A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP voltou a ser alvo de violência. Na sexta-feira (5), a União Conservadora, grupo de jovens de direita, invadiu novamente o vão de História e Geografia. Desta vez, a ação resultou em agressões físicas: um professor egresso foi atacado com socos, estudantes ficaram feridos e uma funcionária foi acuada dentro de um laboratório.
Diante da escalada dos ataques, a direção da FFLCH divulgou nota oficial conclamando a comunidade acadêmica e setores da sociedade civil a uma reação articulada. “É hora de uma grande ação institucional e pública em defesa da Faculdade e da Universidade para dar fim a essa violência”, afirma o texto, que também convoca reunião aberta no próximo dia 11 de setembro.
Leia a nota na íntegra:
EM DEFESA DA FFLCH
A todas as pessoas da Faculdade, docentes, funcionárias, funcionários e estudantes,
No dia de hoje, 5 de setembro, novamente um grupo ligado a parlamentares de extrema direita invadiu o vão de História e Geografia. Desta vez, partiram para a violência física, deram soco em um professor egresso da casa e machucaram estudantes. Também tentaram forçar a porta de um laboratório e acuaram a funcionária a cargo. A direção acompanhou as pessoas agredidas para fazer boletim de ocorrência. A Procuradoria Geral, depois de meses, irá receber a direção na segunda-feira.
É hora de uma grande ação institucional e pública em defesa da Faculdade e da Universidade para dar fim a essa violência, e, para tanto, entraremos em contato com referentes políticos, acadêmicos, culturais e sociais, principalmente com aquelas e aqueles relacionados à Faculdade pela sua carreira ou por parcerias. A direção convoca uma reunião aberta para determinar estratégias e articular iniciativas com essa finalidade, na quinta-feira, 11 de setembro, às 18 horas, no Auditório Milton Santos. Solicitamos especialmente que membros de colegiados, de centros de estudos e centros acadêmicos tentem participar ou acompanhar os encaminhamentos.
Direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
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Geraldo Moreira Prado
8 de setembro de 2025 8:40 pmO que a extrema direita está fazendo com a USP nesses últimos dias não tem diferença do que foi feito em 1968 com a desocupação do CRUSP.
NELSON VIANA DOS SANTOS
8 de setembro de 2025 10:48 pmA ação desses grupos de extrema direita é claramente uma imitação dos métodos empregados pelos fascistas na Itália, nos anos 20 e pelos nazistas, nos 20 e 30 do século passado.
Não se deve esquecer o ocorreu em várias universidades públicas durante o governo de Bolsonaro. Não se trata de uma ação de baderneiros, mas de uma ação planejada por fascistas.
A se imaginar o que acontecerá nesse país se a extrema direita vencer as eleições do próximo ano. A comunidade universitária precisa reagir, não é possível tolerar essa violência recorrente.
Anônimo
9 de setembro de 2025 9:44 amÉ a volta do CCC comando de caça aos comunistas que na década de 60 matou um estudante numa briga entre a filosofia USP e a Mackenzie. Essa direita é perigosa e tem que ser contida antes que haja mais mortes¡!