2026 10:44 amNÃO HÁ COMPROMISSO COM A VERDADE NO JOGO MIDIÁTICO
Meu caro Luiz Nassif há dois tipos básicos de jornalismo.
Um é investigativo e sério, mas pouco agrega público e não dá lucros para as mídias (outrora chamada de imprensa).
O outro é sensacionalista e baseado em boatos, fofocas, intrigas e busca a adesão popular e o lucro do midiatismo que substituiu a imprensa de outrora.
O Jornalismo sempre preferiu o sensacionalismo, mesmo nos tempos da imprensa régia viva, sobretudo, nos países onde as populações são pouco escolarizadas e/ou avessas a cultura e a ética em suas sociedades humanas desorganizadas.
Neste século XXI, as mídias digitais, as bigtechs potencializaram o sensacionalismo e o que sobrou de jornalismo está moribundo e vai acabar morrendo.
No Capitalismo o que de fato vale é sempre o lucro, seja financeiro ou político, que mantenha o poder da burguesia.
No Brasil essa máxima capitalista é ainda mais primitiva e o sensacionalismo favorece os clãs das oligarquias do atraso que nos controlam e dominam o povo brasileiro.
Marco Paulo Valeriano de Brito
Marco Paulo Valeriano de Brito
4 de agosto de 2026 11:01 amNÃO HÁ COMPROMISSO COM A VERDADE NO JOGO MIDIÁTICO
Meu caro Luís Nassif há dois tipos básicos de jornalismo.
Um é investigativo e sério, mas pouco agrega público e não dá lucros para as mídias (outrora chamada de imprensa).
O outro é sensacionalista e baseado em boatos, fofocas, intrigas e busca a adesão popular e o lucro do midiatismo que substituiu a imprensa de outrora.
O Jornalismo sempre preferiu o sensacionalismo, mesmo nos tempos da imprensa régia viva, sobretudo, nos países onde as populações são pouco escolarizadas e/ou avessas a cultura e a ética em suas sociedades humanas desorganizadas.
Neste século XXI, as mídias digitais, as bigtechs potencializaram o sensacionalismo e o que sobrou de jornalismo está moribundo e vai acabar morrendo.
No Capitalismo o que de fato vale é sempre o lucro, seja financeiro ou político, que mantenha o poder da burguesia.
No Brasil essa máxima capitalista é ainda mais primitiva e o sensacionalismo favorece os clãs das oligarquias do atraso que nos controlam e dominam o povo brasileiro.
Marco Paulo Valeriano de Brito
emerson57
4 de agosto de 2026 2:50 pmPIG Partido da Imprensa Golpista
“Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz”
Quem dizia isso nasceu há dez mil anos atrás.
Veritas
4 de agosto de 2026 3:33 pmÉ só o afeto que conhece o que é verdade. É ótimo o Nassif desmascarar sempre o jornalismo e os inquéritos Power point, aqueles sem evidências, sem provas, sem indícios, só espuma odiosa ávida pelo pseudopoder, usada para capturar a opinião pública ou tentar ganhar a eleição. Nada de cópias de contratos, nada de comprovantes de pagamento, de transferências, nada. Foram quatro anos e meio de procedimentos inquisitoriais contra Lula e nada. Agora serão 4 anos contra Lulinha? Quem será o próximo perseguido? Lobby não é crime.
Basta o anúncio de qualquer projeto de desenvolvimento nacional independente para a extrema direita destrutiva ligar sua máquina policial pseudomoralista, persecutória e sistematicamente desrespeitadora do princípio Constitucional da presunção de inocência.
Não acredito em justiça ou em polícia que pouco recupera dos 60 bi desviados do Banco Master. Tampouco acredito em decisões judiciais como estas:
Despacho de setembro de 2018: “Enfim, de fato, não há prova de que os recursos obtidos pela OAS com o contrato com a Petrobrás foram especificamente utilizados para pagamento ao Presidente. Mas” Sempre depois do “mas” vem um conjunto as ideias que distorcem a realidade, ideias delirantes que afirmam e revelam a patologia de poder de quem decide para injustamente condenar o acusado odiado.
Decisão de prisão de Bumlai (novembro de 2015): “Não há nenhuma prova de que o ex-presidente da República estivesse de fato envolvido nesses ilícitos, mas” mais da mesma patologia do poder…
Paulo Ribeiro
4 de agosto de 2026 7:33 pmO Estado de Direito no Brasil continua relativo, difícil admitir, no entanto qualquer resquícios de direito é melhor que direito algum.
ed.
5 de agosto de 2026 1:36 amEsse André Pescador é um perigo com relevantes poderes neste ano tão importante. A certeza é que sua incompetência moral e profissional vai acabar transbordando, resta saber quando, se antes ou depois do estrago, como na Lavajato 1.
José machado
7 de agosto de 2026 7:13 amLulinha deveria aproveitar essa exposição midiática e se lançar a Deputado Federal.
Não há outro caminho para Lulinha do qual não enfrentar os algozes do pai.
Ou ele Lula ou será sempre alvo de injustiça e perseguições.
Então entre ser alvo de perseguição e “partir para cima dos acusadores”, ele não tem
outro caminho (já que evita a vida política) de ir para a luta.
É se lançar ao cargo de Deputado Federal que isso é que irá intimidar eles.
Já que o objetivo da direita é controlar o poder no pais, obviamente através das
cadeiras no Congresso Nacional.
Lulinha como deputado Federal seria uma grande ameaça a eles. Menos uma cadeira
para eles controlar, e mais um inimigo político a ser enfrentado; com poder e
remunerado pelo Estado.