21 de maio de 2026

Mesmo com vitória nas urnas, plano era ‘acabar com a independência do Judiciário’, diz Moraes

Em seu voto, Moraes afirmou que o crime de Jair Bolsonaro e aliados se configuraria em qualquer cenário, fosse perdendo ou ganhando as eleições
Reprodução: TV Justiça

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso dos acusados pelos atos de 8 de janeiro, afirmou na segunda semana do julgamento, na 1ª Turma do STF, que a investida golpista era mais grave do que se imaginava. Para ele, o crime se configuraria independentemente do resultado das eleições de 2022.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Moraes defendeu que a intenção golpista era a mesma, com o ex-presidente Jair Bolsonaro saindo vitorioso ou não nas urnas: “Se perdesse, [tentaria] golpe de Estado. Se ganhasse, iria acabar com a independência do Poder Judiciário de vez para o próximo mandato”, disse, ao julgar o núcleo 1 da trama.

Moraes deixou claro que a fragilização das instituições faz parte da estratégia de ruptura. Para ele, a “extinção do Estado democrático de direito é com o apequenamento, a extinção, a redução da independência do Poder Judiciário para governar sem freios e contrapesos, para governar à margem da Constituição”.

A tentativa é o crime

O relator reiterou que a tentativa por si só já configura o crime de golpe de Estado, pois “a tentativa, ela consuma o crime. O crime de golpe de Estado não precisa ser vencedor. Se bastasse aguardar o resultado, teríamos que esperar acabar a democracia para só depois punir os responsáveis”.

Na sessão desta manhã, Moraes também rejeitou todas as preliminares levantadas pelas defesas, incluindo alegações de cerceamento, suspeição do relator e a anulação da colaboração de Mauro Cid.

O ministro afirmou que “o colaborador, na presença de seus advogados, reiterou a voluntariedade e regularidade da delação premiada”.

O julgamento segue com a análise da responsabilidade individual dos acusados nos atos que buscaram minar a ordem constitucional.

Leia a cobertura completa do julgamento pelo Jornal GGN:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados