Fernando Haddad parece não esconder mais: em 2026, será candidato em São Paulo. Resta definir se à sucessão do Palácio dos Bandeirantes ou ao Senado. O plano, segundo a CartaCapital, inclui até um acordo com Lula (PT): em caso de derrota, voltaria à Fazenda — hipótese que foi negada oficialmente pelo ministério, mas sustentada por bastidores políticos.

A ofensiva eleitoral seria explicada a alta exposição do ministro. Ele tem multiplicado entrevistas e aparições públicas, reforçando agendas de forte apelo popular: o combate às desigualdades e a taxação de milionários, com a isenção de Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil e maior tributação para o andar de cima.
O cálculo do PT
Qual cargo disputar? A resposta depende da estratégia nacional. O PT precisa de um palanque competitivo em São Paulo, seja para governador, seja para senador, capaz de alavancar a campanha de Lula à reeleição.
Internamente, o diagnóstico é claro: São Paulo foi decisivo para a vitória petista de 2022. Lula e Haddad venceram Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) na capital e na Grande São Paulo. A derrota só veio no interior, que garantiu a eleição do atual governador.
A equação eleitoral passa, inevitavelmente, pelo governador paulista. Se Tarcísio optar por disputar a Presidência, abrirá mão de uma reeleição considerada tranquila. O cálculo não é simples: a lei obriga governadores a renunciar seis meses antes do pleito. Ainda assim, grupos políticos em Brasília pressionam para que ele arrisque.
Para o PT, seria o cenário ideal. Sem Tarcísio no páreo estadual, a chance de vitória em São Paulo cresce.
Deixe um comentário