
A cantora e compositora Angela Ro Ro não resistiu a uma infecção e faleceu na manhã desta segunda-feira (8). A informação foi confirmada pelo advogado Carlos Eduardo Lyrio.
Internada desde junho na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Silvestre, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a cantora enfrentou uma série de complicações. Inicialmente, ela deu entrada no hospital por conta de uma infecção pulmonar grave.
Durante o tempo que passou internada, ela chegou a ser submetida a uma traqueostomia, procedimento para fazer uma abertura na traqueia, a fim de viabilizar a passagem de ar para os pulmões.
Conhecida como ícone da MPB, Angela Maria Diniz Gonsalves adotou o apelido de infância Ro Ro como nome artístico, em referência à voz grave.
Ela iniciou a carreira na década de 1970, após uma viagem internacional em que conheceu o cineasta Glauber Rocha.
Mas foi “Amor, Meu Grande Amor”, de 1980, que a fez ser conhecida em todo o país. “Compasso” e “Fogueira” também são outros dois grandes sucessos.
Angela também fez história ao se tornar uma das principais vozes contra a lesbofobia.
No entanto, em seus últimos anos de vida, amargou problemas financeiros. Na pandemia, chegou a pedir pix de R$ 10.
Além de acompanhá-la no hospital durante a internação, o advogado relatou que a cantora sobrevivia com apenas R$ 800 por mês, valor referente aos direitos autorais de suas músicas.
E, durante a internação, Lyrio também fez campanhas de doação para ajudar a custear as despesas da cantora, até então sem previsão de alta ou de cura, para que ela pudesse voltar a trabalhar.
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