4 de junho de 2026

Haddad vê financiamento externo nos Pix recebidos pelos Bolsonaros

Levanta a hipótese de que parte dos recursos enviados ao filho de Bolsonaro nos EUA pode estar associada ao mercado financeiro internacional

Na entrevista concedida ao Projeto Brasil, do Jornal GGN, o MInistro da Fazenda Fernando Haddad foi categórico sobre os milhões recebidos por Jair Bolsonaro e seus filhos Carlos e Eduardo, através de Pix e depósitos.

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O trecho aparece no bloco 5 (37:24 em diante). 

Ele levanta a hipótese de que parte desses recursos enviados ao filho de Bolsonaro nos EUA pode estar associada a movimentos maiores do mercado financeiro internacional, indicando que há capital especulativo de fora influenciando essa dinâmica. Ele entende que esses aportes fazem parte de uma estratégia de pressão econômica e política sobre o Brasil, especialmente num contexto em que o país tenta afirmar sua soberania e suas vantagens competitivas (terras raras, alimentos, energia).

“Você acha que de onde veio esses quarenta milhões de ‘pixes’ para o Bolsonaro? Parte dos quais se dirigiu ao filho nos Estados Unidos… Para quê alguém precisa de quarenta milhões para fritar hambúrguer? Tem alguma coisa acontecendo lá que nós não vamos saber agora. Mas os indícios estão claros de que não é só uma ação política. Tem muitos interesses econômicos por trás dessa movimentação.”

Afirma que esse episódio é mais um exemplo de como o Brasil sofre ataques combinados de natureza política e financeira, e que isso vai se revelar com mais clareza quando a história desse período for contada.

Ele ironiza o destino de parte dos recursos ao filho de Bolsonaro nos EUA (“para quê alguém precisa de quarenta milhões para fritar hambúrguer?”), indicando suspeita de lavagem ou sustentação financeira de longo prazo.

Essa interpretação reforça a narrativa de que os ataques contra a economia brasileira — câmbio, crédito, tarifas externas — não se resumem a disputas políticas internas, mas fazem parte de uma estratégia internacional de captura das vantagens competitivas do Brasil (minérios críticos, alimentos, energia limpa).

Politicamente, Haddad associa o financiamento irregular ao bolsonarismo com o vale-tudo econômico, contrastando com a agenda do governo Lula de transparência fiscal, justiça tributária e soberania nacional.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. Wagner Lemes

    25 de agosto de 2025 9:58 am

    Tem que muito investigado e descobrir quem são os financiadores do mal. O momento exige uma investigação muito rigorosa para punir quem são estes agentes do mal, sejam quem for.

  2. Jose varlos lima

    25 de agosto de 2025 10:36 am

    E a grana por fora que pode ter sido recebida pra entregar por 8 milhoes uma jaxida de pstroleo na Bacia de Santos, que valia 770 bi?

    E os gasodutos vendidos ao preço de aluga los logo em seguuda

    E a carteira do Bb, refinarias de pwtroleo e gas abocanados pelo esquema Eneva/Btg/paulo guedes

    Não foram somente por joias desagios tao grandes, ou seja, o patrimonio nacional enttegue a preco simbolico

    Esqueci da Eleteobras

    A lista de desmonte e desvios é grande, o Tio Sam agradece, pois estava muuto incomodado com o Brssil como concorrente de empresas americanas no comercio exterior

    Inaceitavel o Brssil como 6a mauor economia do mundo, dai a opcao dos EUa em destruur nossa economia sempre que o pais levanta a crista, a guerra comercial de Trump segue esta logica de enquadrar o Brasil como colonia americana, no final do desgiverno do fantoche Boxo haviamos caido da 6a pra ecomonomia do mundo no momento do golpe contra Dilma, pra 13a quando Lula tomou posse e, foi so o Brssil voltar a mostrar a cara, o Trump com a ajuda da familia Bozzo comeca a nos destruir de olho nas nosdas terras raras

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